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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

LUGAR QUE SE PERDE DEPOIS

No outeiro do silêncio disperso-me...
Tomo-me na aventura que perde o lugar!
A dança das cores finais sem fim,
Aqui, ali e em lugar nenhum,
Tomando este estar que desaparece.

As situações ondulam cumprimentos
Tomo-me nessa força que desconheço
Nisso tudo que me ascende...

E foi assim, desta maneira da maneira que o entendimento me clarificou, com a força e a pura realidade que me tomou. Envolvimento, entrega total, onde elevei o pensamento e o amor aconteceu, tomado pela entrega, pela verdade, pela soma dos encantos, os encantos que me preencheram da forma feliz. Foi mesmo assim, da meneira que havia pensado e disse para mim que o encanto era este, disse desde o primeiro olhar, ainda que trémulo. Finalmente! Será que vai continuar mesmo? Será? Tomei-me na totalidade, mas circulo com precaução, a necessária para poder continuar a dizer aquilo que hoje te disse. Sim, isso que ouviste enquanto os beijos nos envolviam. Nunca é tarde para dar um pouco daquilo que o coração guarda. Sim, o amor... o meu amor, a verdade que me preencheu desde o primeiro momento. Agora sinto-me enamorado, até parece mentira, mas sinto-me tomado por aquilo que tanto desejei. É bom não desistir, é bom continuar e pensar positivamente, apesar de muitas vezes pensar que não existia mais nada nem mais ninguém iria gostar de mim. Cumplicidade de situação e a situação foi fundida nos corpos, corpos idênticos nos sentidos desejados. Corpos abraçados com a força e o encanto do tempo longínquo. Continuamos então... por mim, tens o sim.
E finalmente o Samuel se envolveu nos encantos do amor... porque como naquele dia disse: o lugar que se perde depois origina uma maior determinação e nem sempre o que se pensa ser o melhor toma a postura certa.
PS. Não é preciso dizeres mais nada, este momento valeu por todos os momentos não vividos, ultrapassou todas as razões do dizer e falou mais alto do que o dízivel...
agora vou dormir em paz, ainda que ansioso, com o coração a pulsar duplamente.

14.09.2007 - 23:55h
Samuel, o Ventoso

domingo, 5 de agosto de 2007

ESTAR CONTIGO

É bom estar contigo... é sempre bom! Nunca o disse que não era, nunca o desejo não estar, mas sim todas as vezes possíveis. Acredita! O sentido de estar contigo é libertador, legitima a minha essência e no incauto do momento tudo se torna mais belo.Estar contigo aviva o inaudito da existência e leva-me ao empíreo lugar, emproado de sensações únicas.
Hoje foi um dia calmo, muito bom apesar das reuniões... mas o dia de ontem proporcionou-te todo este bem estar, deixou-me em consonância com tudo o que me circundou. Ficaste a saber um pouco mais de mim, a compreender aquilo de que não tinhas ideia formada, a ver o meu comportamento e a significação do mesmo. Confesso que gostei de estar contigo. Dormi muito melhor, profundamente, numa entrega total, porque a dádiva da natureza foi plena, ainda côsncio de poder ser melhor. Esta é a justeza inesgotável da minha palavra, da minha vontade, porque se fundiu na tua e a perfeição começou por ser o alvo a atingir! Esta luz é gratuita, significativa e traça a razão de aqui estar.

29.03.2006 - 19:21h

terça-feira, 31 de julho de 2007

MUTAÇÕES E CLARIDADE

Nem ódio nem amor, apenas palavras… Deixa-me viajar em oceanos de imaginação desvendar um pouco mais aquele lugar, olhar aquelas fotos lindas, e conversar um pouco mais. Obrigado pelas tuas palavras ontem à noite, obrigado pelo CD, pelos programas, certamente vão dar jeito. Eram quatro da manhã quando fui para a cama, confesso que quando conversamos parece que não tem fim. Os teus elogios profundos e sinceros tocaram-me bastante. A tua sinceridade faz-me pensar, bem como essa forma doce, serena e ao mesmo tempo bastante inteligente. Guardas em ti algo que gosto, que me faz e fez ver a realidade de outra maneira.
Tens mistérios, que só a mim me deixas desvendar, daquela forma, expondo tudo o que vai dentro de mim. São Slides que não preciso ter luz para te ver, vi tudo no teu olhar, de uma forma muito clara e profunda. Maravilhas… o teu sorriso também é belo, a tua racionalidade, a objectividade… tens capacidades superiores às minhas e também te ajuda muito a tua força de vontade.
A forma como decides as coisas impressiona-me! Tudo o que disseste de mim foi verdade. Obrigado por desejares o meu bem estar. Depois quando puder comento o teu blog, sei que não percebes muito destas coisas, mas poderei ajudar-te sempre. Penso que tenhas percebido como se faz um blog, não te esqueças daqueles dados, ok? Sem isso não consegues entrar… fico a aguardar para ver o que lá vais colocar. A tela foi pincelada de verde, a nossa cor, a esperança, o sorriso, o avançar…
As observações que fizeste são interessantes em especial aquela, quando estava a gravar o CD para ti… gostei.

08.04.2006 – 09:16

SORRISO ENORME

Sorriso enorme,
Sol matinal...
Fontes a correr
Saudade imortal
Danças do viver.

Suave momento
Este ser inteiro
Perpetuidade
Luz inseparável
A imagem que guardo
Histórias da realidade
Sorriso enorme
Balança que balouça
A condiçãoArbitrariedade.

19.04.2006 - 06:24h

domingo, 29 de julho de 2007

DIA DE LIBERDADE 25

Dia muito diferente. Passeios, caminhadas, encontros. Teclar. Este caminhar por lugares dantes não visitados! Ir sem destino, levando as horas, os amigos e sem mais pena de nada, nem da minha sombra, apenas esquecendo o que não faz sentido, apenas o meu mundo, o mundo das coisas vãs. Aqui, ali, encarcerado e destapando o sem significado, porque acreditar é ficar morto, numa situação que não tem realização. Liberdade, apenas isso... hoje que é dia

25.25.04.2006 - 23:50h

CERTAMENTE SERÁ...

Palavras inquietas, escritas. Consolo profundo, férias à distância... um mundo que acelera num ritmo diferente. Eis a minha entrega pelas palavras enquanto o sono não me toma. Nada absolutamente. Compras diversas, aulas expostas, momentos de gratidão... prendas. Confiança absoluta, calma, muita calma e esperança. Segue-se o período de descanso e a espera que é contrariada por quem adora ser desmancha prazeres. Certamente será um momento, o espaço da espera e da ausência.
O dia será diferente, tal como as tuas palavras, tudo será mudança e certamente compreenderás a profundidade do que te digo e do que sou capaz de fazer. Façamos dos dias que se seguem algo bom, algo agradável, em tudo o que puder, contribuirei para tal.

27.04.2006 - 11:55h

EVOCAR A LINGUAGEM

A linguagem nos momentos de comunicação abre-se, fazendo pssar algo, não que seja inofensivo, mas que marque uma posição.
Sintonias de afirmação, um jogo de palavras, por questões fechadas a serem enviadas, a uma libertação de situações, por uma indução à novidade. Nada de fechar a conversação, chega de dicas perdidas.
Escutar é tão importante quanto falar e a demonstração de situação pode ser a chave de todo o sucesso. Chega de futilidade! Trabalhe-se no sentido de descobrir interesses, de modo confiante com respectivo sentido de humor. O retorno num diálogo de amigos, é muito importante, torna os intervenientes mais próximos.O sentido da vida é utilitário, prático, cheio de caracteres, lugares de diferença. É importante saber lidar com os diferentes tipos de personalidade, quer sejam passiva, agressiva, manipuladora e assertiva.Saber comunicar é o grande segredo para obter o sucesso de ser bem visto. É importante estabelecer sintonia e nada de lisonja barata, clichés estafados ou até comentários paternalistas que acabam por se tornar indesejáveis e aborrecidos.
Os prelúdios conduzem ao banal! Saber-se o que se quer e o que se deseja, bem como ser determinado evoca um dos princípios da assertividade.

07.05.2006 – 11:46

CONVERSAS NA NOITE

Situações... mais um dia, mais uma noite que passou, mais um momento que foi escrito, mais alguma coisa que aconteceu. Vão sempre acontecendo coisas. Novas pessoas surgem, personalidades diferentes, pontos de vista em aberto e a vida acontece. Desta vez deitei-me bastante tarde. Estive de conversa em conversa com amigos e conhecidos, on-line no MSN. Alguns não apareceram... não faz mal, quem não está não interessa. A vida é mesmo assim com todas estas tralhas.
É bom conversar com gente porreira que não seja um despacha e põe-te a andar, apesar de alguns serem assim. A conversa tornou-se interessante; também servi de bom ouvinte para apaziguar algumas dores de alma, tomadas pela desilusão dos caminhos. O R. desta fez mostrou-se mais receptivo e confesso que só foi para bem dele. Sempre me mostrei aberto e pronto a ajudar no quer que fosse desde que pudesse. Espero que tenha servido para alguma coisa. Fixe! Bem, nesta noite conheci o R., fiquei sem palavras... que abertura. Logo vamos tomar café e já está traçado todo um programa para a noite. Nem sei que horas vai acabar. Que seja o melhor! As conversas da noite guardam muitos segredos e assim neste avanço umas situações anulam outras e daqui a um tempo o que nos últimos dias considerava de muito importante, certamente não tem valor nenhum. O valor que as coisas possuem é o que nós lhe conferimos, e por vezes erradamente. As situações balouçam e a balança nem sempre está aferida. Chega de balanças desiquilibradas, frias, distantes... que descartam como se nada fosse. Será que desta aprendi?! Novas situações esperam-me lá fora...
Disto tudo, claro deitei-me bem tarde e para variar, acordei cedo, o relógio biológico funciona da forma mais honesta, pelo menos isso tem-se verificado.

09.05.2006 - 09:19h

quarta-feira, 25 de julho de 2007

SATISFAÇÃO E ENVOLVIMETO

Sujeitei-me a inúmeras dificuldades, a experiências que quebraram padrões, a outros olhares. Triunfos sem mais razão, amores geram outros olhares, discussão implícita, numa cadência de referência inquieta. A vontade altera-se e o propósito perde-se no olhar, nas sementes de uma opção. As opções encerram outras vertentes, movimentando as perspectivas dos novos desafios. O passado tem o seu peso! O presente possibilita outras vivências, essas que serão história. Imagens, carros, amor, sexo… preenchimentos. Como é bom embebedar a vista de novas cores, descansar o olhar e pintar uma nova entrada. Reacções! Os nomes farão inveja e os procedimentos executam-se… a hora é sempre desejada. Capturação de imagem, fogueira de outras imagens, entre sorrisos. Gosto muito do teu sorriso, hoje observei pormenores.
Elegância, cabelos mimados, um novo creme, o cuidado… reparação do visual… eis a consciência do corpo, a voz da carne que se imprime na vida.Sinto-me na relação de mim próprio, na aventura que dita a valorização e hoje deixaste-me muito bem, em cada toque tudo ficou mais perfeito. O ponto crítico do próprio é o fulcro de onde tudo parte, ou tudo regressa.
Absorve-me o teu olhar, morrem sentimentos antigos e as coisas tomam novo rumo. És muito fixe! Tanta rotação, tanta vida… as coisas estranhas são agradáveis!A sensação de vazio abandonou-me, fiquei preenchido, houve um reajustamento, o inesperado elevou-me.
Leio no teu olhar algo de profundo, a imensidade de uma mensagem, uma revelação que me vai absorvendo, aos poucos, nas calmas. O olhar morre num toque profundo… acende-se a novidade, esta satisfação no meu mundo.

21.05.2006 – 18:35h

sábado, 21 de julho de 2007

GRAU DE ESTUPIDEZ

Muitas pessoas têm um grau de estupidez elevado que não as permite ver mais nada, muito menos voltar a trás para apaziguar as coisas, ou reconhecer os procedimentos menos adequados. O seu orgulho está no topo da garganta, não voltam mais e nem querem pensar em que possam estar incorrectas e que tais procedimentos são mesmo estúpidos... apontam sempre aos outros, normalmente proferindo que isso "é a tua opinião"! São como os burros vão por ali, nada mais há a fazer.
Aquilo que dizem não é bem pensado muito menos medem as consequências e arrumam as coisas com um lado prático tipo robot. Normalmente são pessoas agressivas, cuja assertividade nesta situação encontra-se um pouco bloqueada. O seu lado crítico e compreensivo não distingue o lado humano dos outros, pensam que possuem sempre razão, que estão certos, que o seu agir é sempre o mais correcto, o mais adequado e nem sequer toleram os erros dos outros, como se nunca errassem! esquecem que a tristeza um dia pode bater-lhes à porta e esses que tinham por muito amigos também poderão desaparecer. Esquecem muita coisa e a consciência pouco lhes pesa, prosseguem sempre a altas velocidades marcando uma posição que mais cedo ou mais tarde acaba por ser colocada de parte pelos outros. Arranjam os modelos, os protótipos, acabando por ser indesejáveis e uns tristes, ainda que tenham todos os bens materiais. O certo é darmo-nos bem com as pessoas que gostam de nós e não as rejeitarmos, mas nada se pode fazer perante o grau elevado de estupidez… ainda assim não conseguem reconhecer o seu estado de sanidade mental. Aguardamos que o tempo ponha as coisas em pratos limpos.
Observo estas pessoas e sinto um misto de tristeza por as ver assim, não que possa fazer alguma coisa, mas porque vejo apenas aparências que se anulam no mais imediato momento… não sou mais nem menos, talvez o meu lado emocional muitas vezes fale ou se imponha à frente da razão, mas depois caio em mim. É o que aconteceu neste momento. Há pessoas que estimo, mas pelas circunstâncias tenho de as esquecer e lançá-las par o lixo, não que eu queria, mas porque essas mesmas ditas assim o proporcionam. Lixo apenas, é simples, albarda-se o burro à vontade do dono.
Nada me pesa e a minha consciência está porreira, penso que quem perdeu um amigo, é porque esse mesmo não era seu amigo, talvez um falso, um mentiroso, uma pessoa que não mereça consideração… a menos que me tenha enganado e as pessoas reconsiderem, mas perante a estupidez não me parece. Bem… viva-se a vida, mais pessoa ou menos pessoa, tanto faz, é apenas um número a riscar do rol de relações.

23.05.2006 – 08:18h
Nota: Eventos da vida...

INTROSPECÇÃO - RECOLHIMENTO

Mais uma vez vim ao café, sentei-me na esplanada e olhei a quem por perto estava. De modo discreto o meu olhar fotografou, mas o meu pensamento estava direccionado! O dia muito quente, uma viagem proporcionada pela moleza do calor, talvez o carro que tenho não seja o melhor para estas viagens, penso adquirir um novo modelo, com todas as mariquices possíveis que a tecnologia possa proporcionar, uma autêntica bomba para a estrada. Gosto de fazer compras e creio que dentro de algum tempo a minha vida vai dar uma volta. Sempre gostei de tudo o que envolve tecnologias, carros, computadores, telemóveis e até os relógios… outras maquinetas também. São coisas indispensáveis para muita gente, mas considero que cada qual como do que gosta. As pessoas são muito diferentes e o relacionamento entre as mesmas nem sempre é fácil, poucos são os que se querem sujeitar ao comportamento do outro, deseja-se contudo ter o seu próprio espaço e a sua liberdade.
Daqui desta esplanada contemplo o horizonte, a lonjura que se funde no céu azul, rasgando os montes e as sinuosas curvas da paisagem do lado.No silêncio dos meus pensamentos encontro-te… sim, todos os dias me lembro de ti, basta começar a escrever, apesar da caligrafia enigmática. Sei que és uma boa pessoa, excepcional, pena me teres bloqueado no MSN, pena não reconheceres determinadas circunstâncias e outros valores. Não troques palavras como que sejam moedas, usa-as com bons modos! O processo é realmente dialéctico e a tensão constitui um duplo movimento, por vezes contraditório, esta é a fasquia de identidade, o que não pode ser definido. É por isso que gosto de ti, assim, apesar de me teres lançado no lixo! Creio que também já te jogaram fora muitas vezes, aguarda outras tantas, é mesmo assim. Vou aprendendo com as experiências. As pessoas são complicadas por natureza, mas, o verdadeiro amigo, passados os maus momentos e mesmo neles continua contigo, não te esquece, ainda que o espezinhes e ele se sinta muito magoado. Outras pessoas nada há a fazer!A natureza humana é estranha, está tomada de uma condição… muitas vezes diz-se aquilo que não se sabe, pensando-se que se sabe. Os limites estão sujeitos a uma extrema prudência e a tirania dos pontos de vista fazem a história da humanidade.
Hoje de tarde estive a ler mais um livro, também recebi um convite para ir à feira-do-livro a Lisboa, ao Parque Eduardo VII (sorriso… vamos ver!).Reparo que muitas pessoas possuem um carácter individualista e a ideia de justiça e sinceridade não é a mais adequada, ainda assim, não serve o reconhecimento. Chega de moralismos, o poder da razão serve interesses, fazendo-se valer medos parasitários.
As ideias possuem as suas associações, as ressonâncias, restando a subordinação das partes ao todo. É este jogo de funções, isto que a estrutura não pode regular.Incrível… o programa do fim-de-semana ficou sem efeito, por uma simples mensagem de telemóvel. Os telemóveis servem para alguma coisa… será mais uma desculpa? Engrenagem e dirigentes, não fosse um simples joguete de interesses. Episódios da vida! Diferenciação de elementos e tensão interior, a um recolhimento do próprio sistema biológico.
Vives, confundes as situações, bebes os apetites, os hábitos e o mundo continua a trair-te! Não me quiseste ouvir, apenas bebeste a vulgaridade, caminhando para o movimento de fuga. Eu fiquei, estou, continuo o aperfeiçoamento pessoal… eis a introspecção.

26.05.2006 - 21:46h

CONCERTAÇÃO DE PEÇAS

Sempre vim por bem, sempre, repito milhões de vezes, anos de luz mais elevados. Sempre te considerei desde o primeiro momento que falei contigo, desde aquela hora em que me olhaste profundamente. Sei que não sou perfeito e reconheço quando procedo mal, desse modo, reflectir, ponderando na melhor forma de levar a bom porto as situações. Quando existem problemas, nada melhor do que conversar. Sempre te disse isso e continuo a dizer o mesmo.Que bom fazer novos amigos, eu também. Tento conservar com os antigos, tento, luto por isso. Prezo a amizade. A vida é boa quando esta luz nos ilumina, nos acompanha e nos proporciona paz. Entendes? Que tudo te corra bem, sempre, sempre, mil vezes sempre. A considerar-te com a mesma dedicação desde os primeiros caracteres, desde aqueles que um dia partilhámos. É verdade? Lembras? Lindos momentos, aqueles, foram totais, esplêndidos e guardo-os no pensamento como pérolas da eternidade, esculpidas pela voz da amizade.
Nem te respondo… todas as respostas nada colherão, não farão mais sentido, a ordem das razões colide e a imaginação filosófica é de todo em todo cada vez mais fértil. Fértil é o momento! Comissões de avaliação, bancas de recurso… pessoas complicadas, este lugar ao desentendimento que, prefiro silenciar, não dizer mais nada, apenas ir embora, sem dar resposta directa. Não preciso reconstruir o argumento, será tempo desperdiçado e o futuro que se pensou, esse… quando chega não existe nada! O que existe é este lugar e o meu sentimento que desta forma tento fazer passar.
Nem te respondo, apenas te envio uma mensagem, simples, algo normal, mas algo que diz tudo, um simples gesto, uma boa vontade, um desejo… e ser porreiro é isto mesmo. Lembras? Não maltratar quem nos escorraça. Eu sou um puto fixe. Talvez porreiro como me dizias… Sou aquele que esteve contigo e te deu o cd e tanto mais… lembras? Nada como pensar nos acontecimentos e não perder uma amizade. Fazes por isso? As amizades não se compram, conquistam-se e depois devem ser cultivadas, caso contrário secam-se, como as flores sem água. Vi muitas naquele jardim…Nem te respondo ao que não tem resposta… escrevo com o corpo, a mente direcciona e no cume do sentimento dita-se uma nova aventura, esta… o desenlace pela absorção. Gastaste as palavras, foram mal utilizadas, por isso compreendo não teres agora uma sequer para mim! Tanto mais e mais e mais ainda… utilização apenas dos recursos disponíveis. Não te respondo, ouço a música e integro-me no concerto. Este, o outro ficou no desconcerto, onde tudo está por concertar. Por vezes o cérebro fica fora do lugar e os modos de castração divergem conforme o protagonista! Ai, ai… concertação de peças!Até depois, talvez nem te responda, aprendi contigo… alguma coisa. Seja como for estou não estando. Ficamos apenas para sempre no sempre daquilo a que se chama a força da vida, o vigor de tudo o que é maravilhoso. Lindo demais o que te digo e o lugar envolvente é apenas um paraíso. Volto depois para um depois a dois… até mais logo.

11.06.2006 – 14:16h

RAIO DE LOUVOR

Suspiro e tamanha alegria
Regresso das palavras
Nos nomes antigos…
Nas promessas cumpridas
No abraço dos amigos.

Separação triunfante!
Este bem-estar que não atinges,
Por falar do teu sorriso
O regresso das palavras
O valor que têm…
Vejo que já não as preciso.

15.06.2006 – 09:27h

quinta-feira, 19 de julho de 2007

BRILHO DA IMAGEM

Digo-te o que penso e sinto, o resto não posso deixar de fazer, ainda que não gostes! São caminhos, onde as palavras se fundem, os olhares se tocam e a irmandade interpenetra-se. São histórias imortais, momentos eternos, factos inesquecíveis, um todo que não se pode apagar. A tua imagem tomou o meu ser para sempre, libertando os pequenos nadas, focando e cativando o fulcro de todo o universo. Acredita! Continuas a ser importante mesmo assim, pelo menos para mim! Partilho contigo estes caminhos, esta vontade suprema, o querer-te bem a todo o tempo, mesmo sabendo que vives outras sensações… até rejeitado pela persistência. Sinto isto assim… contigo aprendi algumas coisas, guardo-as, porque foram provenientes de ti. A vida palpita, circula em mim, em ti e em tudo o que nos envolve. Um dia envolvemo-nos, algumas vezes… foi bom!Decoraste a minha alma com as tuas palavras, com a capacidade de viver a realidade, com a nova dimensão, com a energia poderosa, aquilo que, apesar da dor me faz sentir vivo. Dou-te vida pela escrita, pelo sabor dos caracteres, pela sua autenticidade e profundidade. O sentimento não pode ser medido, mas é riqueza da vida, é acto que se desvela e acolhe a perfeição do indizível. Este olhar, este gesto, esta palavra… são para ti! Amo a vida e tu és vida, ainda que me tragas algum sofrimento. Pelo sabor da dádiva a minha vida floresce, tornando-me continuadamente aquilo que sou.Eis o brilho do olhar, a redução ao absoluto, desde aquele dia… o sustento de toda esta posição.

18.06.2006 – 10:57h

FORÇA IMENSURÁVEL

O sistema está lento, penso que caracteres a mais para a rota do inexistente. Percorro os caminhos da Net e sinto que aquele interesse caiu sobre terra! Continuo a não entender certas reacções de pessoas que considero, modos de comportamento estranhos. O sistema está lento e muitas vezes ocupado. Relembro fases da vida e não me apetece ir viajar! Determinadas situações deixei de as considerar, outras arrependo-me, no entanto, isso não me serve para nada, desde o facto de ter eliminado os blogs. Naquele dia eliminei todos os meus blogs, fruto de estados de fúria... de nada serviu! Considero que certas atitudes são um puro disparate, inconsciente. Puto irresponsável... foi o que bastantes vezes tal princípio me tomou, absolutamente. Nada resolveu, nada mesmo, o contrário é mentira. Quantas e quantas vezes não fiz blogs e depois apaguei? Perdi tudo... o que quis eu afinal? Nada foi resolvido com tal acto. Muitos procedem assim, tomam para diversas situações da vida esta medida. Agora, definitivamente, deixei de me preocupar, apenas lamento determinados comportamentos. Lutei pela minha liberdade, é isso que tenho e nada de excesso de responsabilidades, viver apenas a vida, sem medos ou ansiedades.Ser feliz, considero ser possível, é fruto da luta de cada qual, do ser capaz de desprender-se de situações frouxas e agressivas. O meu caminho é uma conquista pessoal que se vai sedimentando no tempo. A felicidade aparece em níveis constantes por desbloqueamento de fobias e numa evolução constante de crescimento mental. Os processos da mente dominam o humano! Nada de quadros fóbicos, muito menos crises de pânico, apenas eficácia na conquista da estabilidade. Viva-se o tempo pós-moderno, com boas faixas de áudio, a um mergulho imparável de paz.Nos últimos tempos têm surgido mudanças significativas, a vários níveis na minha vida, o que tem contribuído bastante para me elevar o ego. Novos propósitos brilham e memórias disponíveis, para quebra de fronteiras.Potencialidade e trabalho, temas discutidos ao serviço de novas concepções, banindo a teimosia dos deficits cognitivos… processo prolongado para conclusões em destaque. Ideias que se iluminam para sucesso e organização da diferença, marca uma primeira página no meu coração. Muitas páginas em construção, palavras escritas, invocam emoção de momentos revividos a uma força imensurável.

25.06.2006 - 13:48h

terça-feira, 17 de julho de 2007

DÚVIDAS E PENSAMENTO

Estou a procurar e não encontro nada! Apenas vazio e as pessoas que vou conhecendo, pouco me vão dizendo… desculpa. Uns passam e outros ficam… o propósito deste blog ficou na minha alma, tomou-a completamente, na sua máxima extensão e não posso negar que isso seja um facto.

Dúvidas sem fundamento,
Um espaço por decifrar...
Observo! Leio o pensamento
Tomo-me no silêncio...
Tomado pelo cepticismo
A descrença de não crer!
Nesta vontade sem lugar,
Com dúvidas e pensamento
Continuo a caminhar.

Crise no fogo da consciência, na despedida sem lugar, ao tempo sem tempo. Fico aqui sem nada mais pedir apenas com as palavras e os sentidos, alguns que se esquecem. Esperança é a palavra do dia e do resto já não posso precisar, é vago, muito superficial. Não creio em promessas… Gosto do real e do que dura e tu apenas passaste. O código altera a minha vida e o sono toma o meu ser, deixando-me mais vazio. É este o estado em que me encontro e que parece fazer-me ausentar. Ainda que me ausente, fico presente e tu sabes que é verdade.Estou com sono e apenas escrevo no telemóvel, vou escrevendo, neste café. São palavras vagas, mas são as minhas, não servem para ninguém, apenas preciso de escrever, como sendo aquilo que de mais necessário preciso para estar em vida. Antes fosses tu! Hoje estou diferente, a minha vontade parece esmagada. Sinto uma ausência que me provoca inquietação. Mais tarde tudo isto vai passar e vou ficar bem. A saudade está comigo, tenho saudades de ti, é verdade o que te digo, das conversas, dos cafés, dos pastéis de nata… era tudo tão fixe, mesmo fixe. Logo o R., vai por ai aparecer, conversar um pedaço… disse-me que tinha umas coisas para me oferecer, por vezes oferece-me algo de que gosta. Nunca deixou de ser meu amigo e tenta dar-me atenção sempre que possa. Existem pessoas de muitos feitios.Ficam as dúvidas e o pensamento organiza todos os processos. Assim que possível volto e sabes que estarei sempre para ti, ainda que me tenhas rejeitado ou impedir de prevalecer na tua vida. Ainda assim... não foi bem isso, continuo lá e tu na minha também. Sabes que é verdade, pelo menos em pensamento. Vamos viver a vida e de um modo mais acentuado fundamentar todos os sentidos... deixa-te de vacilar, de ser inconstante. Vá, fica bem!P.S. Esquecia, a noite está com programas, dos bons, bem apetitosos. Hoje teclei com o M., pareceu-me interessante, trocámos de número de telemóvel. Boa?

26.06.2006 - 13:01h

ALÍVIOS DA NOITE NO COMPUTADOR

Por vezes e por vezes as palavras entornam e abate-se o momento… perde-se a vontade e só dormir sabe bem! Escrever na noite, nos seios das interrogações, agora que surgiram as tempestades das ideias. Isso por vezes acontece quando menos se espera, mas, tenho de ser um pouco resistentes a essa banalidade que me quer tomar!Algo me leva a pensar que alguma da beleza está presente enquanto não se conhece bem uma pessoa... mas, noutras vezes parece-me que fico um pouco como que saturado de conhecer "gentes" novas, para depois acabar por ficar com uma tamanha desilusão! Quem não lhe aconteceu isto?Sabes, estou farto e cansado de teclar com gente que não presta para nada! Gente que se parece amiga mostra a seguir o contrário e as desculpas são muito na linha da frente. Procuro conhecer pessoas no seu simples estado de ser, como humano, como pessoa, enquanto possivelmente amigo, digo possivelmente porque em muitas coisas estou céptico. Mas muitas dessas pessoas que conheço têm posições diferentes e não vão com o mesmo ponto de vista, têm sempre algo mais além em mente do que aquilo que se deixa apreender. Por vezes torna-se estranho e constrangedor... dou comigo num género de irritado e desiludido, não sei se com essas pessoas se comigo mesmo. Entendes isto? Fico meio baralhado e confuso. Será que sou eu que estou errado? Na volta até sou eu!Eu sei lá que mais te dizer... poucas coisas começam por não fazer sentido mesmo... por vezes até fico um pouco distante da Net... e apago muitas “cenas”, mas, depois, vem uma cena estúpida ou sei lá eu que te dizer... que lá me faz voltar novamente, dar um olho... dar um olá ou coisa parecida a alguém. Nem te passa pela cabeça como por vezes fico enjoado disto tudo e de mau feitio… um azedume que até arrepia. Restam aqueles, que bem ou mal mantêm uma certa força interior, mesmo que por "fantasia/ilusão" ou não, nos mantêm activos... incluo-te neste espaço. Fazes-me voltar ao mundo real e verdadeiro, trocar algumas ideias, falar um pouco, sorrir ou pensar e até desabafar. Não é mau de todo… pena não poder partilhar esses bons momentos presencialmente com certas pessoas, pois por vezes a distancia não é boa companhia... e os pensamentos assaltam e levam-nos para outros campos.Brevemente mais um amigo está de volta, alguém que está longe, mas todos os dias perto! É luz… é palavra amiga.

04.07.2006 – 22:46h

UNIDADES E ENVOLVIMENTO

Aquele símbolo, fonte dos pormenores, na aventura dos significados, entre palavras e coisas que me fazem pensar, deixam em aberto um outro universo, cheio de necessidades… encontro-te. A intenção é a diferença que temporariamente marca uma posição. Culminaram as unidades do envolvimento, a filosofia que houvera surgido em teu nome, pelos nomes que te atribui. Foi tudo engano de minha parte, senti aquilo que não senti. Corre na minha alma um rio de metáforas de pormenores na versão do pragmatismo, face a um desejo de crer que se destrói quando te penso.Memória e renovação, possibilidade de um novo interior… o apagar tudo e tudo eliminar, restando apenas a cinza de um nada que já não é amor. Nada e mais nada, simplesmente isso… o resto é o nada em si mesmo, o que é irrelevante para toda esta caminhada. A divisão traduz a minha vocação e neste café, procuro outro sentido enquanto observo lá ao fundo a Lezíria, a imensidão que toca o céu e que brinda a eternidade. Unidades e envolvimento foi o segundo capítulo que te atribui, o resto, apenas um conceito individual, nada mais do que isso. A relevância foi sempre uma questão a considerar, nada mais do que isso! Passaste entre os verbos que não foram provados, aqueles que nem acção tiveram… unidades apenas.

11.07.2006 – 11:41h

quarta-feira, 11 de julho de 2007

PALAVRAS SEMI-CERRADAS

Faço parte da tua vida, gosto dessas energias e sabes bem que sou capaz de fazer muito por ti! Hoje foi o último dia… sou assim, sei que tudo o que possa fazer por quem merece, será sempre muito pouco. É verdade!Entre os meus dedos ocupas um outro lugar mais forte, guardas o diálogo interno dos nossos momentos, intervalados de silêncio e de palavras semi-cerradas. O circuito do filtro tomou-me uma nova posição enquanto observas as fotografias, sim, as nossas fotografias. Guardo-as com muita dedicação e naquele dia choveram toneladas… Repito, guardo-as e guardo-te a ti na profundidade do meu coração, como se tu fosses a minha outra metade, a metade verdadeira que sempre procurei, parecendo que estava perdida! É bom saber que guardas as minhas palavras e um pouco mais daquela tarde bem como dos momentos que se seguiram. Guardas… também guardo de ti o fulgor dessa ansiedade, a transformação da carícia no insaciável momento que nos tomou e nos fez verdade.A tua evolução tornou-se um outro contorno e a decisão foi uma intimidade feliz. Felizes tomados no seio da satisfação da alegria que se estendeu numa toalha enorme, depois do banho dos corpos.

20.07.2006 – 21:29h

MECÂNICAS DA MATÉRIA

O apego que valida o meu ser é energia em realização, este presente de ninguém, tomado pela cíclica do silêncio e dos fenómenos do tempo. Participo do tempo pelo instante e nesta revolta constante, nego-me mil vezes e tomo a racionalização pelo horizonte das vitórias bélicas, no mar das limitações e das desventuras. Este esforço modifica-me temporariamente, mas, falta algo… sabes que é verdade. Essa chama parece-me interminável e o teu sorriso está contaminado pela loucura, perante todos os sentidos que precedem o intelecto. Esta matéria é a derrocada do pensamento, voz do crepúsculo, no mais recôndito do meu ser. Observo-te parcialmente, a intuição acende uma luz, é provedora da caminhada.Perco-me no círculo e na vigilância, tudo me conduz ao silêncio, à quietude, como se o meu corpo ficasse imóvel no tempo, destituído de paixão e de amor… tudo ausente do pensamento, da grande cidade mental.Os sons parecem-me crepitar no ouvido, na memória frágil das flores, na beleza do sentido… este que se estende quando me dou em vigia, em pleno mecanismo de pensamento. A intensidade da acústica oscila quando te ouço, quando fico contaminado pela tua essência, depois esqueço que existes e o som é apenas a procura.

29.07.2006 - 23:54h