quinta-feira, 19 de julho de 2007

SE SOUBESSES

Se soubesses dar valor à profundidade que trago em mim, era mais belo este momento, elevado o pensamento e nada teria fim. Guardo aquela imagem tão bela, guardo o teu ser dentro de mim, no meu coração, lá bem no fundo na grande profundidade, com toda a minha emoção.Sinto o que não te posso dizer, um outro pedaço, diferente e ninguém entenderá esta minha natureza, avassaladora... é luz mais forte que nem a morte pode vencer. Sou um fim esquecido na correria do tempo sem tempo, desenquadrado dos meus desejos e da força do universo, replecta de beijos. Voltarei depois da tarde, depois do outro momento. Voltarei, ainda que em pensamento! Aqui não é o meu lugar, apenas uma passagem na rua dos nomes, com caracteres difusos que se expandem por outras artérias.Fico em paz e não te quero dizer mais nada. Sinto a tua falta e não escrevo mais uma palavra naquela rua, nem no pergaminho que te confinei... apenas deixo que o tempo corra! Nada tem sentido quando a vontade é outra e a afirmação fica reduzida ao silêncio temporário. Ainda que me sinta triste vou dormir um pedaço, só um pedaço e depois volto para a noite, para os escritos e as conversas da Net e outras afim. A noite não pode ser noite, apenas uma pausa do dia e alguns vegetam, como se a noite fosse a eternidade escolhida dos anjos.Nem sempre escolho de modo mais acertado, deixo-me levar pela situação e fico lá, no jogo do nada e das sementes, enquanto te espero, sabendo que não vens. Se viesses eu não acreditava! O nome é grande e tudo o que sinto é para ti sem que tenha acontecido o tempo certo... esse nunca acontece, o que acontece é o que se tem. Não preciso dizer outras coisas para te convencer, isso não seria natural, era forçado certamente. Ainda assim, e depois de tudo, Portugal ganhou, pelo menos alguma coisa positiva aconteceu hoje, mas, faltas tu aqui, isso é um facto! Sei que não te apeteceu vir e nada posso fazer. Paciência... até depois, é tudo a mesma coisa, com rótulos diferentes, eu é que tenho de me divertir, seja como possa ser. Adeus...

25.06.2006 – 22:06h

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