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sábado, 27 de junho de 2009

TEUS RAIOS PALAVRAS AUSENTES

Peregrino deste desígnio
Tomo-me no sepulcro do tempo
Enrosco-me no farol dos sentidos
Beijo as palavras que me dás...
São os teus raios um nada doente
Os versos palavras ausentes
O meu mundo um lugar aqui.

27.06.2009
Samuel Bastos Ventoso

domingo, 5 de agosto de 2007

SERVIDÃO

Um abraço, um sorriso
Um desejo, um carinho
Um belo quadro castanho
Uma nova caminhada
Um beijo sem tamanho
Amizade enamorada.

Perfeito este acenar
Esta dedicação…
Uma forma de amar
Alguém de eleição.

Profundo o sentir…
Verdade servida
É lindo o teu sorrir
Maravilhosa a vida.

Obrigado, agradeço
Essa tua maneira
Ao certo não mereço
Tão pouco esqueço
Aquela canseira.

04.04.2006 – 01:15h

domingo, 29 de julho de 2007

ACTIVIDADE PENDENTE

Gostava de falar contigo, de dar-te um olá, mas não tenho coragem, tenho medo, porque senti-me rejeitado, senti que me enxotaste, senti bem dentro de mim isso. Fiquei triste, muito triste. Agora, nada consigo dizer, mesmo vendo-te on-line. Agora, sinto um misto de tristeza.
Repito que não tenho coragem para te dizer o quer que seja, todas as palavras que possa usar, parecem-me não fazer sentido, não serem eficazes e ao proferi-las penso que morrem de imediato. Isto pode parecer estúpido estar a dizer, mas é o que sinto neste momento.
Não deixei de viver a minha vida e recordo tudo o que o tempo tomou, os momentos únicos, bons, muito bons mesmo. Guardo aquela imagem, as imagens… Não fui eu que lhes coloquei fim… foste tu.
Gostava de continuar novamente a falar contigo, a tomar café contigo, ver-te. Sentir de novo aquela alegria, aquela motivação, o desvelar de algo inefável. Gostava sim. Não consigo dar mais um passo, fiquei entupido e se tu não me disseres mais nada, infelizmente nada mais vou dizer. Escrevo apenas neste blog, nos comentários e o ponto final fica em actividade pendente.

12.05.2006 – 14:56h

sábado, 21 de julho de 2007

INTERROGAÇÃO SOBRE INTERROGAÇÃO

Interrogo-me a cada momento, a cada momento e comportamento gera comportamento. Momento, momentos... tudo em ebulição dentro de mim, a tentar explicar coisa nenhuma!Nada mesmo... fiquei confuso, mas sei que vai passar, certamente levará o seu tempo.
Interrogação. Decisão.... PAZ.Alívio... ou não. Amanhã será um dia para novas reflexões, para novos olhares e novos caminhos a traçar.
A palavra chave é : INTERROGAÇÃO. Hoje e mais do que nunca interrogo-me, uma forma de ir ao fundo das questões, desvendar os mistérios, entrar no âmbito das psicologias e outras vertentes... interrogação sobre interrogação.

06.06.2006 - 22:46h

quinta-feira, 19 de julho de 2007

SE SOUBESSES

Se soubesses dar valor à profundidade que trago em mim, era mais belo este momento, elevado o pensamento e nada teria fim. Guardo aquela imagem tão bela, guardo o teu ser dentro de mim, no meu coração, lá bem no fundo na grande profundidade, com toda a minha emoção.Sinto o que não te posso dizer, um outro pedaço, diferente e ninguém entenderá esta minha natureza, avassaladora... é luz mais forte que nem a morte pode vencer. Sou um fim esquecido na correria do tempo sem tempo, desenquadrado dos meus desejos e da força do universo, replecta de beijos. Voltarei depois da tarde, depois do outro momento. Voltarei, ainda que em pensamento! Aqui não é o meu lugar, apenas uma passagem na rua dos nomes, com caracteres difusos que se expandem por outras artérias.Fico em paz e não te quero dizer mais nada. Sinto a tua falta e não escrevo mais uma palavra naquela rua, nem no pergaminho que te confinei... apenas deixo que o tempo corra! Nada tem sentido quando a vontade é outra e a afirmação fica reduzida ao silêncio temporário. Ainda que me sinta triste vou dormir um pedaço, só um pedaço e depois volto para a noite, para os escritos e as conversas da Net e outras afim. A noite não pode ser noite, apenas uma pausa do dia e alguns vegetam, como se a noite fosse a eternidade escolhida dos anjos.Nem sempre escolho de modo mais acertado, deixo-me levar pela situação e fico lá, no jogo do nada e das sementes, enquanto te espero, sabendo que não vens. Se viesses eu não acreditava! O nome é grande e tudo o que sinto é para ti sem que tenha acontecido o tempo certo... esse nunca acontece, o que acontece é o que se tem. Não preciso dizer outras coisas para te convencer, isso não seria natural, era forçado certamente. Ainda assim, e depois de tudo, Portugal ganhou, pelo menos alguma coisa positiva aconteceu hoje, mas, faltas tu aqui, isso é um facto! Sei que não te apeteceu vir e nada posso fazer. Paciência... até depois, é tudo a mesma coisa, com rótulos diferentes, eu é que tenho de me divertir, seja como possa ser. Adeus...

25.06.2006 – 22:06h

sexta-feira, 6 de julho de 2007

VAGA VIDA

Uma palavra sem conteúdo, perdida, esquecida neste período, é simples rota da vaga vida.

18.06.2007

terça-feira, 3 de julho de 2007

PERTO DA NOITE, PERTO DE TI

As palavras que te deixo tomam o meu diálogo, o meu espaço, o sentido e a ressonância dos nomes, alguns, longe da tua voz, através de séculos. Neste rosto, os meus olhos estão dentro dos espelhos, nos dois extremos, perto da noite, perto de ti e de ninguém, apesar das dúvidas que ocorrem. Os olhos choraram, são o meu sentimento revelado, porque sou um ser humano incompleto, apesar das minhas renúncias constantes e de tudo o que te toma. Quero poder fechar os meus olhos em paz, entre o meu pensamento e o teu, com uma voz, apenas aquela que me ame, que queira estar junto de mim mesmo em praias opostas… não sei onde, apenas quero e sabes o que quero.

03.09.2006 – 21:05h

domingo, 1 de julho de 2007

EXPRESSÃO DA PARTILHA

A mão tocou a minha, na minha própria vontade enquanto o gracejo ficou vestido de branco na paciência da entrega. Acto de palpitação guarnecido pela visão fantástica e do lugar que não determino, aqui, onde me mantenho incólume! Apertaste a minha mão de uma modo bastante expressivo, acolhendo os meus poros, deixando-me seriamente agastado. Esse fervor perverteu-me o coração agitado, com uma ânsia que me concedesse a liberdade eterna.Olhei profundamente da janela encostada e senti nos meus desejos horas a fio, este regresso ao envolvimento, dos recortes da fronteira da minha fantasia. De sentimento pueril veio a poesia, o mar imenso das palavras, humano, íntimo, próximo e misterioso. Esse ar colegial fez-me regressar à minha vagabundagem, tornando-me distraído; em certos momentos a distracção também é benéfica! Lembro-me que quando te conheci fui iludido em vãs esperanças e enganado pelas expectativas do meu coração… só mais tarde é que reconheci que a vontade dos outros ainda que nos deixe triste, mais vale o afastamento… este funciona como terapia. Não chamo tristes recordações, foram apenas algumas maçãs proibidas. Agora tornei-me um viandante e renovei a casa do coração, com novos amigos e desejos até de extreme calafrio.Enlaço-me na palavra e percebi que não eras pessoa para satisfazer os meus desejos, apesar de te achar interessante, sentir-te com uma certa falta de sensibilidade e os ritmos tornaram-se insuportáveis. O meu olhar chegou a ficar húmido, as árvores roubaram-me a luz do dia, as nozes maduras eram paladar nos diálogos iniciais do banquete heróico. O vazio no meu peito depois de ir embora sempre foi terrível… tudo desapareceria muito depressa enquanto esse espaço por preencher cavava o destino, agora enrola os céus como um pano doce, deixando a expressão da partilha.Agradeço-te o teu afectuoso interesse em visitar-me um gesto de louvar, sabendo que continuas mais calmo e bastante diferente… eu agora caminhe sorrindo de alívio. Voltarei com sinais visíveis num abraço eterno, para lá do sonho e do delírio. A vida continuará, certamente voltamo-nos a encontrar no bilhete aberto da existência.

18.10.2006 – 18:37h

sexta-feira, 29 de junho de 2007

ENTRE AS CORES SO SILÊNCIO

Tomado da cor sem cor e no silêncio das tuas palavras, lavro este querer numa convicção, ainda que seja nada, é tudo para mim. Tento dizer-te algo e esse algo não chega lá, mas ao menos tento! Sempre tentei, desde o primeiro dia que te conheci… vi em ti o que não vi em mais ninguém. Fico por aqui, escrevendo os quadros do meu sentir, as fotos escritas que a palavra permite, numa permissão apenas redutora, face ao que sinto. São as palavras todas as tintas que uso para te pincelar, nestes momentos, os únicos da minha vida, ante situações de alegria e de tristeza. Sinto muito essa atitude que mata todas as minhas ilusões, sinto algo que falta perante a tutela de todas as palavras. És o contrário da música do amor, do rio que corre, da força que une. És apenas isso que tanto amo, isso que para mim é o único sentido, porque todos os outros foram lançados fora, para lá do tempo!Contigo tudo é mais belo, existe a superação da morte… e o meu coração já guardou a tua identidade, arquivou-a. A minha vida alterou-se desde o momento que te conheci, acredita… ainda que ausente, passaste a ser a presença mais linda no meu ser e por ti todo este espaço passou a ter vida. Guardo-te com o maior carinho do mundo, ante as palavras sofridas e as lágrimas esquecidas.As tuas palavras silenciosas completam o meu ser, ultrapassam tudo o que se possa pensar, acendem o sentido da minha vida, o suficiente para dizer que és o verdadeiro aconchego da minha alma. És estranho, não é? Mas acredita que és a palavra aberta o lugar de todos os lugares onde escrevo a palavra amor, onde escrevo totalidade da vida, ainda que morra no dia que não sei. Recordo os teus toques, os teus abraços, o teu corpo encetando-me com bastante perícia, de carícias em porte de balança, num olhar negro recortado por tão belo sorriso… guardo a foto inigualável!Todo o mundo é lindo e segundo a segundo, descanso na harmonia, sorrindo. Cuido dos momentos da saudade, elevo-os para a eternidade e pincelo tudo o que fora belo, em teu nome, com as cores da verdade, aquela que somente nós conhecemos. Aquela, perfeita… entre as cores do silêncio que nos uniu para sempre e nem a morte separará, ainda que tudo seja contra. A perfeição está na palavra que se executa… desbloqueia a situação por favor e aceita o verdadeiro propósito da passagem por esta terra… não esqueças! Falei e a palavra desembrulha o silêncio, não ignores, escuta a música que a tua alma anseia ouvir e enche um pouco mais de harmonia todo o teu ser. Logo estaremos juntos, no mundo das palavras, ainda que mudas.

08.11.2006 – 20:44h

segunda-feira, 25 de junho de 2007

QUANDO FALAVAS PARA MIM

Lembro quando falavas para mim, os pormenores das situações, mas o tempo passou e tudo alterou. A vontade ficou distante e a estranheza ocupou a boa vontade, aquela que por si só não chega. Desde esse dia nunca mais entendi nada. Fiquei com um ar perdido! Apreensivo…Saíram dos pântanos sucos de amor em flor, ficando a chama a arder, na pobre dor que flameja sem que o entendimento seja possível. Não temo os deuses, as suas vontades não passam de teorias mortas e a imortalidade não tem qualquer lugar na existência.Neste fulgor e na sede de infinito, vivo a plenitude dos paroxismos, o sonho esbatido, de um nome incompleto, atormentado pela ansiedade de presença, aquela que não se tem uma vez que tudo evoca um movimento constante, não tivesse falado naquele tempo Heraclito e outros que a mesma ideia perfilharam.A razão mostra tudo isto, ela orienta e desorienta, coloca em movimento os processos naturais. As filosofias são feitas à medida de cada um, por conta do tempo de vivência, pelas circunstâncias e o que possa ser dito, nada mais é do que todos já sabem… quando falavas para mim, desde as conversas de café, ao clube dos filósofos do silêncio.Onde estão os frequentadores do jardim de Epicuro? Nesse tempo existiam tantas angústias e agora não deixam de existir, só que os motivos são outros, a sede é outra e os átomos do coração flúem pela corrente sanguínea. Procura-se o importante enquanto a vida o permitir.

Porto, 04 de Fevereiro de 2007 – 15:53h

HIPÓTESE DESLOCADA

Nada mais do que o livro das visitas sem ninguém, recortado pelo silêncio. Nesta profundidade de todas as ondas ainda escuto a tua vontade, perdida, no holocausto dos desejos impróprios. Nada mais do que isso, porque o resto, apenas foi um sorriso como forma simples de fuga. Quantas fugas não encetas no decurso dos dias fúteis? Quantas? Não as consigo precisar… estou muito longe e todo o resto não passa de uma hipótese deslocada.Encontro no silêncio todas as tuas sombras, as saudades escritas na areia e nos desejos que o olhar aponta, muito mais do que tudo aquilo que um dia me revelaste. Foram revelações, algo maravilhosas que consegui reter na memória regrada da minha existência.

12.06.2007 - 15:43h