terça-feira, 3 de julho de 2007

MUDAR DE IDEIAS...

Existe com cada pessoa mais esquisita por ai que até arrepia! Palhaçadas e mais palhaçadas... muda-se de ideias como quem fuma um cigarro, mas, uma vez que não fumas, entendo que essa cabeça não bata nada bem e para ti é tudo muito normal. Combina-se as coisas e depois quando o outro fica à espera diz-se que se mudou de ideias e que se foi para casa... nada de mal, apenas se mudou de ideias. Ah, ah, ah... olha se procedesse assim no emprego, ia trabalhar e depois voltava, porque tinha mudado de ideias. E se tu fosses patrão, aceitavas que eu procedesse assim? Pois não pensas, és o cúmulo da irresponsabilidade! Sabes o que te vai acontecer certamente, apenas és uma pessoa que não vou contar para mais nada na vida... não prestas. Tens o direito à fúria, tal como eu tenho direito a mudar de ideias e ir embora sem dizer-te mais nada. Estás à vontade para essas atitudes indesejáveis... sabes o que pode acontecer? Pois é! Tenho mais que fazer do que te estar a dirigir palavra, certamente não mereces que gaste tempo contigo e mais do que isso, não és a única pessoa que existe no mundo. Pois então boa diversão e se continuares a sustentar esses princípios apenas ficarás só... também sei que mais vale só do que mal acompanhado. Isso sempre foi o meu lema. Agora o que me resta é divertir para outro lado.

02.09.2006 - 22:10h

PERTO DA NOITE, PERTO DE TI

As palavras que te deixo tomam o meu diálogo, o meu espaço, o sentido e a ressonância dos nomes, alguns, longe da tua voz, através de séculos. Neste rosto, os meus olhos estão dentro dos espelhos, nos dois extremos, perto da noite, perto de ti e de ninguém, apesar das dúvidas que ocorrem. Os olhos choraram, são o meu sentimento revelado, porque sou um ser humano incompleto, apesar das minhas renúncias constantes e de tudo o que te toma. Quero poder fechar os meus olhos em paz, entre o meu pensamento e o teu, com uma voz, apenas aquela que me ame, que queira estar junto de mim mesmo em praias opostas… não sei onde, apenas quero e sabes o que quero.

03.09.2006 – 21:05h

NÃO ME AGRADA NADA ESSA ATITUDE

Só o tempo me permite avaliar o decurso das situações e a relação que com as mesmas estabeleço. As palavras têm o seu peso, toda uma carga que pode ou não provocar angústia e os modos da manifestação da mesma pode sentir-se de meiras diferentes. Não que esteja angustiado mas sim descontente, preciso contudo recarregar baterias e ausentar-me das rotinas, sejam elas físicas ou virtuais. Estou a cansar-me de por aqui andar, a história dos blogs, dos chat's, mns, ou qualquer outro canal de conversação. Sinto-me mesmo farto da situação em causa. Hoje não sinto vontade de conversar com ninguém... aquilo que sinto verdadeiramente prefiro não o dizer, se o fizesse, certamente que ia magoar. Não te quero magoar, prefiro nada mais dizer e com o tempo de silêncio, certamente esquecerei. Entendo que não sou o deus dos deuses, muito menos o principe encantado de alguém e se o sou, não sinto isso, apenas sinto que sou uma coisa de usar, para algumas pessoas e confesso que, cansei. Quem não colabora, o melhor a fazer é desligar, mudar de ideias e não pensar mais nas situações, ainda que alguém não goste da minha atitude. Gostava de ser aquilo que não sou...Não me agrada dizer-te mais o que sinto, uma vez que todo o meu sentir vai ferir-te, sei que não ficarias bem. Disparas à mínima coisa, à mínima situação, fazes birrinha... por tudo e por nada e as tuas atitudes são das mais baixas, não fosses tu como a maioria dessas pessoas que quanto a mim não têm personalidade. Se queres ir embora, estás à vontade, apenas todo o valor que tinhas para mim, deixaste de o ter, simplesmente isso, nada mais... as pessoas vão marcando as suas posições pelos lugares onde vão passando. Fica bem e é bom que repenses o teu comportamento, não te esqueças que comportamento gera comportamento. Repito... não me agrada essa atitude.

04.09.2006 - 16:40h

O SILÊNCIO DA RAZÃO

O ruído é o próprio antídoto do silêncio e raciocinar não dói muito, mesmo que isso seja feito sem o uso da anestesia. Regime do silêncio…. O que aqui escrevo, não possui o ofício divino ou prece da igreja, são apenas palavras provenientes do meu sentir e do deixar-me conduzir pela vertente racional emocional. Observo que muita gente cria um paraíso ou inferno à sua imagem e semelhança. Aqui, um dos meus espaços predilectos, neste caso virtual. Palavras exorcizadas obrigam-me a resvalar para as dúvidas infindas, algumas donde extraio aparentes certezas. Observo desmedidamente o mundo que me rodeia e cada vez me sinto mais insatisfeito! Esta insatisfação acciona-me o movimento da constante procura, numa alquimia composta de desejo. Nada de algemas, apenas avançar pelos orgasmos múltiplos da sensibilidade. A situação possibilita outras situações, tornando a versão ainda mais revolucionária e vagamente dialéctica. A possibilidade conta o futuro como um naufrago da imaginação, adiantando-se outras palavras de sabores duvidosos. Desde sempre duvidei de tudo e ainda continuo a duvidar, mesmo esquecendo o essencial, o insuperável na criação das formas. O tempo de vivência permite-me de cada vez mais ficar distante do meu semelhante, nesta sociedade falsa e corrupta, basta sair à rua para ver tais situações. O mais importante na vida é libertar-se dos afectos dos outros, sem que com isso se fique perturbado (a perturbação quando acontece deve ser apenas passageira). Sinto que uma mudança tem que acontecer em mim, apesar de ainda não ter decidido… esse ímpeto apresenta-se como um pedregulho a remover. Não é fácil apesar da idade começar a ajudar-me um pouco. Aos meus olhos esbate-se um painel de rostos sem nome, a dificuldade está em conseguir identificar essas apresentações. Confesso-te que não é fácil! O mergulho é doloroso, arrepiante… depois não sou nada agradável, momento a momento sinto-me indesejável, basta abrir o olhar, e sentir o deslizar dos escudos, no meu braço.Entrar dentro de mim é dizer não, uma rejeição que se e oprime.Essa voz é essencial, mas, apenas tenho mesmo de ocultar das tuas vistas, uma vez que se gera, produz a rejeição. Muitas pessoas são marés de tempestade, ideologias da opressão… odeio discriminações, mas entendo o porquê das mesas se manifestarem. Nada a fazer, o clima de tensão social é enorme. Chega de fanatismos como a religião e a homofobia, tudo isso mata as relações saudáveis entre os sexos. Onde está o espírito de civilização? Era uma vez… um sonho que degenerou! Chega de injustiça ou a guerra é a devastação total e a morte a paz antecipada. Muitos testemunhos são puras falsidades, autênticas mentiras.A sociedade produz sistemas de pobreza espiritual, preferindo ignorar a verdade ou até mesmo negar. O futuro é sempre uma questão crucial, a sua alma perde-se pelo caminho! Não se executa e muito menos se pára para pensar, age-se segundo impulsos, depois surge o silêncio… o silêncio da razão.

06.09.2006 – 10:20h

PEGADAS NO TEMPO

Lembro-me das tuas palavras, tão belas e muito verdadeiras… gostava de te ler, pela brevidade e sentido. Tudo o que senti abrangia o formato da perfeição, não sei se para ti, apenas consciente desta forma de estar, ainda que tardiamente e deslocada dos padrões. Dei voltas, mas voltei, continuo a pensar-te, apesar do teu desprezo… estou certo que algo ficou! Isto…! Belas conversas on-line, por encantos da palavra e nada mais existiu do que esse grande momento. Momentos que o passado sustentou, isso que guardo em memória, por tempos que nem eu sei medir. Situações belas que lanças fora, por outras que entendes melhor. Gostava de te entender, mas és impossível, e não consigo esquecer a tua expressão… tantas situações que desconheço o nome e nome não tenho para atribuir. Foste sem dúvida a força das forças na minha vida, um marco com potente referência. Marcaste-me certamente. Passaram vários meses mas recordo-te, como se fosse à bocado! Expresso aqui o meu carinho por ti, aquele que detestas, por vir de minha parte, melhor seria odiar-te!!! Fiquei dividido entre o Logos e as tuas entranhas caóticas, o perfume informe. Metáforas de sentido, por um outro campo, por ti acolhido, não sei se o melhor. Triste indigência do tempo, destruiu a força viva e actuante que nos imprimia e a vida foi moldada por outra situação. Situações em permanente actividade. Felizes os momentos que nos tomaram, forças achadas na lei do acaso, sem que a revelação dessas mesmas estivessem na base de alguma cultura. Não poderás entender o que não possui entendimento. Neste espaço, neste tempo, desejo ficar no silêncio, uma vez que a realidade é inabarcável pela razão, mas disponível, propícia para a voz do sentimento, isso que de certa forma escondeste (certamente por medo de te envolveres). Não poderei dizer mal do que me agrada, apenas sustento as pegadas num tempo, para mim, sagrado. Dou continuidade aos fragmentos do perfume e desvio-me das mentalidades passadas, retrógradas… isso não faz a minha maneira de ser. Da tua já não sei!Foram momentos de considerado esplendor, fundamentais para um bem-estar, activando a imagem mais pura da razão, pelas pegadas que enformam a luz intelectual. Dedicado a ti, P. P., com os sabores da saudade que possibilitam a escrita, ainda que taralhoca! Abraço.

09.09.2006 - 10:17h

TOMADO EM TI VOU SENTINDO

Tomado de ti,
Na minha abertura...
Este escrito que senti,
É fervura...
Da entrega que desejo,
Contigo ter!
O teu, no meu corpo ser...
Vontade ainda mais elevada
Desejo de profundidade
Uma entrega eterna
Da qual não sobre nada.

Assim, nesta forma de ser
Tomado em ti vou sentindo
Os pedaços do meu viver
E a vida, vai-me sorrindo.

10.09.2006 - 15:43h

SELOS E GRANDE ROTAÇÃO

Selos para a grande viagem, para o caminho em grande velocidade e dizer adeus a quase tudo sem nunca mais voltar. Vou! Sim, hoje vou sem destino, por terras para chegar a outras terras. Vou em paz, levando na alma um outro sentir, uma canção que balbucio entre os lábios, tocando as núvens... ficando desprendido de tudo, nesta paz que não tem nome. O único nome é a capital e a aventura é um outra, completamente diferente de tudo o que houvera estar habituado.

13.09.2006 - 0012h

MESMO ASSIM AS RELAÇÕES

As palavras movimentam, abrem situações que muitas vezes não se entendem muito bem. Algo falta por entender! Eu por aqui, por ali, caminhando, olhando e pensando nos modos de relacionamento das pessoas, de uma maneira, de outra, de modos diferentes, porque tudo é diferente. Pessoas mais certas, outras de palavra, outras sem por onde se pegue e sem personalidade. Tudo passa na correria desenfreada das situações sem nome ou com falsos nomes. Gostamos das pessoas, de umas mais, outras menos, cada qual à sua maneira, por uma disposição que está em adaptação. A tendência é a adaptação às situações! Muitos são os inadaptados…Eu por aqui, tenho medo de gostar dos outros, porque quando gosto, normalmente ninguém gosta de mim.... e quando gostam de mim, eu raramente gosto. Isto é aflitivo. Entendes? Mas a vida é mesmo assim, uma complexidade de posições em aberto. As relações são estes permanentes desafios, seguidos de outros desafios, uns mais complexos do que outros. Não podemos gostar de todas as pessoas da mesma forma... o pior é saber lidar com a rejeição, ou com a forma nova! Certas pessoas apenas nos ligam quando precisam, de algo material ou até mesmo o simples facto de desabafar. Isto é o nosso dia-a-dia, resta é saber lidar com a situação. Situações imensas, umas somam-se a outras e certas palavras pela repetição enjoam… como o repetir constante das crianças em determinadas palavras “mãe” e “pai”! É agoniante! As relações implicam uma abertura de situação a um constante acatar!Estou aqui no café e já nem posso ouvir mais aquela criança a chamar pela mãe, já disse a palavra mais de duzentas vezes… A vida é um palco de surpresas, todas diferentes em situações diferentes. Deixo-te aquela palavra e o calor está a aumentar… Que mais te posso dizer? Vejo por mim que, já me arreliei mais com algumas pessoas e deixei de dar valor a outras pessoas e outras situações... sinto-me melhor assim e menos ansioso. A ansiedade faz parte da vida dos mortais e só estes é que experimentam tal situação. Os quadros clínicos mostram realmente como é feita a vida dos humanos do ponto de vista temperamental. Rostos e mais rostos deambulam, são como espelhos que se passeiam e emitem excelentes reflexos. Olho, continuo a olhar e vejo à minha frente um rosto lindo, sim daqueles que encanta mesmo e até faz parar o tempo e as palavras parece que encravam na garganta. Tudo pára, tudo fica imóvel e tudo o que se possa dizer, é demasiadamente pouco para exibir o verdadeiro significado do que se tem em presença.Relações e relações, caminhares e outros afins, onde absorvo o fogo que se passeia, o fogo da alma, com um novo diferente.

16.09.2006 - 16:31h

COM O QUE É POSSÍVEL

Dos nomes que já não pronuncio, aqueles que ficam lá, sim, lá longe no tempo… vão apagando lentamente, pelos circuitos do esquecimento, pela foz do dia que não se desenha. Todos os desenhos são uma passagem, tal como a tua vida, essa breve passagem, onde não tenho mais foco de controlo. És assim, foste assim e continuarás assim, sem que possa dizer mais o quer que seja, tudo o que digo é muito pouco, face àquilo que fica por dizer.Olho a tua posição… lançaste fora o que te podia ser bastante útil, por birras infundadas, desmedidas e perdidas no horizonte dos sentidos. Não sei o que te dizer, certamente não existe mais nada para te dizer, tudo o que te possa dizer, certamente não serve para nada. As pessoas são assim, somas de imprevistos que se executam num pulsar de situações que nem o próprio entende. Seguramente o entendimento perde-se, veicula-se pelos laços da sensibilidade, por imensos nomes que confesso não sei traduzir. Tudo o que pudera dizer fica mergulhado no silêncio, nisso que a morte te concedeu para por aqui usares. Não usas aquilo que devias! Lanças fora bons amigos, por razões que nem tu conheces, por embirranços ou outros pontos caricatos. Nunca deixaste de o ser… continuará assim. Dos nomes nada mais ficará, eu fui embora… guardo as tuas fotos, os teus possíveis escritos, guardo ainda a imagem que ninguém foi capaz de me dar… apenas sei o que posso e procuro ser feliz, com aquilo que é possível e a vida nos teus braços é silêncio, ficando tanto por dizer. Resta-me apenas o azul da eternidade… o sopro do cosmos, as pétalas do esquecimento, sem duração, por um abraço sem mãos que pulsa no coração.

20.09.2006 – 08:43h

GRANDEZAS DO INFORTÚNIO E DO ESTAR

Hoje depois de vir tomar café, em terras distantes, apeteceu-me mandar-te uma mensagem, sabendo que não ias dar resposta... Também mandei não para que me desses resposta, mandei simplesmente. Estou com sono.Os nomes representam realidades... Grandeza que tais caracteres possibilita, guardam somam profundezas, algo que tomamos na alma, algo que custa a pronunciar. Agora, aqui, mergulhado na profundidade dos deuses, encontro a voz profética do dia que passa, dos dias mais belos, porque tudo o que por aqui encontro é belo . Não te consigo guardar râncor... Nada mesmo, apenas guardo por ti amor, aquele sentimento que não tem tradução. Se comecei vida nova, é mesmo para eliminar a entrada em questão, aquelas que não fazem sentido, ou todo aquele que teve, deixou de ter, já não falo em apagar o blog que te houvera dedicado, este, certamente não faz muito sentido... Outras coisas também não fazem sentido. O amor é algo que por vezes não se entende muito bem, confunde imenso. Mais do que isso tudo é olhar que se movimenta no segredo incontornável do pensamento, na ansiedade dos nomes que não se desenham e vão adquirindo forma. Muitas formas sem formato aceitável, ou que se ajuste à situação em causa. O desenho feito aqui, sem rosto adquire um novo horizonte, por um sorriso disfarçado... Continuas a disfarçar sem pronunciares um nome, apenas tentei comunicar contigo, nada mais do que isso. Não o devia ter feito, causou-me sono e desde aqueles tempos, o propósito era esquecer-te. Sim, era isso mesmo, o teu nome não merece prevalecer mais nos meus registos, estão em constante alteração, porque a actualização urge de determinados princípios. Apenas ocupas espaço e entopes a minha mente... Não quero isso, apenas entender-me na viagem da vida, cujo fim será o mesmo... Objectividade. Morte total de tudo o que vive, em momentos diferentes.

24.09.2006 - 12:09h

NOVAMENTE PARA AS AULAS

Um dia lindo, com o sol a brilhar... e começaram as aulas. Já tinha saudades da escola, deste movimento, dos amigos e do ambiente que envolve toda a situação. Professores para um lado e para o outro, alunos a movimentarem-se, campainha a tocar, funcionários a ralhar. Eu por outras bandas, com novos amigos, nova vida, novos objectivos. Tem estado a ser maravilhoso, um mundo bem diferente sem sombra de dúvidas. Interessante, também fui presenteado pelas tuas palavras, o que me agradou bastante; confesso que algo de bom em ti aconteceu. No entanto não me vou iludir com coisa alguma... brevemente fazes anos, mais um, é isso que vou desejar-te, o melhor, sempre o melhor. Que possas estar com quem realmente gostas. Eu por aqui, mas por vezes vou para essas bandas, vai ser já esta semana, logo depois de amanhã... grandes viagens e escritos sempre na ordem. claro, o sentido da vida só pode acontecer com estas coisas e não com as que não fazem sentido para mim.Uma vez que a vida é breve, teremos de aproveitar o que fica disponível, o resto passa, ainda que seja ou não usado. Vou para as aulas, já estou com atraso.

25.09.2006 - 11:21h

DIANTE DE UM SIMPLES OLHAR

Desabrocham os meus pensamentos, neste furacão de dentro de mim, para te agradecer essas palavras preciosas, para te dizer o que ninguém te pode dizer, simplesmente inteirar-me dessa explêndida beleza, onde por aqui, desenho com palavras o amor, visto nas pupilas profundamente fixas, que refletem cílios longos de prazer, entre estas pestanas grossas e sobrancelhas arqueadas, pelas pálpebras largas.Levemente aqui, para ti, por estes lábios carnudos, sensuais, onde me acerco do silêncio que ninguém poderá falar. Termino não terminando absolutamente nada... tudo o que te disse é verdade! Sim, sou capaz de fazer a viagem que te disse, ainda que palavras indecorosas agucem o vago do corpo metalizado. Impressões toldam-me a alma e a tua voz agita-me, profundamente, todo o meu ser se contrai e o fenómeno é apenas cerebral. Vivo por aqui, feito uma borboleta esvoaçando, pensando em ti e em mutações de cores repentinas, neste silêncio que me fita, indo de acordo ao meu sarcasmo salutar. Questões absurdas levantam-se, algumas são utopia de cérebros doentios, outras são apenas aplauso secreto e distinto pelo reverso de um mal aparente. Este é um mundo de coisas, carregado de destino, de reservas e acolhimentos. Tu, continuas a ser quem muito amo, a inspiração para todos os alívios, o capítulo do ouro que se postula pela existência, ainda que te atrapalhes diante de um simples olhar.

01.10.2006 - 13:30h

VIVER NA ONDA DOS SIMPLES

Caiu a noite... eu mergulhado no seio das interrogações! Observando tudo o que em meu redor se movimenta e de tudo o que vejo, nada me agrada, apenas sei que tudo o que sei é um erro, ainda que diga o contrário. Escolhas? Cansei... fartei! A maioria das pessoas é mesmo assim, nada funciona e quando penso que funciona de um lado, do outro deixa de funcionar. O verbo cansar tem conjugações diversas, também cansei disso tudo. O olhar, nada mais é do que uma ilusão... não me iludas e podes bloquear-me à vontade, somente contribuis para o meu bem estar. Estar bem é não me iludir com pessoas que depois não prestam... todos os dias descubro pessoas que não prestam. Sim, todos os dias isso está a acontecer. Eu repito que ando muito cansado psicologicamente e pessoas que se mostraram de uma forma, logo a seguir e por razões que não interessam... por mim foram lançadas no lixo, esperando que se tornem pó, cinza e nada, nem o mínimo de consideração merecem. Quantos sentem isto e engolem? Quantos? Falta a coragem... não vou incomodar ninguém, com o que sinto ou deixo de sentir, apenas quero não gostar de ninguém, porque na prática nada funciona! Melhor, eu não funciono com o que não funciona.A noite continua a acontecer e tudo se repete, tudo vai na mesma onda, acreditando-se na possibilidade que o impossível se converta. Ainda não se percebeu que o olhar engana, que as palavras matam e que tudo não passa de um estado de sorte. Coitado do que espera alguma coisa de outro, esse certamente irá sofrer... não vale a pena. Eu desisti de me preocupar com o que não me merece. O que resta é viver na onda... dos simples, deixando de preocupações infrutíferas.

Porto, 03.10.2006 - 23:22h

RECORDO-TE…FELIZ ANIVERSÁRIO

Não é preciso que digas nada, nem sequer que me agradeças, nada mesmo. Recordo-te apenas, simplesmente isso. Uma mensagem, palavras simples, pequenas… essas dizem tudo, nada mais do que isso. Que este dia possa repetir-se por muitos anos, sim por muitos anos, com saúde, são esses os meus votos sinceros, com a amizade, com aquilo que em muitos está em falta para contigo. Muito simples e muito profundo; apenas entende, se conseguires, talvez ainda não tenha chegado a tua hora, nem tenhas capacidade de avaliar isso que é o grande valor, uma vez que a amizade não se compra. Nada te peço, nada quero, nem imponho nada, absolutamente nada. Poderei ser aborrecido, cansativo… seja como for, mas se um dia precisares, por qualquer motivo de algo, porque não sabemos o dia de amanhã, certamente que nunca te deixarei de dar a minha mão. Sabes o que é isto? Sabes compreender o que vai dentro da alma de quem te estima? Será que sabes? Entendes os sentimentos do ser humano? Pára um pouco e pensa em ti, olha-te um pouco mais… hoje apenas te quero desejar um feliz aniversário, dar-te desta forma os meus parabéns e dizer-te que és muito importante, sim, importante para a vida de alguém, para a vida que é a tua. O mundo será belo enquanto existir pessoas que nos possam estimar, considerar….

05.10.2006 – 10:00h

PRESENÇA E AUSÊNCIA TOTAL

A ausência da filosofia deixa a vida destruída, arruinando-se lentamente. Entramos num mundo e numa cultura que já existem e aprendemos a interagir com eles. Será que o que está em vigor desde muito tempo é justo? O que é instituído é fruto do pensamento. Aquilo que pertence a uma época tem as suas razões. O pensamento mal conduzido pode matar, destruir o mundo, todos os indícios de vida... Existem ideias que são solidificadas, em decisão judicial. entra-se no jogo, depois dele ser criado, como o euro, vai-se jogando! Nada de contemplar o umbigo... sei que és especialista nisso. Agora, já nada te serve, tudo o que tinhas, foi perdido para sempre. O pensamento fundamental desnuda todas as pressuposições para se descobrir quais as falsas e as verdadeiras... daí o bem e o mal. Como o ditado diz "A vida que não é avaliada não vale a pena ser vivida". Não pensar é impossível, pois então, pensa o que queiras pensar e sê feliz assim. Esta é a presença e ausência total, foi pensando em ti que escrevi tudo isto e percebo e percebi já desde aquele dia o tipo de pessoa que és, ainda que tivesse dado a oportunidade de pelo menos ficarmos amigos. A decisão desta caricatura... foi projecção constituída por ti. Deixa-me ir fotografar, tarefa mais importante, do que estar a perder o meu tempo com quem não me merece. Filosofamos...

09.10.2006 . 03:25h

POST SCRIPTUM

Caminhando se faz o caminho... Li as tuas palavras, as mais belas palavras desde todo o sempre, desde o primeiro momento que este blog surgiu... li até ao fim, li com o corpo e a alma. Continuei a ler, a perceber o que estavas a escrever, o que querias escrever e vi que realmente continuas a escrever como gosto, com a tua maneira de ser, agora um pedaço diferente, onde tudo é tão lindo. Lembro os tempos do teu outro blog, lembro daqueles tempos, e de tanto mais. Fusão total...! Passou o tempo, apagaste o blog, acredita que fizeste mal, muito mal... guardei uma cópia integral de todos os teus escritos, guardo-os como algo de sagrado. Simplesmente porque partiu de ti, saiu da tua alma, do teu sangue. Sempre te considerei uma pessoa especial e continuo a considerar-te, ainda que digam mal de ti. Sempre te disse que era teu amigo e nunca te iria cobrar nada. A amizade é assim, nada espera e tudo dá... Sou assim como te disse, concedo forma aos grandes sentimentos, à amizade, ao verdadeiro sentido pelo qual se pode pautar a vida, a minha e a tua... de todos os humanos. Por aqui, lembrando que constuir amizades leva o seu tempo e não se pode senitr por todos a mesma coisa. O que sinto por ti, só eu sei, o resto são leituras. Os sentimentos intensificam-se por quem está na nossa onda! Sempre te disse que eras especial... nutro por ti este sentimento. Contudo sei que é belo, sei que me encontro bem, imensamente bem. Guardo todas as tuas palavras no meu coração ainda que me digas muito pouco ou nem sequer me respondas às mensagens. Pouco interessa. Também não quero que respondas a nada, sem que isso seja da tua vontade Jamais!. Seja eu estúpido, e ainda que fique no círculo vicioso e por uma boa razão, repito que nada e cobro, absolutamente nada, o problema será meu e com o tempo se irá resolverá. Deixo-te o meu post scriptum, deixo-te e vou caminhando, passo a passou ou degrau a degrau, como queiras. Vou sim, lembra-te que da minha génese é o meu post scriptum, ou talvez o teu que em pensamento ligas ao meu, essa situação que conta as coisas da vida. Será que as outras pessoas são assim para ti, será? Não interessa, apenas vou comer as minhas cerejas, e limpar todas as poeiras, interiorizando os caracteres difusos desta amizade, que já conta com bastante tempo. Por mim, é eterna, ainda que o teu silêncio se mantenha... disso não me preocupa mais. Post scriptum...

10.10.2006 - 02:42h

OS NOSSOS OUTROS DOIS LADOS

Longe vai o tempo que já não tem voz
No ouro da tua cara sem jardim…
Este orvalho finíssimo, por rosa
No pecado da existência eterna
Onde falamos do céu, de nós.

O mundo é inconcebível…
Da realidade uma voz não imaginada!
Folha pisada, recortada…
Rosa sem pétalas, quase seca
E neste olhar céptico
Deixo o orvalho da manhã,
A minha cor, o nome do nada.

O nada de mim faz o tudo que sou,
Deslizando em aspirações eternas!
Em homenagem ao abismo que se abate!
Ao mundo que fica sem nome…
A todas as coisas da ideia
Do outro sentir mais profundo!
Limites do ser que se esvazia.

Os dois lados são uma fórmula…
Um princípio que se sustenta,
Não fosse todo o meu ser, aquilo
Sim, um pouco mais do que pensas
Não se esgota assim, é oceano
A tua música, aquela de piano.

10.10.2006 – 10:21h

SAIR NA NOITE

Chegou a hora do jantar, toca o telemóvel, surge a saudade, envio mensagem, não espero resposta, mas toca de novo o telemóvel e o convite é para sair. Gostamos de sair, no outro dia fomos a Braga. Hoje ficámos pelo Porto… Uma noite interessante, sair com amigos, boa conversa, boa companhia e caminhando pelas artérias do Porto, fomos parar ao Lusitano. Bar bastante agradável. Gostei.Aquele sorriso enche o meu olhar, a simpatia conquista lugares, e a amizade cresce, direcção ao infinito. Obrigado pela vossa companhia e estima. Guardo essas palavras. Brevemente vamos sair outra vez para a noite. Quem sabe, hoje ou amanhã outra vez, programa não nos falta.

11.10.2006 – 10:05h

NOS SEMÁFOROS DA VIDA

Nos semáforos da esperança
Na falésia dos nomes, escrevo amor
Escrevo saudade… escrevo silêncio
Fuga ancestral, numa rosa em flor.

Na parada do instante vislumbro o ser!
As ideias quase inúteis… totais
Procuro o silêncio, breve e saúdo o viver
Inconcebível a realidade, os imortais
Neste jogo quimérico, fogueira na totalidade.

Os sentidos voltam, imploro o nada!
Regresso… a parte é apenas um momento
Sabores intrínsecos à respiração…
Preenchimento diferente, tomado
De continuar por ti a sentir imortalidade
O que não podes abarcar nessa mente
Mas… apesar de tudo… a origem
E em círculos concêntricos, totais!
Ainda que me perca estupidamenteConfesso...
Hoje gosto muito mais de ti, muito.

12.10.2006 – 08:26h

Post Scriptum – Se te tivesse que dizer o que disse no início, deste blog, repetia-o sem a mínima de hesitação, sem mudar uma letra e ao fim de vários meses de distância, estou aqui, renovado, mas com a mesma promessa, ainda que nada mais possa dizer o quer que seja, digo-o e torno a dizê-lo. Sabes o que é isto? Chama-lhe nomes, chama-lhe o que quiseres. Isto é lindo, é de tudo o que de mais belo a vida possui, acredita, ainda que duvides, ainda que me chames nomes, ainda que todo o sentido se esvazie. Dedico-te aquilo que ninguém poderá dedicar, pelas palavras que tens escritos, pela pessoa linda que és, que continuas a ser, pela tua vertente racional, objectiva, altamente directa, por tudo isso e por aquilo que nunca ninguém descobriu e que aos poucos vou descobrindo. Mais ainda, por todos os momentos que passei contigo, todos. Tudo foi demasiadamente belo e mesmo que hoje morra, posso dizer-te que a tua existência no meu ser, operou eternidade, quanto mais não seja, a literária. É incansável esta dedicação por ti, desta maneira, ainda que nem uma palavra pronuncies, tu sabes que é a ti e não outra pessoa que dedico o que não possui explicação. Eis o meu diário, o meu querido diário, entre outros distribuídos...

domingo, 1 de julho de 2007

SUBSTITUIÇÃO… ASSENTIMENTO

Gosto de pensar, de parar tudo... e escrever, deitar sobre o papel aquilo que tenho cá dentro, ainda que não mostre a ninguém… gosto de o fazer. Desde muito cedo que escrevo, faço-o porque gosto. O saldo da vida é a positividade e a lógica, saber decidir no momento certo sem se deixar afectar, com os pés bem assentes no chão.Não vale a pena perguntar quem sou, sou assim mesmo e não tenho outra hipótese no acto de o ser.Na vida já conheci imensas pessoas, todas diferentes, umas gostei mais outras menos, continuando a conhecer pessoas. Basta falar para ver o tipo de pessoas que tenho à frente, ou agrada-me ou não, aprendi a ser directo e a dizer as coisas pelos respectivos nomes na hora certa. Sou como sou, nem melhor nem pior, sou assim… existo não para agradar, mas para ser o que sou. Tudo o que vai dentro de mim sou eu que resolvo, desta maneira e não de outra, tal como sinto e penso. Engraçado como as pessoas são! Não peço que gostem de mim, se gostam, gostam, se não gostam, boa viagem e aguardem tal como eu o fim. Nos últimos dias tenho conhecido pessoas excelentes, fantásticas mesmo e quase todos os dias saímos, temos boa conversa, como até então não houvera tido. Foi necessário estar no Norte! Gostei de algumas pessoas anteriormente, e apenas foi algo de bom, inclusive para me conhecer melhor. A angustia e a aflição dos dias anteriores simplesmente desapareceu… os meus dias têm sido votados aos passeios pelo Norte de Portugal, descobrir gente linda. A noite também é lugar a frequentar… Nada de solidão. Claro, os velhos amigos, esses vão telefonando, o que nos separa é apenas a distância física. É tão lindo poder contar com a amizade dessas pessoas, saber que estão lá e a alegria que acontece quando falamos. É belo demais. Claro, também existe um ou outro que se afastou, mas a vida também já me ensinou a lidar com isto. Algum tempo atrás conheci uma pessoa que sinceramente estimei de verdade, mas, ela entendeu afastar-se de mim, decidiu assim. Na altura tudo era lindo, depois fiquei triste, e muito; agora, já me é indiferente, apenas perde uma amizade diferente e com motivos irrecuperáveis. São opções. Mesmo longe, não a esqueço. Ela é insubstituível, tem a sua própria vida.

13.10.2006 – 13:00h

ÊXTASE CONJUGADO

Os teus lábios deixam sempre uma pergunta em aberto, palavras em aberto, como se o silêncio fosse menos oportuno ou duvidasses de todo o percurso. Os teus lábios são a flor da existência e neles atropelamo-nos. Caminhamos por lugares que se atropelam pelo olhar, pelas ondas e pelas cores das ruas, num sussurro de palavras meigas. A timidez esconde a alegria e não deixamos de ser na entrega dos dedos, na vastidão do tempo, face ao relógio parado e aos degraus do sol-posto!O prazer toma as arestas do silêncio, a ponte ao limiar da ternura, além de tudo o que dizem por ai, com mais cor, alargando o sorriso e a dança da credibilidade. Nesta posição, faço-te acreditar nos sabores da noite, nas areias que se movem implacavelmente, face à grande descoberta e deslumbramento dos pináculos da loucura, onde nos entregamos sem pronunciar mais uma palavra. Nada se perde, a precipitação dos lábios é imperceptível, sustenta o sabor casto dos breves toques… um arrebatamento de afago entre a brisa e o encontro do desejo. Desfolham-se os sentimentos, as sílabas do abandono e todos os voos se libertam das pétalas do desassossego, rumo à felicidade, experimentando a textura do orvalho e a fonte das águas da vida. Liberto-me na alegria ténue, no segredo partilhado, prolongando a sede indomável, entre a alegria e a música sem fim. Perfeita comunhão… bem demasiado precioso ao êxtase conjugado.

Ps - O que escreves é simplesmente belo.

14.10.2006 – 09:27h

COMUNHÃO DOS SENTIDOS

Mergulhado na antífona do pensamento rompem-se todos os sonhos, as verdades construídas. É neste ponto de focagem que o puzzle é interiorizado, não sei até que ponto a resolução do cubo mágico. A tarefa de o conceber torna-se muito delicada. Todo o discurso que possa ter perante a pseudo-perfeição assume um carácter musical, claro, com o respeito pelas dissonâncias, à pulsão pela intensidade correspondente. No corpo da tua palavra, lavram-se termos, explicitações de conceitos mais apurados, constituindo um poder encantatório que atenua todo o restante do envolvimento. Mergulhado nos teus feitos, pela simetria da frase, da entrega das palavras pela sua cadência, transportas na alma o tecido da literatura, pela própria linguagem, na sua forma tangível, rasgando um outro horizonte de sentido, levado ao limite por esta distância que nos separa.Produzes suavemente desvios no meu olhar, e ao ritmo da escrita original configuras o meu sentido, só pela tua existência, ainda que evoques o princípio da terra e do mar, num sonho criador que aflora da palavra.A síncope que se contrai pela beleza do teu ritmo, confere novo empreendimento ao tempo (este do tempo na vida humana), para uma nova concepção posterior. Neste esquema quase esquelético de palavras, invento-te para uma nova dimensão, desde os sonhos à realidade.A tua imagem é real, entra e sai no sonho, aquele que tracei, após a ultrapassagem do infortúnio. O real foi-me dado pela percepção, deixe-me ficar na atenção e presença ante ele. No apêndice das palavras da galeria da alma, continuo a desenvolver tudo aquilo que um dia te falei, em novas terras, rompendo toda a solidão, agora injectado pela força de continuar a percorrer outros caminhos. Não sou um momento incluso no acaso, talvez a extracção do outro horizonte que se assoma renovando o sentido esquecido do sonho… prossigo o inacabado desvelamento, outrora acordado.A tua expressão resolve o conflito, a solidão do inesperado, aquela situação que me arranca da passividade. A imagem não é mais um obstáculo que tende a vencer, mas sim uma revelação de um nome, o processo de vários caracteres que acompanham a sua contrapartida. A imagem é uma verdadeira flecha, a sua pré-identidade estrutura-se no sonho, no outro pólo da tua vida. Deste modo, a palavra realiza-se, no seu interior, em todo o possível. É motor supeditado a todo o aparecer dos sentidos a leveza do sentir, este envolvimento contigo… ante o sentido puro alberga a diferença, é este embrenhamento lúcido, para uma comunhão dos sentidos, que deixo em aberto, ao serviço do tempo, da eternidade e da ideia.

15.10.2006 – 11:23h

CERTAMENTE GUARDO

Mais um dia… acordei cedo e fui para a escola, não tinha aulas na parte da manhã. Sai cedo, de mochila às costas, parei no primeiro café que encontrei, mas, deixa-me dizer-te que fui muito bem atendido, como se fosse desde sempre a pessoa mais desejável naquele estabelecimento. Um café bem tirado, o sabor fez-me passar a língua pelos lábios. Algo implacável tombou sobre mim, ao que engoli em seco e tive de sair porque me senti constrangido, mas desejei imenso.A chuva começou e eu sem guarda-chuva! A mesa estava posta e todos clamava a minha presença, como se eu fosse a pessoa mais importante! Belo banquete com recepção triunfal. O tempo passou… a chuva continuava. Sai da escola, pequei no carro e arranquei, precisava de ir a casa. Neste pólo da minha existência digo-te que descubro criaturas maravilhosas, desde o mundo da blogosfera, ao mundo da realidade que o olhar dita. Andei pelas artérias do Porto, por aqui, por ali, Nortshopping e outros locais até à beira mar. Cada dia um carro a estrear, cada um melhor do que o outro. Parece que nos momentos diferentes desta passagem por aqui, nascem alicerces novos na minha existência, ao que nunca tinha pensado. Encontro-me firmemente sustentado pelo abraço do mundo, na sua totalidade e plenitude de comunhão com todas as coisas. A minha vida mudou, deu uma viragem total. Estou separado de tudo e tudo faz parte de mim, sou absolutamente único e incomparável… certamente guardo a minha individualidade, como sempre. As coisas que me cercam injectam-me um novo olhar. Hoje com mais quatro amigos, de longa data desfrutámos da boa amizade e aquele abraço do Carlos, foi precioso! Sou um dos amigos que ao longo destes tempos bastante estima e nas horas de aperto, procura-me para desabafar e arranjar coragem para a caminhada. Parar no seu blog é obrigatório. Certamente que gosto imenso do que escreve… guardo uma cópia dos seus escritos, desde a primeira hora que o conheci. Ele sabe que pode sempre contar comigo, tal como conto com ele. Soube-me muito bem o abraço que nos envolveu… muito quente.(…) Andei às compras, fui à Bertrand, travei novas aquisições, mais um livro para ler, pensar. Nas minhas meditações matinais em plena esplanada, na zona ribeirinha do Porto, observo o Douro a correr, escrevo os meus pensamentos no meu bloco oferecido, enquanto não chegas. Vens ter comigo, sentas a meu lado e com essa simpatia soltas um sorriso que o olhar bebe com desejo. Comprometes quem não tem compromisso!Descubro-te no interior de uma cápsula e recordo aquele dia em que fomos a Gaia, quando passámos a ponte, lugar onde senti que conservavas uma loucura idêntica à minha pelas fotografias. Juntámo-nos!Algumas pessoas têm uma certa propensão para este tipo de passatempo, entre outros. Desde muito cedo que adoro fazer fotografia, tal como a escrita.Depois de um dia com bastantes afazeres, consegui resolver tudo. Boas recepções. Guarda a imagem que tens de mim e a eternidade será contigo. Gosto muito de ti. Jamais te esquecerei… se bem que durante o dia de hoje estiveste várias vezes ao dia no meu pensamento… Não sei porquê.

16.10.2006 – 23:09h

EM PLENA HARMONIA

Logo na parte da manhã lembrei-me de ti, dos modos antigos, das conversas que tinhas comigo, do olhar fixo e do sorriso lento. Recordei tudo o que em ti era característico, ao ponto de sentir saudades de ver novamente o teu sorriso. Estás longe!Por vezes sinto vontade de te procurar, sabendo que estás ali… mas, depois não tenho mais coragem e deixo que tudo fique no seu lugar. Solta-se uma lágrima que recolhe rapidamente e passo para uma outra esfera mais positiva, relembrando as boas conversas que cheguei a ter contigo. Tento libertar-me da rotina, escrevendo um pouco mais, das coisas concretas, essas que consigo ter na mão.Dou-me conta que mesmo distante estás muito perto e que continuas a acompanhar o movimento dos ponteiros do relógio… sei que gostavas imenso de relógios. Os dígitos desembrulham a marcha do tempo e nesta mutação implacável, partilho contigo as minhas noções do interior. Sei que temos a nossa maneira de guarnecer os conceitos e todos os juízos apenas ditam do que gostamos e sentimos. A minha existência renova um pedaço dos encantos da tua, onde as palavras não incomodam e os textos são esconderijos da verdadeira realidade humana. Renovo as minhas energias todos os dias enquanto o espírito me permitir pensar e recordar-te com muita luz. A luz direcciona-nos de modo diferente… usamos a razão e o aconchego interior toma o nosso ser numa plena harmonia, confesso-te que é isso que sinto, mesmo não tendo a tua presença física.

17.10.2006 – 12:48h

EXPRESSÃO DA PARTILHA

A mão tocou a minha, na minha própria vontade enquanto o gracejo ficou vestido de branco na paciência da entrega. Acto de palpitação guarnecido pela visão fantástica e do lugar que não determino, aqui, onde me mantenho incólume! Apertaste a minha mão de uma modo bastante expressivo, acolhendo os meus poros, deixando-me seriamente agastado. Esse fervor perverteu-me o coração agitado, com uma ânsia que me concedesse a liberdade eterna.Olhei profundamente da janela encostada e senti nos meus desejos horas a fio, este regresso ao envolvimento, dos recortes da fronteira da minha fantasia. De sentimento pueril veio a poesia, o mar imenso das palavras, humano, íntimo, próximo e misterioso. Esse ar colegial fez-me regressar à minha vagabundagem, tornando-me distraído; em certos momentos a distracção também é benéfica! Lembro-me que quando te conheci fui iludido em vãs esperanças e enganado pelas expectativas do meu coração… só mais tarde é que reconheci que a vontade dos outros ainda que nos deixe triste, mais vale o afastamento… este funciona como terapia. Não chamo tristes recordações, foram apenas algumas maçãs proibidas. Agora tornei-me um viandante e renovei a casa do coração, com novos amigos e desejos até de extreme calafrio.Enlaço-me na palavra e percebi que não eras pessoa para satisfazer os meus desejos, apesar de te achar interessante, sentir-te com uma certa falta de sensibilidade e os ritmos tornaram-se insuportáveis. O meu olhar chegou a ficar húmido, as árvores roubaram-me a luz do dia, as nozes maduras eram paladar nos diálogos iniciais do banquete heróico. O vazio no meu peito depois de ir embora sempre foi terrível… tudo desapareceria muito depressa enquanto esse espaço por preencher cavava o destino, agora enrola os céus como um pano doce, deixando a expressão da partilha.Agradeço-te o teu afectuoso interesse em visitar-me um gesto de louvar, sabendo que continuas mais calmo e bastante diferente… eu agora caminhe sorrindo de alívio. Voltarei com sinais visíveis num abraço eterno, para lá do sonho e do delírio. A vida continuará, certamente voltamo-nos a encontrar no bilhete aberto da existência.

18.10.2006 – 18:37h

DEVANEIO E OSTENTAÇÃO

Nesta sombra imaterial, fugidia da brevidade, acrescento beijos aos beijos que um dia me soubeste dar com toda a tua perícia, com toda a tua perfeição… desenho o contraste do esquecimento na folha de papel que possuo na minha secretária. Dadas as circunstâncias, neste momento evoco o teu nome, mais do que uma vez, chamo por ti, perdido no encanto que se ostenta no devaneio do pensamento enquanto a noite me chama.Cada hora que passa torna-se mais inebriante o destino, as palavras que declinam, mesmo depois de uma breve conversa, aquela que soubeste ter comigo, mesmo por breves instantes, mas muito valiosa. Pinturas da memória lançaste, ao encanto da distância que presenteia os momentos incautos, todos os que vivemos juntos.Um sinal no rosto, preenchendo e iluminando as noites que me assaltam... tu com a energia inflexível, mas verdadeira, esculpes toda a minha felicidade e... esta noite passada foi a noite que mais uma vez te observei, desde o primeiro toque ao último. Encontrei a tua grandeza nos olhos castos, na paragem súbita e declinada, entregue aos sabores da pulsão. Este foi o canto da chuva, no abraço invisível, mas decorado por olhos brilhantes e profundos.Essa tua profundidade anseia por outra... ouvi os estalidos cortantes do teu espírito e no refúgio escuro lancei o esquecimento enquanto último prodígio do túmulo da saudade. Lancei para te fazer a vontade e percebi o quanto importante o significado do mesmo em determinado tempo da vida. A amizade é mais que uma palavra e o que escreves só terá valor se entenderes o valor de modo universal, esquecendo o teu umbigo…O suficiente é infinitamente particular e o tempero da vida é a palavra que dita a regra, na sensatez dos sentimentos que tenho por ti. Lembras? Continuo a lançar-te, a oferecer-te a minha dedicação, é das poucas coisas da vida que vale a pena, o resto o tempo se encarregará do transporte para o lugar do absurdo. Não vivo preocupado com isso nem muito menos perdendo tempo com o que não acrescenta nada de precioso. Vivo o presente das coisas todas que me são possíveis e bebo a palavra sentida por ti. O nosso universo tocou-se um dia e as palavras que pareciam exactas são agora o código que activa todo o sistema e fora disto o sentido esvai-se... As respostas são caminhos de cristal, restos de esperança em terra virgem, aquela que nunca foi dita e o mundo não entende, apenas passamos em devaneios ostentados.

19.10.2006 - 17:45h

PAROXISMO DO DESEJO

Bebo dos dias aquela imagem, ontem totalmente remodelada, e todo o sossego se abateu em mim momentaneamente, permitindo o aconchego das mãos. Nada mais ficou distante… olhei-te nos olhos e os meus braços caíram sobre os teus ombros num sorriso secreto, unindo as veias e as palavras na noite inesperada. Sulcos de uma miragem fez os meus olhos negros girar… uma dose de alegria rompeu, ainda que por instantes. O secreto amor embalou um beijo, enfeitou os lírios molhados, o corpo intacto quase pendido, mas foi assim que provei o teu odor, o mais belo perfume!És dentro de mim a semente do tempo, o rio em luta, florescendo na nudez de tudo o que se enlaça.No caos dos nomes as ideias marcam um novo impulso, instantes que se absorvem pela entrega e o silêncio dita a noção do sinal no prolongamento da minha visão. Fiquei contigo em viagens constantes pela invicta, até atravessar de novo o corpo servido ao pensamento. Absoluto foi o presente do teu ser, totalmente no meu, com o mais belo sorriso de satisfação e nesse momento dei-te toda a eternidade, em caprichos desnudei a matéria do silêncio… aquilo que desde algum tempo guardávamos tão profeticamente!É bom interiorizar o teu princípio e saber que o regresso fortalece as violetas e o longe do cosmos. Sempre te tinha dito de muitas maneiras o que pensava de ti, mesmo que não tivesses dado de conta. As aparências escondem sempre algo que com o tempo se revela de outro modo. Acrescento um apêndice e a evolução tece o paroxismo do desejo.

20.10.2006 – 17:19hPS. – Fazendo-me passear por aqui… http://blueshell.blogspot.com/ - BlueShell. Gostei dos teus escritos e da harmonia como as palavras vestem as cores… Voltarei…

ETERNA DÁDIVA DE EXISTIR

A palavra está demasiadamente arreigada ao meu sentir, ao teu também e enquanto a sombra cai, na grafite da existência deixo-te uma mensagem cravada no sabor da maçã rubra. Continuo a leitura e vejo que só essas palavras, belas, profundas, produto do teu interior podem dizer-me alguma coisa... somente este é o teu mundo interior, o meu também. O teu mundo, o mundo de quem vive a paixão pela escrita.As palavras são como o sol, iluminam e aqui é feito o pino deixando as tardes virgens preenchidas pelos sabores ondulantes. O tempo exibe a possibilidade de se estar vivo, transporta, acolhe... talvez sejam curiosidades filosóficas, diferentes das outras. Essas palavras, compostas, ordenadas de acordo com o que sentes, compõem o teu existir. Reminiscências apetecíveis, paralogismos do coração, face às aporias do entendimento, como se tudo isto fosse uma oração. Lindo o teu trabalho, sempre disse isso. Cinco estrelas, o máximo de Óscares. É um facto! És um bom escritor... continua, nessa veia enreda-se um musgo puro e avoengo. Nos campanários repicam novidades, nesta cidade enfaixada, tomada pela alegria. Olho ao cintilante monte glacial e encontro rosas… não esqueças que a rosa tem os espinhos afiados, são eles que me fazem parar e ter algum cuidado, para que não exista o lado desagradável. Também sou rosa…!Será difícil executar as palavras? Foram tantas as que te disse… Nada, simples como a chama que beija a terra... nada de especial, desabafos para o papel, conceitos executados susceptíveis de se ordenaram. Este é apenas o esboço para o esboço que tive antes de ir fazer o meu post. Agora é o post… antes era o esboço! Parabéns uma vez mais pelo teu trabalho, não só este, mas todo o que tens feito, desde os tempos que te conheço. Em nada tenho que te apontar e a areia da neve desce para os meus olhos, aquela montra fixa-me e o silêncio esbate-se sobre as correntes dos relógios. Trabalho de mérito e que deve ser reconhecido por todos os que te lêem em vida… o tempo dos relógios, traduzindo uma expressão verbal rítmica com um ímpeto espiritual. Pessoas como tu, são as que interessam, és um autêntico e excelente fotógrafo da palavra, traduzes muito bem, lindos e belos quadros. Este é meu esboço, que face ao teu está a anos de luz de distância… desculpa, não está, apenas é diferente. Mas, sei dar valor ao que fazes. Invejável posição de poeta, num ápice desorientas os estádios da palavra e conduzes-me a uma cornucópia de arabescos em sabores de framboesa aluadas. Talvez seja incompreendido e nada de palavras espalhafatosas, apenas quero alaúdes para a eterna dádiva de existir.

Porto – 21.10.2006 – 16:54h

INSTANTES E OPULÊNCIA

Nunca ninguém por mais belo que diga o que disser, diz o que tu já me disseste. Entendes? Lembras? Vou jogar contigo… sei que ganhas, mas é um desafio! Deixa-me dizer-te… já disseste tanto!Em instantes, em momentos de opulência, podem as tuas palavras desenhar no meu espírito grandes realidades. Muitas palavras proferidas por ti, desde aquele tempo que o acontecimento teve lugar, desenharam. Nada mais tomou o teu lugar, ainda que a distância seja tudo o que se possa considerar, ainda que digas eternamente não, e sustentes o para lá, inclusive o do tempo e de tudo o que se possa pensar. Ainda que todo o aconchego seja nos lençóis, e bebas o licor do teu desejo, do preenchimento e tudo o mais… certamente ficou uma mensagem. Recorda então… lembras? Tu mais a sul da minha alma, mesmo assim vives presente no meu espírito, mesmo assim as coisas continuam bonitas, mesmo assim continuo assim…Nada de lamentos… lá fora cai a chuva e o som característico conduz-me aos cobertores, no aconchego. Aquela vez, a nossa, em que te disse para teres cuidado para não te constipares? Essa mesmo… depois ficaste doente! Falta de cuidado. Hem? Por aqui, por ali… mas sempre contigo. Saberás dar valor a tudo o que sinto por ti? Serei mais um entre outros que passam? Sabem os outros sentir assim desta maneira e dizer-te do mais belo e profundo interior o que de bonito existe? Ou apenas esses mesmo são apenas das vistas dos olhos? O que é que te pode completar? Somente tu sabes… não respondas, acolhe o possível e deixa o silêncio, não o queiras rasgar fora de sentido.Tento dizer-te algo, uso a minha tela, uso-me, mas por mais que tente, fico muito distante do pretendido. No teu olhar desenham-se mundos, coexistem no dar-se! Lembras quando me dei todo para ti? Sei que não existem palavras para traduzir… e eras tu quem no início nada me disse. Não inventes mais um sonho, vive a realidade! Faria tudo por ti, tudo mesmo, nem que fosse necessário mudar-me a cem por cento, só para ficar contigo. Eu sei que já estou contigo. O pensamento confere forma às representações mentais, e tu estás na minha mente… todos os dias ao acordar estás sempre lá, ainda que estejas noutra onda, essa depois de se espraiar, regressa ao templo da verdade. Sabes que nunca conheci ninguém como tu? É neste instante que faço do instante a flor do meu sono, para que me visites em outra onda… deixando a forma da recordação, a sumptuosidade do tempo maior.

Porto, 22.10.2006 – 16:51h

HÁ MUITO TEMPO NO TEMPO

Nesta manhã de chuva, no auge do súbito, observo a dança do vento, são lufadas no céu, devoradas num lampejo de tempo. Avanço no instante e a luz lança-me nas sombras comprometidas, com a outra metade do desenho e o sentido que se esbate na tua cara de estranheza. Neste manto matizado de cores, ainda suspiro, deixando arrastar os sentidos e a alegria que regressa na efémera tristeza, mas o regresso continua, doce, adulando-me num inebriante consolo... quase uma paráfrase para novas disposições neste meu sentir. A água surge, fresca e límpida, desce, na sua inocência bebe os reflexos dos contornos, ao mergulho da concupiscência e do alimento antigo. Sei que há muito tempo no tempo, eivando necessidade inelutável, um composto que tentei por processos de decantação, dissociar, só que sem sucesso! Ouço as vozes divinas das águas, entre as folhas das árvores e o chão bordado por beijos que se passeiam… ouço e abraçado a este manto intensifico os meus pensamentos na nudez de uma nova manhã noutro país! Como seria se nos encontrássemos lá? Convido-te às meditações e fico atento ao zelo que imprimes, sem angústia nem solidão, uma vez que a tua totalidade sustenta todo o labor do universo!Lentamente, quase sem ritmo, tento despedir-me da doçura do flagelo do vento e nos meus olhos vazios, destituídos da rapsódia das cores ruborizadas como donzelas, adormeço envolvido com as purezas benfazejas do instante, neste céu intenso… aqui, encontro a imortalidade do infinito, o tempo no tempo sem tempo.

23.10.2006 - 09:21h

APENAS ISTO

O que é basta-se a si próprio e as palavras conduzem mensagens entendidas no momento, seja qual venha a ser e em que tempo desse momento seja. O ser amplia-se e as ideias animam as promessas. O que será preciso para o nada? Apenas isto. Isto e mais isto e tudo se prolonga a momentos que não consigo abarcar, talvez por formas ainda não apreendidas, essas que deixas passar ao lado de tudo o que te envolve. Envolvi-me com os filmes sem conteúdo... o maior filme na minha vida foste tu e somente tu disseste aquilo que nunca ninguém conseguiu dizer-me. Os dias continuam a passar e sei que um dia destes responderás com pedras na mão à minha boa vontade, lançando fora toda a minha amizade e tudo o que de melhor te possa dar. A tua ruindade fará de ti um ser indesejável... começará por mim. Apenas isto... sim isto.

24.10.2006 - 07:35h