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terça-feira, 4 de março de 2008

ENVOLVIMENTO EM TRANSFORMAÇÃO

Entre todos os desejos, fica o desejo de estar contigo para todo o sempre, mesmo para lá do universo, na grande eternidade onde as coisas apenas são pela hipótese de ser... por agora a consciência da possibilidade... Samuel, o Ventoso
Não te irei dizer muito, apenas escuto a música que tenho colocada para ti, com os sabores e o todo de todas as sensações, enquanto tentas dizer algo que não dizes, ainda que as distâncias nos separem! É dia, é noite, a noite serena, esta e a outra, tomada de todas as coisas, onde te encontro... neste cantinho de uma peculiar dedicação, por dias na soma de todo o tempo, o tempo necessário para envolver a realidade. Envolvimento e transformação... Somos assim, um todo que se conjuga, nos laços mais profundos da existência, esta onde nos vamos transformando e sendo. Somos e continuaremos a ser isto e aquilo, nas multiplicidades do amor e do eterno.

04.03.2008 - 21:35h
Samuel, O Ventoso

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

NA TERRA DOS IMPRÓPRIOS

Esses nomes todos não foram mais do que abstinências de nada, incausáveis e transversais na terra dos impróprios. Tudo fora apenas uma passagem…
O meu nome torna-se líquido na tua presença! Todas as fotos devolveram-me para a tua aparência e a música consumiu todo o meu ser, tornando-me total em ti, um ti que não existe. Acendeste a imagem perdida de mim… os lugares ocasionais surgiram e tornámo-nos totais entre as recuperações das ânsias. Fendas maléficas do mês do início!
Usei as metáforas distraídas para te recuperar… As distracções informes conduzem-me até ti, lentamente! Morro paulatinamente no seio das meditações, cada qual, conduz-me a mundos diferentes e somos o nada de outrora.
A temporalidade ficou remediada, depois da tua visita, ainda que por tempo breve. Breve é a vida, demasiadamente breve e ninguém pode fazer nada. Perdes-te em recados infrutíferos que não levam a lado nenhum e a febre sobe. Perdemo-nos na tarde do nada, nos complexos de uma música que ficou para lá de todos os sentidos… apenas sinto o que não devo!
Pareces-me inconveniente, todos os dias passas na chama que está a alastrar desmesuradamente… por favor, não inventes a verdade que não existe. Fica apenas com o que te ofereço e toma em ti a oportunidade da existência.

03.10.2007
Samuel, o Ventoso

domingo, 5 de agosto de 2007

CARACTERES

Este blog que te dedico, este post, enfim, com toda a minha amizade, são pedaços de mim, da tua também, dela não abdico para alegrar o meu existir, dar razão à profundidade. É mais alto o sentimento, tudo o que dentro se pode pensar, confesso que ficou em mim caracteres teus, pedaços do teu existir, dessa forma de ser, única que tanto aprecio. Confesso... tudo foi tão lindo, que palavras mais belas não tenho, parecia-me um entregar sorrindo.
As tuas palavras, em degrau a degrau que leio, que vou lendo... são verdades profundas, são pedaços que guardo, como de um livro folhas que folheio, de grandes corações oriundas. O que escreves, com prazer saboreio. O teu olhar toda todo o meu ser, desde profundamente dentro de mim, como algo que nem podia pensar e confesso que amei, verdadeiramente; chama-lhe paixão ou o que queiras, mas... ainda gosto de ti.
Tudo isso tem grande valia, o valor que lhe dei. Acredita! Não te minto, sem ti, minha alma grita, agora aflita por ter sentido o que antes não senti. Confesso, tudo uma vez mais se perdeu, porque tu entendes assim e argumentas em busca de um ideal que não existe. Desculpas para tudo, estás em teu pleno direito, mas confesso, tudo podia ser mais perfeito se a imperfeição não reinasse. Evoluir... chama-lhe palavras, mentiras para por desculpa não satisfazeres ao que podia ser felicidade.
Acordei hoje... todos os dias quero acordar, todos os dias quero ser diferente, sinceramente, alguém em quem possas sempre confiar. Penso e duvido de tudo e nada serve para nada. Como posso perder que nunca tive?Souberam-me bem, as tuas palavras, essa forma diferente... tudo soube-me bem, todo o teu corpo, toda a tua energia, confesso que a desejo eternamente e tal eternidade já terminou, porque evocas o que não serve para nada, impedindo a evolução daquilo que podia ser maravilhoso. Nada posso fazer com quem comigo não quer caminhar. Apenas digo e peço que pelo menos fique a amizade... as portas da minha alma estão abertas. Obrigado... sinceramente, tomaste parte do meu pensamento.

20.03.2006 - 16:17h

domingo, 29 de julho de 2007

REPENSAR A SITUAÇÃO

O dia chegou ao fim! Mais um dia… muita coisa aconteceu hoje. Penso que até me fortaleceram imenso. Andei a dar umas voltas, comprei livros de que gostei e estive a tomar café no Villa Rio com uma amiga. Muito bom, a música era agradável.Algumas fotos feitas à beira-rio e depois, ainda dar umas voltas de carro e conversar. Muito bom, nada de repetitivo, quando as pessoas querem e são acolhedoras tudo se torna agradável, mas quando começam com mau feito, só de abrir a boca causa algum incómodo, depois parece que nada mais se tem para se dizer, fica-se bloqueado. Talvez eu é que me deixe bloquear.
Não peço nada, não quero nada… apenas deixo caracteres, pedaços de mim, neste espaço, deixo que o tempo passe… apenas deixo as minhas paranóias flutuantes. Os procedimentos iniciais alguém os tomou, certamente não fui eu que comecei a atacar e a ter procedimentos menos desejáveis, quando tudo podia estar maravilhosamente bem. Se não está, não sou eu que causei o quer que fosse. Apenas sou acusado… mas, não me importo… o que foi bom, foi bom e de tudo o que foi bom gostei. Coisas boas aconteceram e essas é que ficam.
De nada me arrependo e certamente continuo igual ao primeiro momento. Sinto-me bem e isso vale por tudo… amanhã será outro dia, com alegria, com amigos, pessoas que gostam de mim. Onde tudo o que possa ser repetitivo toma uma dimensão de agradável e pelo agradável o desejo a repetir-se acentua-se de modo mais profundo, mais forte… vale a pena viver os encantos da sintonia. Esta é a verdade que a paz proporciona numa noite de completa entrega à repetitibilidade da reflexão.

22.04.2006 – 23:50h

MOMENTOS NÃO FALTARÃO

Foi ontem, mais um dia entre os dias de exacerbada vontade, coexistência total para um todo onde me faltam as palavras e os sentimentos ampliaram de modo original, parecendo perfeito todo o desenlace. O desejo tornou-se uma constante e soubeste-me tocar com profundidade, foi diamante tomando assim um lugar pleno, total, inebriante, não direi absoluto porque ainda é muito cedo. Foi totalmente!Gostei de ver o teu blog, as fotos lindas, as mensagens e tanto mais que me ofereceste ao olhar que aos poucos se desvelou perante magnífico deslumbramento.
Saberás do que vês, mas não sentes o que não sabes sentir, podes pensar e o pensamento te acompanhará. Somos isto e depois o resto se somará lentamente.
Maravilhas dos momentos a dois, confesso que não precisa muito mais, não vejo necessidade. A tua sensibilidade é profunda e dizes coisas que me tocam, também para me tocares não é preciso muito. As conversas agradáveis fazem-me pensar em diversas realidades. Um dia destes vamos dar umas voltas, jantar fora… amanhã podia estar contigo, mas como te disse, estarei numa acção de formação de Psicologia. Momentos não faltarão para a realização de outras situações.

12.05.2006 – 20:40h

quarta-feira, 25 de julho de 2007

PERDIDO EM FANTASIAS

Quis o tempo tornar-te impossível,
Diamante perdido de fantasia...
Só depois vi que era incrível
Desejar aquilo que não me alumia.

De olhar entornado tentei insistir
De valor apenas passou a bruma...
Apenas vi que me estava a iludir
Com alguém que não me liga nenhuma.

Bailado cruxificado que se esconde
De abraços e beijos apenas a memória
Nesses traços pergunto-te onde...
Se é possível essa ardente glória
Feita do ouro fino ao sol-poente
Ou não é apenas uma leve história?

17.05.2006 - 08:57h

sábado, 21 de julho de 2007

IMBRÓGLIO DO AGORA

Provocas o desconcerto da eternidade, habitas esta infinita causa, defines o traço dos contrários, este imbróglio do agora.
Acordo e tenho bem dentro do meu olhar o teu, guardo aquela profundidade, a única coisa que me parece evidente quando penso em ti, és sumamente singular entre o resto das pessoas. O R. voltou a perguntar por ti, disse-lhe que não sabia de ti e que eras uma boa pessoa, apesar de algumas coisas se terem perdido na pluviosidade dos caracteres, alguns difusos. Fantásticas engrenagens que a amizade guarda, antes e depois do amadurecimento. É bom ter estes sentimentos mesmo por quem não se prive.
Encontro-te no relógio dos dias, na maquinaria universal e no percurso da entrega do entendimento.
Sinto-me feliz porque um dia te conheci, porque um dia o argumento intuitivo tomou rosto no universo, ainda que se tivesse perdido no poema de Parménides! Não desapareceste nem desaparecerás, continuarás nas implicações e interpretações da perplexidade. Completas a contrariedade e os teus movimentos são plenas acções ao meu agrado, não que seja sartriano ou ultra-radical, mas sim entendo os teus apetites instintivos e a forma evidente de todos os desenlaces. Guardo de ti aquele pormenor, o agente das satisfações dos compassos vitais.Imbróglio é o processo de atravessar o bosque do amor sem se perder o rumo… depois falamos.

31.05.2006 – 08:05h

quarta-feira, 11 de julho de 2007

VOZ INEVITÁVEL

Vozes e motivação
Desígnios rígidos…
Ser de outro modo!
Empírico desejo
Histórias infundadas,
Apenas estruturas então.

Argumentos de sentido,
Finalidades com valor…
Não percebes sito!
Apontas proibido
Esqueces o meu amor.

Linha forte, muito forte!
Dupla personalidade…
Eu actual… indiferente
Banido da morte
A inevitável, eternamente.

Não entendes, não podes!
Talvez me surpreendes…
Abres esta caminhada,
Crescimento cognitivo!
Pessimismo substancial…
Não te quero, não! Nada.

27.07.2006 – 12:05h

sexta-feira, 6 de julho de 2007

LENTAMENTE POR AQUI

Começar o silêncio na estação das sensações sem noção do sentido, preso pelas emoções, por tudo o que é vivido, por isso mais, pelas outras coisas, essas tais.Existe por ai um pedaço de mim. Esta coisa mesmo. Sim, essa que não sei se a entendes. O que fazer? O que dizer? Não sei, tudo o que sei é que ainda estou aqui, depois vou por ai, também não sei por onde.Depois de andar por ai sem destino, voltei aqui, já com saudades do tempo antigo e das metáforas esquecidas. Também das outras coisas, aquelas que depois se vão esquecendo, lentamente. Tudo vai lentamente, mas o certo é que vai mesmo.

19.03.2007

terça-feira, 3 de julho de 2007

NÃO ME AGRADA NADA ESSA ATITUDE

Só o tempo me permite avaliar o decurso das situações e a relação que com as mesmas estabeleço. As palavras têm o seu peso, toda uma carga que pode ou não provocar angústia e os modos da manifestação da mesma pode sentir-se de meiras diferentes. Não que esteja angustiado mas sim descontente, preciso contudo recarregar baterias e ausentar-me das rotinas, sejam elas físicas ou virtuais. Estou a cansar-me de por aqui andar, a história dos blogs, dos chat's, mns, ou qualquer outro canal de conversação. Sinto-me mesmo farto da situação em causa. Hoje não sinto vontade de conversar com ninguém... aquilo que sinto verdadeiramente prefiro não o dizer, se o fizesse, certamente que ia magoar. Não te quero magoar, prefiro nada mais dizer e com o tempo de silêncio, certamente esquecerei. Entendo que não sou o deus dos deuses, muito menos o principe encantado de alguém e se o sou, não sinto isso, apenas sinto que sou uma coisa de usar, para algumas pessoas e confesso que, cansei. Quem não colabora, o melhor a fazer é desligar, mudar de ideias e não pensar mais nas situações, ainda que alguém não goste da minha atitude. Gostava de ser aquilo que não sou...Não me agrada dizer-te mais o que sinto, uma vez que todo o meu sentir vai ferir-te, sei que não ficarias bem. Disparas à mínima coisa, à mínima situação, fazes birrinha... por tudo e por nada e as tuas atitudes são das mais baixas, não fosses tu como a maioria dessas pessoas que quanto a mim não têm personalidade. Se queres ir embora, estás à vontade, apenas todo o valor que tinhas para mim, deixaste de o ter, simplesmente isso, nada mais... as pessoas vão marcando as suas posições pelos lugares onde vão passando. Fica bem e é bom que repenses o teu comportamento, não te esqueças que comportamento gera comportamento. Repito... não me agrada essa atitude.

04.09.2006 - 16:40h

COM O QUE É POSSÍVEL

Dos nomes que já não pronuncio, aqueles que ficam lá, sim, lá longe no tempo… vão apagando lentamente, pelos circuitos do esquecimento, pela foz do dia que não se desenha. Todos os desenhos são uma passagem, tal como a tua vida, essa breve passagem, onde não tenho mais foco de controlo. És assim, foste assim e continuarás assim, sem que possa dizer mais o quer que seja, tudo o que digo é muito pouco, face àquilo que fica por dizer.Olho a tua posição… lançaste fora o que te podia ser bastante útil, por birras infundadas, desmedidas e perdidas no horizonte dos sentidos. Não sei o que te dizer, certamente não existe mais nada para te dizer, tudo o que te possa dizer, certamente não serve para nada. As pessoas são assim, somas de imprevistos que se executam num pulsar de situações que nem o próprio entende. Seguramente o entendimento perde-se, veicula-se pelos laços da sensibilidade, por imensos nomes que confesso não sei traduzir. Tudo o que pudera dizer fica mergulhado no silêncio, nisso que a morte te concedeu para por aqui usares. Não usas aquilo que devias! Lanças fora bons amigos, por razões que nem tu conheces, por embirranços ou outros pontos caricatos. Nunca deixaste de o ser… continuará assim. Dos nomes nada mais ficará, eu fui embora… guardo as tuas fotos, os teus possíveis escritos, guardo ainda a imagem que ninguém foi capaz de me dar… apenas sei o que posso e procuro ser feliz, com aquilo que é possível e a vida nos teus braços é silêncio, ficando tanto por dizer. Resta-me apenas o azul da eternidade… o sopro do cosmos, as pétalas do esquecimento, sem duração, por um abraço sem mãos que pulsa no coração.

20.09.2006 – 08:43h

PRESENÇA E AUSÊNCIA TOTAL

A ausência da filosofia deixa a vida destruída, arruinando-se lentamente. Entramos num mundo e numa cultura que já existem e aprendemos a interagir com eles. Será que o que está em vigor desde muito tempo é justo? O que é instituído é fruto do pensamento. Aquilo que pertence a uma época tem as suas razões. O pensamento mal conduzido pode matar, destruir o mundo, todos os indícios de vida... Existem ideias que são solidificadas, em decisão judicial. entra-se no jogo, depois dele ser criado, como o euro, vai-se jogando! Nada de contemplar o umbigo... sei que és especialista nisso. Agora, já nada te serve, tudo o que tinhas, foi perdido para sempre. O pensamento fundamental desnuda todas as pressuposições para se descobrir quais as falsas e as verdadeiras... daí o bem e o mal. Como o ditado diz "A vida que não é avaliada não vale a pena ser vivida". Não pensar é impossível, pois então, pensa o que queiras pensar e sê feliz assim. Esta é a presença e ausência total, foi pensando em ti que escrevi tudo isto e percebo e percebi já desde aquele dia o tipo de pessoa que és, ainda que tivesse dado a oportunidade de pelo menos ficarmos amigos. A decisão desta caricatura... foi projecção constituída por ti. Deixa-me ir fotografar, tarefa mais importante, do que estar a perder o meu tempo com quem não me merece. Filosofamos...

09.10.2006 . 03:25h

domingo, 1 de julho de 2007

INSTANTES E OPULÊNCIA

Nunca ninguém por mais belo que diga o que disser, diz o que tu já me disseste. Entendes? Lembras? Vou jogar contigo… sei que ganhas, mas é um desafio! Deixa-me dizer-te… já disseste tanto!Em instantes, em momentos de opulência, podem as tuas palavras desenhar no meu espírito grandes realidades. Muitas palavras proferidas por ti, desde aquele tempo que o acontecimento teve lugar, desenharam. Nada mais tomou o teu lugar, ainda que a distância seja tudo o que se possa considerar, ainda que digas eternamente não, e sustentes o para lá, inclusive o do tempo e de tudo o que se possa pensar. Ainda que todo o aconchego seja nos lençóis, e bebas o licor do teu desejo, do preenchimento e tudo o mais… certamente ficou uma mensagem. Recorda então… lembras? Tu mais a sul da minha alma, mesmo assim vives presente no meu espírito, mesmo assim as coisas continuam bonitas, mesmo assim continuo assim…Nada de lamentos… lá fora cai a chuva e o som característico conduz-me aos cobertores, no aconchego. Aquela vez, a nossa, em que te disse para teres cuidado para não te constipares? Essa mesmo… depois ficaste doente! Falta de cuidado. Hem? Por aqui, por ali… mas sempre contigo. Saberás dar valor a tudo o que sinto por ti? Serei mais um entre outros que passam? Sabem os outros sentir assim desta maneira e dizer-te do mais belo e profundo interior o que de bonito existe? Ou apenas esses mesmo são apenas das vistas dos olhos? O que é que te pode completar? Somente tu sabes… não respondas, acolhe o possível e deixa o silêncio, não o queiras rasgar fora de sentido.Tento dizer-te algo, uso a minha tela, uso-me, mas por mais que tente, fico muito distante do pretendido. No teu olhar desenham-se mundos, coexistem no dar-se! Lembras quando me dei todo para ti? Sei que não existem palavras para traduzir… e eras tu quem no início nada me disse. Não inventes mais um sonho, vive a realidade! Faria tudo por ti, tudo mesmo, nem que fosse necessário mudar-me a cem por cento, só para ficar contigo. Eu sei que já estou contigo. O pensamento confere forma às representações mentais, e tu estás na minha mente… todos os dias ao acordar estás sempre lá, ainda que estejas noutra onda, essa depois de se espraiar, regressa ao templo da verdade. Sabes que nunca conheci ninguém como tu? É neste instante que faço do instante a flor do meu sono, para que me visites em outra onda… deixando a forma da recordação, a sumptuosidade do tempo maior.

Porto, 22.10.2006 – 16:51h

terça-feira, 26 de junho de 2007

POR OUTROS ATALHOS TAMBÉM

Quantas palavras por dizer, quantas saudades do indizível... e foste embora sem dizer nada, dizendo tudo e esse tudo não servou para nada. Continuaste assim, distante sem servir para nada. Penso, torno a pensar e procuro o momento certo para dizer aquilo que trago desde muito tempo no meu peito. Sim, desde bastante tempo e o tempo parece que corre de modo que nem consigo reflectir a tempo. Tempo sem tempo para o tempo que não tem tempo... tu e eu no desentendimento e na distância, não que eu tenha feito algo, mas sim, tu que desmanchaste tudo. Tens orgulho de ser assim, de fazer sofrer quem gosta de ti. Não posso fazer mais nada, esgotei os meus recursos. Resta-me procurar outros caminhos...

Porto - 03.01.2007 - 02:29h

quinta-feira, 21 de junho de 2007

FINALIDADES SEM FIM

Finalidades... desejos... nada... fim, de tudo o que sou e do que não sou. Desmedida dor sem cura, pela ausência do que não se tem, o que não tenho. Tenho o que não tenho e tudo é revolta desmedida, ultrapassando todas as fronteiras, simplesmente porque nada faz sentido para mim... e o que fazia já desapareceu! O meu amor foi embora deixando-me na terrível solidão e no desespero da perda, sem satisfação possível, sem nada, absolutamente sem nada como se alguma coisa tivesse que ser. Fiquei assim ao abandono, entregue à dor, procurando o que não encontro, no ridículo desta caminhada sem mais sentido. Não sei pronunciar mais um nome, tão pouco sei colocar-me no meu local e toda esta minha dor desencadeia-me estados de sonolência, sequências por sucessividade, como forma natural de me acalmar. Esta é a calma que já não tenho, onde nada me satisfaz... apenas finalidades sem fim.

26.12.2005 - 18:50h