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domingo, 28 de setembro de 2008

NA MARCHA DOS DIAS

A vida vai passando na sua grande marcha, com a sua velocidade constante independente do que possamos ou não fazer. Podemos ser apressados em realizar determinadas situações somente isso, porque certamente chegaremos à meta mas nunca sabemos o dia!
A vida é um grande jogo de situações safamo-nos melhor numas do que noutras, contudo continuamos o grande processo da evolução, mais ou menos ao ritmo daquilo que já está dado.
As pessoas por vezes colocam-nos em situação tal que perdemos completamente toda a paciência que temos para essas mesmas pessoas. Criam as próprias situações. Depois? Depois não há nada a fazer e cada um fica no seu lado. Nada mais.
E eu? Sim, por onde tenho andado? Nem sei, apenas sem vontade para escrever na minha rua! A vida é mesmo assim com muitas situações...

28.09.2008 - 09:19h

domingo, 11 de novembro de 2007

PELAS TERRAS DO OESTE

Rua dos Nomes, de Samuel Bastos VentosoO dia acordou, melhor acordei com algum sono e para deitar tudo fora, o meu banho, o meu café e depois... pensar, pensar e onde será o destino? Isso seria mais difícil... melhor é ir sem destino! Rio Maior, Leiria... Fátima, Porto, bem tudo isto me passou pela cabeça. Pego no carro e depósito cheio de combustível e agora é só andar. Tomado por alguma ansiedade, algo estranho que nem sei explicar, essa coisa que por vezes me assalta, parecia ser urgente encontrar o equilíbrio, a paz, esse algo mais do que o nome de paz. Nem sei o que era. Apenas sei que não me sentia bem... as estradas todas abertas para mim. Começa o andamento e ai vou eu. Vvvrrruuummmm
Primeira paragem, Benedita, entretanto falo com um amigo, conversa em dia e claro, já mais calmo. Dou umas voltas, fotografia por aqui, por ali, um café e distrair, como sempre. Feitas as visitas... arranco, música no ar, cantando, como normalmente acontece e a música é sempre diversificada, uma vez que me vão sempre oferecendo cd's. Os meus amigos têm sempre bom gosto. A eles o meu obrigado. Tu que ontem me ofereceste aquele cd, obrigado mesmo. Por essas estradas, quase sem destino. Um pouco mais adiante, chego a Alcobaça. Estaciono o carro, dou umas voltas, uma vez mais outras sessões de fotografia se repetem até acabar a bateria do telemóvel, sim, porque normalmente e como sou amador na fotografia, apenas uso o telemóvel para o efeito. Dar umas voltas e almoço por ali, nada de especial, meia dose de bacalhau à braz, uma água, pãozinho e é só saborear. Belo paladar... depois uma salada de fruta e por fim, um cafézito. Pagar a conta e mais um passeio. formidável! Entretanto, os meus amigos mandaram imensas mensagens escritas, cada uma mais interessante do que a outra e convites para cafés não faltaram. Bem, e agora qual aceitar primeiro? Isso foi mais complicado. No entanto, também foi bom. Muito bom. Podemos tomar mais café eh eh eh excelente.
Bem, o tempo passou num instante, incrível como passou. A viagem continuou, desta, até Caldas da Rainha. Linda terra, cidade bem interessante. Dar umas voltas, tomar café nas Galerias e fantástico, conversar com pessoa que estavam cheias de saudades minhas. Sorrisos e mais sorrisos. Muito bom mesmo. Chega o dia a fim... mais telefonemas para atender. Música no carro, mini-discoteca. Eh eh eh eh
E agora, sempre a agrir e a cantar, saltitar dentro do carro, parecia que estava a dançar e foi assim, um dia bem passado pelas terras do Oeste.

11.11.2007
Samuel, o Ventoso
Ver: Caldas da Rainha

domingo, 5 de agosto de 2007

CONTINUAS A SER

Uma música, um sinal acústico, algo que me preenche, algo que vai mexendo comigo de uma forma especial. Música um outro lugar, aquele que nem todos entendem mas que descontrai. Descontraímos… e sentimos.
Uma música, abertura de sentidos, espartilhamento de sensações de póros a dilatar por trilhos que desconheço, em sangue a circular.
Furor dos meus sentidos, das noites, dos momentos proibidos, das máscaras... este sentido que me fulmina a alma e agrada aos ouvidos. Descalço caminho, na viagem de ninguém, vou contigo, não és alguém, apenas um amigo.
Companhia musical, a voz que passa... instrumental fado, meu peito abraça, minha vida toma, em sons perfeitos, acústica da totalidade, em diversos feitos, onde escrevo e escrevo-te versos de amizade. E porque este é sentido consagrado, à música votado, deixo-te de coração, o meu obrigado.
Fontes de puros sons, uns que teimam, outros que repousam, outros que vão abraçando, outros que ditam nova melodia, mas tu, continuas a ser a principal música de cada dia.

01.04.2006 – 17:04h

terça-feira, 31 de julho de 2007

OS MEUS DEGRAUS

Estes são, os outros podem ser os degraus de uma caminhada entre caminhos a percorrer. Degraus, um mais um, a seguir outro... cada vez mais além. É assim, que todos os dias dou mais um passo e aprendo com as experiências que vou tendo. Fortaleço-me e a alegria por viver sinto-a no pulsar do tempo, no decurso de cada batimento do coração.
Estes são os meus, os meus pedaços daquilo que te dei, estes são os meus escritos que mostram fragmentos do que passei.

07.04.2006 - 13:12h

domingo, 29 de julho de 2007

PERANTE ESSE “KIT” TEM UM “KIT

Leio blogs, percorro espaços e concordo perfeitamente contigo ao falares do respectivo “kit”. Fiquei sem palavras perante texto tão maravilhoso. Também não preciso de casamento para nada, nem sinto a necessidade de ter filhos para ser feliz. Nada disso. Não estou com vontade de jogar fora parte do meu vencimento. É verdade, depois de casar, não se tem retorno possível à liberdade inicial. Pois é, muitos desejam que os outros estejam mal, para serem como eles. Isso sinceramente não. Pensar sempre pela própria cabeça, ainda que os outros não concordem. Não que o próprio desejo seja que não se goste, mas sim, faça-se o que deve ser de acordo com o bem-estar do próprio.
O meu desejo é mesmo que sejas feliz, com aquilo que desejas para ti, em todas as suas vertentes. Evoluímos, continuamos a evoluir... admiro essa tua forma de estar e de dizer as coisas. Sempre achei isso.
Deixo-te os meus parabéns por ideias tão brilhantes e profundas. Continua a escrever assim, para que muitas pessoas possam desentupir a mente. Abraço e para a frente é que é o caminho. Parabéns pelo maravilhoso texto que escreveste, pelas ideias, pontos de vista evocados. Muito bom mesmo. Repito e vergo-me perante maravilhoso texto que postaste. Graças por algo tão belo, tão verdadeiro e que me faz pensar e sentir tal como tu.

28.04.2006 – 14:37h

quarta-feira, 25 de julho de 2007

MEGA SENTIMENTO

Vontade que foi semeada, desde a lenda que despi
O amor lançado fora, perdidamente, ao desdém
Foi encanto, ansiedade, sombra vaga que senti
Amar assim, esquecer, banir, bloquear também.

Sentimento florido, mega ânsia nos meus passos
Palavras que proferiste, guarnecidas, tão belas…
Ter-te só para mim, nesses dias em meus braços
Agora, os mais belos quadros que ainda pincelas.

Crucificado ficou o meu beijo, em paixão antiga
Embora digas que o teu coração seja inocente…
Relembro-te que foi mister segredo que se diga
Ainda que rias, em verdade por amor a ti somente
Deixo-te da noite a profundidade, a voz doce, amiga
A seiva de um fim, que guardo como presente.

18.05.2006 - 20:09h

sábado, 21 de julho de 2007

PORMENORES...!

118 team

Será que falta a coragem? Será mesmo? Aqui vai e surgem as coisas assim, uma a seguir à outra. As minhas pulsações fizeram-se sentir, o sangue correu-me pelas veias de uma forma mais acentuada e não sei porquê, mas apeteceu-me mandar-te uma mensagem, um smn. É daquelas coisas que nem se percebe… sente-se, é isso. Mandei a mensagem seguinte ao P., do resto que pudesse acontecer nem quis mais saber e escrevi o seguinte: “Apetece-me dizer-te OLÁ. Senti saudades, considero normal, sou humano. Nunca te fiz mal. Ainda que ignores a msn continuo amigo. Já passou muito tempo! Fixei o sorriso…”. Fez-se seguir, foi entregue, logo recebeu. O tempo passou mas nem um olá recebi. Parece-me frio, seco e distante, até me bloqueou no Messenger. Pah! Para quê tudo isto? Até tenho saudades de conversar com ele, a sério… das conversas que tivemos, era tão fixe. Puxa! Será que eu fiz algo de errado? Procedi de modo grosseiro? Gostava de saber voltar a trás e recuperar o que me parece perdido. Porque é que ele não quer falar comigo? Será que o problema está em mim? Preciso de ajuda para solucionar este problema… nada resolvido. Tudo em suspenso. Dou todo o dinheiro do mudo por esta amizade, acreditem. Confesso que de modo algum desejava perder esta amizade, a sério. Emoções, sentimentos, sensações… n coisas que me passam no espírito. Mas ainda que passe mais tempo, o P. conseguiu dizer-me o que muita gente não conseguiu até aqui. Quase sempre o R. me pergunta pelo P., isto é um facto.- P. pah, por favor, peço-te desculpa se fiz algo que não tivesses gostado, por favor, fala comigo. Será que estás assim tão magoado comigo? Será que sou um monstro? Proporciona-me um pouco de alegria, de felicidade, simplesmente quero de ti um “olá” e saber que estás ai! Peço-te isto pela tua saúde, por tudo o que de mais importante exista na tua vida. P., para quê essa atitude? Vá lá! Era tão fixe quando tomávamos café, quando sorriamos. Continuarei a ser o mesmo maluco de sempre, o mesmo taralhoco, o mesmo caramelo… e acima de tudo teu amigo. Acredita! Que será preciso fazer para ver o teu sorriso? Ajuda-me… ajudem-me a recuperar algo que parece estar perdido. De que cor é que tenho de me pintar?Porque é que as coisas não são mais simples se com estas complicações não se resolvem nada? Pah! Vamos dar tempo ao tempo… dou tempo ao tempo, mando-te um abraço, grandalhão, do teu tamanho e ofereço-te o suporte dos posts, aquilo que do início deu lugar ao que hoje são os caracteres. Boa noite… acredita que o meu coração está cheio de bons sentimentos, tudo por uma amizade, por um bom entendimento. Tu próprio disseste para que é que as pessoas complicam tudo, e porque é que as pessoas não são todas amigas? P., estou a tentar ser teu amigo! Será que me escutas? Estás disposto a ouvir-me? Ficaria muito feliz se tornasse a falar contigo, acredita, tão certo quanto o que mais desejes se torne realidade em tua vida.Pormenores… no próximo café… se acontecer.
http://www.kboing.com.br

04.06.2006 - 21:24h

quinta-feira, 19 de julho de 2007

SIMPLES E TOTAL

...Simples e total! Muito simples: não existes, apenas foi um sonho. Eis a realidade... a verdade que antes parecia outra coisa. Estava ofuscada pelo nevoeiro dos sentidos. Agora o dia parece-me limpido e tudo mais claro. Não perco mais tempo com o insignificante. Simples e total!

19.06.2006 - 07:38h

terça-feira, 17 de julho de 2007

ANÓNIMO TRANSEUNTE

Um sorriso de fuga esconde um olhar no silêncio que parecera perdido. Acordo da noite de sono da ausência que me tomou, das palavras matematizadas e de tudo o que o pensamento me tivera devolvido. A devolução do sentido traduz-se numa fórmula de abraços múltiplos para ninguém. O sustento do sorriso anula todo o ser, prolonga-me sem que o encontro seja eficaz… apenas impressões e dígitos. Tudo o que antes tivera idealizado desapareceu, foi tomado pelo sono, pela apatia das horas. O movimento é sempre um fluxo de situação, permite o jogo, a santa eternidade a um dia que jamais será devolvido. Continuas a ouvir a minha voz, ela ficou no teu ouvido para sempre! As situações bonitas da vida têm um propósito triunfal, prepara-nos para o encontro desencontrado. Encontrámo-nos e desencontrámo-nos entre suspiros que não se actualizam. O tempo é grande mestre da aventura das palavras que operam acontecimentos. Ontem tiveram em situações acontecimentos irrepetíveis na minha vida, palavras incendiaram sentimentos, reacções movimentaram-me… tudo apenas pela palavra! Melhor teria sido ficar calado… agora talvez tenha sido tarde demais. Prever o desenrolar da situação nem sempre é fácil e constitui um lugar em aberto. As relações entre as pessoas parecem-me frouxas e nem sempre é possível um mútuo entendimento. Perco-me em possibilidades que não têm lugar… somente as contracções de sistema possibilitam uma interacção profunda, ainda que temporária, tal como as relações. O convite desenha uma possibilidade. Tens sido para mm a diferença em pessoa, mas não passa disso… o meu sentimento de profundidade não é pelos bens materiais disponíveis, mas sim pelo carácter em exibição, pelo olhar que traduz o indizível.Sei que ontem não tive o melhor procedimento para contigo… mas a tua atitude não foi triunfal e a repetitibilidade gerou a confusão e o caos.Hoje estou calmo, nada angustiado, sou pedra fria da calçada, anónimo transeunte que se movimenta.

27.06.2006 – 10:35h

A DANÇA DAS PALAVRAS

Na noite negra…
Depois de me esquecer do sono,
Volta a puta da vida
As ligações do vazio
A ansiedade de sempre
O fogo que arde!
... e alguém desiste em função da idade,
Era este o objectivo.

Todos perguntam a mesma coisa,
Apenas puro desinteresse,
Uma antecipação sem rosto!
O longe é sempre a desculpa…
A desculpa o fundamento vazio.

Para teclar não é preciso deslocar…
Sempre o que todos querem,
Como se a vida não fosse mais do que isto.

Ainda acordado na noite profunda…
A verdade não passa de um desejo
Algo que se distribui
As palavras traduzem anseios!
Oi, bom dia...
Continuação da escrita... vazia!
Triagem insustentável
Formas do ser,Interrogação pela posição.

Qual a importância do amor?
O que representa o engate?
Um canal… lançar fora o tempo!
Gosto destas coisas da escrita!
Resposta muito difícil para acertar.

As mesmas palavras,
As mesmas frases sempre no ecrã,
As conversas perdem-se…
Interrogo-me acerca das pessoas…
De tudo o que me rodeia!
Tenho conhecido pessoas por aqui
Por ali, por acolá… que não prestam para nada!
Tu foste um caso, um caso perdido…
Também tenho aprendido muito por aqui,
Sobretudo a conhecer mentes…
Vou-me tornando frio e distante,
Estas coisas vão cansando,
A realidade é mesmo esta.

Conheci aqui pessoas…
Agora posição de indiferença,
Corri com os lobos…
E a noite abrigou-me numa dança,
A dança das palavras e do ser.

12.07.2006 – 23:51h

quarta-feira, 11 de julho de 2007

PROFUNDIDADE IMPERDÍVEL

Passeio por sistema de códigos, tomado por acções, opiniões que se desvanecem. Perguntas sem resposta, comentários sem fundamento. Trivialidades de consumo. Tecnologias… desta vez mais uma! Não chega, não chega, repito muitas vezes que não chega, melhor será dormir sobre o assunto. Muitas vezes o meu tempo é vivido do avesso enquanto procuro uma filosofia libertadora. Olhares, muitos olhares, muitas caminhadas e o bem-estar pela desordem, fazem de ti um ser diferente! Tento compreender esse feito em fim de ciclo, por um novo rosto de ilustração perfeita. Naquele cartaz escreveste uma palavra, só que o espírito de sacrifício não passou de uma simples ilusão.Mobilização, pontos de viragem acesa, em competições consecutivas… a outra força que injecta milhões.Agenda relevante, só que ninguém quer ser obrigado a mudar nada… e a decisão, naturalmente não é pacífica. Observo… muitos abusam do poder! O poder que se acende em indicações é muitas vezes inconveniente. Observo trocas, trocas de palavras, olhares, cigarros, seringas… tanto mais! Eis os limites para áreas protegidas… escapa-me tudo isso, são gorilas em extinção. Nos dias que passam, gosto de estimular a mente, gosto da ciência, muito de computadores, não esquecendo a minha formação profissional. Lamento bastante a má gestão das tecnologias a nível do ensino, assinalo-te que parece-me terem uma determinada vocação sectorial. Centros tecnológicos mal definidos, tal como tu!Hoje é dia de exame de matemática, o lugar do calculo por excelência… espero que te corra bem. Falta pouco tempo para me colocar em andor, tem de ser, existem amigos com saudades minhas, não esquecendo alguns familiares. Falta muito pouco sim. Continuo a ler os jornais e a revolução social continua na ordem do dia… o combate é uma constante, o fim uma anarquia. Leio tudo isto e sinto o que a palavra não diz! Deixo a minha mensagem, um abraço a todos os meus amigos, aos que continuam comigo, sei que esses não me vão abandonar.Avizinham-se momentos de grande emoção, destaques a pautar ordens do dia. O compromisso edifica momentos e sedimenta amizades… obrigado pela tua amizade, também por existires na minha vida.Retalhos da vida no concerto da existência, com amor, paixão e sobretudo paz. É tão com existir, beber o teu olhar e a profundidade do imperdível.

18.07.2006 – 10:20h

ALEGORIA DO DESENTENDIMENTO

Talvez a saudade acrescente um outro nome, nos restos da imperfeição e movimente o caos, entre o canto novo e a outra voz esquecida.Pensei nas tuas definições, nos nomes do soprofinal, que me atribuíste, numa nova dança, como que tudo o que sentisse fosse uma obsessão prolongada por ti.Não quero confundir a tua paciência, essas formas de desespero camuflado, doentio, como se formasse o livro das quedas e dos traços da pátria sensível. Nesse pouco de polifonia escreves um novo conceito de ausência, um relógio com aforismo e incursões…Lembro a tua paixão por relógios, o pormenor das palavras ditas, as outras um pouco mais ausesntes, mas eram essas que preenchiam o meu ser. Nunca poderás entender determinadas realidades, escapam e tomam o leque do infinito. A tua ausência enceta-me um novo conceito de olhar, uma nova focagem, talvez mais pormenorizada. Relembro pedaços daqueles dias das nossas conversas; parecia que eram as únicas que faziam sentido. O sentido abria-se no olhar, ainda que depois se instalasse o silêncio. A corrupção das palavras nunca fez sentido entre nós, mas, foste tu, com os teus ritmos, com essa forma de ser, com isso que foi silenciado e o outro som que, fez de tudo isto a eterna mensagem. Nada poderás negar, corpo lado a lado, tomados num todo absoluto, encetaram um outro texto. Nada de rivais, apenas denotáveis momentos que ficaram, nos palácios da memória ornamental. Rumos de liberdade diferente, esta posição actuante, parcelada em consciente e inconsciente, num fervilhar de tendências, emergentes de uma nova representação.Alegoria do desentendimento, soletrando lento o sentimento, nestas incisivas sensações, por vezes plurais… encontro-te em páginas de suspense, neste mundo, dentro da casa dos sentidos. É inevitável, o sujeito que equaciona foi tomar café, com os créditos dos seus discípulos, enquanto a saudade traça nova expressão.

26.07.2006 – 09:44h

sexta-feira, 6 de julho de 2007

CONHECES A MINHA ALMA

"Tenho uma alma mais nua do que a maior parte dos homens e é nisso que consiste, por assim dizer, o meu génio" - Wittgenstein

Pensei na frase, continuei a pensar, estou a pensar... mais um pouco e vou dormir para que a minha nudez repouse sobre o leito fresco e os lençóis brancos tomem de verdade a nossa verdade.Conheces a minha alma, conheces os seus contornos, a sua dimensão, as minhas pulsões, conheces o amor que te dedico, a frases que te escrevo e tanto mais que a dizer não me atrevo. Tomo água fresca, ouço a música de relaxe, não ligo às horas, lancei os relógios para a gaveta, telemóvel no silêncio para que não entenda mais dessas coisas, das situações desnecessárias. É desnecessário esse ritmo! Hoje é o meu primeiro dia de férias e desligo-me de ti e de vocês todos, fico no meu espaço, a tomar-me e a deliciar-me, tipo narcísico dos caminhos de ninguém. Fico aqui, depois além e mais em outros locais. Agora vou tomar-me em águas frescas, cristalinas, tomar-me no todo da seiva e seus ritmos poderosos. Eu sei, tu conheces a minha alma, conheces um pouco mais, sei disso... estaremos lá.

01.08.2006 - 13:48h

BELO FIM DE DIA HOJE

Belo dia o de hoje, diferente, depois de tanto calor a frescura, trouxe o conforto. Sair de casa, novos encontros, novas amizade, boa conversa, jantar fora. Oriente, Parque das Nações e Vasco da Gama... passeios e sabores misturados conceberam mais uma noite de mil sonhos e pulsões, entre luzes que decoravam os espaços.Foi assim, um pedaço de noite bem agradável. Valeu sim senhor, engraçado como o P. J. olhava-me com aqueles olhos escuros, ali na livraria Bertrand, enquanto tomávamos café... eh eh ehe fotos para recordar aqueles momentos únicos e um conversar que tomava o tempo no maior dos interesses. Os olhos pareciam colados sem arredar um milímetro! Penso que uma nova amizade se sedimentou apesar de, não dar mais andamento às sequências por parte da criatura. Não gosto de precipitar situações, a má experiência já me falou um dia! Mais vale uma boa amizade do que estragar tudo a seguir com situações que toda a gente já sabe. Certo? Nada de confusões e muito menos "colocar o carro à frente dos bois". Uma volta, duas voltas e o local do jantar foi bem acolhedor... jantar a dois! ehe ehe eh eh eh, romântico. Saborear os alimentos, saborear as frases e as melodias dos talheres e do restante que tomava o ambiente. Pena o tempo passar depressa demais, mas outros compromissos estavam à espera. Lindo mesmo e admiro certas pessoas pela sua forma sincera de procederem e mostrarem-se transparendes, sem um pé atrás. Obrigado pela noite, pela fabulosa companhia, claro, tu agora já sabes da história toda... temos as nossas histórias, cada qual à sua maneira.É bom saborear o momentos e ver que outros melhores poderão surgir. Abraços e envolve-te na noite e ela te fará repousar em paz. Fica bem... entendo que gente que não presta é o que há com mais fartura, tens razão.

07.08.2006 - 23:40h

CAMINHOS DO DESEJO

A minha pequena eternidade movimenta este amor inacabado, na perdição dos limites insatisfeitos, esta vontade de esperança e de regresso.As sensações onde ninguém me vai importunar, pelo calor, pelo frio, por tudo o que o sabor desvirtua. Hoje ainda ninguém me ligou... O dia possui as suas formas, bebem do meu ser, deixando-me como que paralisado face às expectativas de uma viagem sem regresso. Entendo que é tempo de dizer o que antes houvera escondido. O problema é a companhia, a assinatura dos rostos e das outras palavras ao acaso. Desenho constantemente os nomes, sei o que quero, mas, para viver tenho de negar tudo. Parece-me absurdo esta forma de estar, de pensar e sentir. Confesso que existem situações com as quais não me identifico, tendo de andar a fugir constantemente da realidade que transporto, perante uma sociedade conservadora. Não me identifico com esta sociedade e para poder viver nela tenho de fingir, ser um discreto mentiroso... Mentiras do corpo direi, para que minimamente seja feliz...O nome das boas intenções poucos entenderão... Desenvolve-se uma tristeza sem nome, essa que passo a esconder, por ritmos diferentes e avassaladores. Deixei de acreditar nos fundamentos da tradição e no olhar que despacha, inventando desculpas... A clareza ofusca-se em nome da mentira, por contradições sucessivas. As palavras executam movimentos e o que afirmam são fasquias temporárias.Represento a vida sem vida, desenho encenações, tu não dizes nada, o que balbucias é vago, incerto... Falta a consistência e o querer. Não sou nada de superstições...realista é o que se quer. Não morro de saudades mas sei que falta algo, sobretudo quando falo de mim. Penso em ti, penso que não passa disso, pouco tempo tens para mim... o amor é uma folha que se embrulha no vento, com os seus mandamentos, sem filhos. Quem quer filhos que cuide deles, eu não quero, apenas não sinto necessidade disso, é uma opção.Vamos dar uma volta, jantar, relaxar e estar os dois todo o nosso tempo, naquilo que nos convém e nos agrada. Nada de situações complicadas, apenas vou e não quero voltar a um possível passado.

28.08.2006 - 09:55h

terça-feira, 3 de julho de 2007

RECORDO-TE…FELIZ ANIVERSÁRIO

Não é preciso que digas nada, nem sequer que me agradeças, nada mesmo. Recordo-te apenas, simplesmente isso. Uma mensagem, palavras simples, pequenas… essas dizem tudo, nada mais do que isso. Que este dia possa repetir-se por muitos anos, sim por muitos anos, com saúde, são esses os meus votos sinceros, com a amizade, com aquilo que em muitos está em falta para contigo. Muito simples e muito profundo; apenas entende, se conseguires, talvez ainda não tenha chegado a tua hora, nem tenhas capacidade de avaliar isso que é o grande valor, uma vez que a amizade não se compra. Nada te peço, nada quero, nem imponho nada, absolutamente nada. Poderei ser aborrecido, cansativo… seja como for, mas se um dia precisares, por qualquer motivo de algo, porque não sabemos o dia de amanhã, certamente que nunca te deixarei de dar a minha mão. Sabes o que é isto? Sabes compreender o que vai dentro da alma de quem te estima? Será que sabes? Entendes os sentimentos do ser humano? Pára um pouco e pensa em ti, olha-te um pouco mais… hoje apenas te quero desejar um feliz aniversário, dar-te desta forma os meus parabéns e dizer-te que és muito importante, sim, importante para a vida de alguém, para a vida que é a tua. O mundo será belo enquanto existir pessoas que nos possam estimar, considerar….

05.10.2006 – 10:00h

domingo, 1 de julho de 2007

ETERNA DÁDIVA DE EXISTIR

A palavra está demasiadamente arreigada ao meu sentir, ao teu também e enquanto a sombra cai, na grafite da existência deixo-te uma mensagem cravada no sabor da maçã rubra. Continuo a leitura e vejo que só essas palavras, belas, profundas, produto do teu interior podem dizer-me alguma coisa... somente este é o teu mundo interior, o meu também. O teu mundo, o mundo de quem vive a paixão pela escrita.As palavras são como o sol, iluminam e aqui é feito o pino deixando as tardes virgens preenchidas pelos sabores ondulantes. O tempo exibe a possibilidade de se estar vivo, transporta, acolhe... talvez sejam curiosidades filosóficas, diferentes das outras. Essas palavras, compostas, ordenadas de acordo com o que sentes, compõem o teu existir. Reminiscências apetecíveis, paralogismos do coração, face às aporias do entendimento, como se tudo isto fosse uma oração. Lindo o teu trabalho, sempre disse isso. Cinco estrelas, o máximo de Óscares. É um facto! És um bom escritor... continua, nessa veia enreda-se um musgo puro e avoengo. Nos campanários repicam novidades, nesta cidade enfaixada, tomada pela alegria. Olho ao cintilante monte glacial e encontro rosas… não esqueças que a rosa tem os espinhos afiados, são eles que me fazem parar e ter algum cuidado, para que não exista o lado desagradável. Também sou rosa…!Será difícil executar as palavras? Foram tantas as que te disse… Nada, simples como a chama que beija a terra... nada de especial, desabafos para o papel, conceitos executados susceptíveis de se ordenaram. Este é apenas o esboço para o esboço que tive antes de ir fazer o meu post. Agora é o post… antes era o esboço! Parabéns uma vez mais pelo teu trabalho, não só este, mas todo o que tens feito, desde os tempos que te conheço. Em nada tenho que te apontar e a areia da neve desce para os meus olhos, aquela montra fixa-me e o silêncio esbate-se sobre as correntes dos relógios. Trabalho de mérito e que deve ser reconhecido por todos os que te lêem em vida… o tempo dos relógios, traduzindo uma expressão verbal rítmica com um ímpeto espiritual. Pessoas como tu, são as que interessam, és um autêntico e excelente fotógrafo da palavra, traduzes muito bem, lindos e belos quadros. Este é meu esboço, que face ao teu está a anos de luz de distância… desculpa, não está, apenas é diferente. Mas, sei dar valor ao que fazes. Invejável posição de poeta, num ápice desorientas os estádios da palavra e conduzes-me a uma cornucópia de arabescos em sabores de framboesa aluadas. Talvez seja incompreendido e nada de palavras espalhafatosas, apenas quero alaúdes para a eterna dádiva de existir.

Porto – 21.10.2006 – 16:54h

sexta-feira, 29 de junho de 2007

NOVA MENSAGEM EM NOVO REGRESSO

Prestar contas do tempo é uma tarefa, mais forte do que domar as sombras do inconsciente, tem a sua duração, nada mais do que uma história que se conta, uma divisão perfeita entre a vida e a morte. A fúria consiste em clarificar os conceitos, pela possibilidade da partilha poderás reforçar as tuas ideias. Hoje regresso ao jardim do éden, não que pretenda avivar as cartas do passado, as fotografias que tirávamos, tudo isso que nos unia de uma forma quase perfeita, os anos apenas injectam a divisa, uma separação eloquente que se fecha por vezes num advérbio impróprio. Acreditar nas coisas apenas e apenas nos conduz a um acto impróprio de assentimento, deixando sustentar um lado oculto, cuja consciência realça no mesmo bloco. A razão é inata, mas por vezes perde-se num universo comparado de sementes. O princípio que nos move é a consciência e os mecanismos do ego activam-se nessas sementes possibilitando o indivíduo sair da escuridão da caverna. Temos a capacidade de reagir de modos diferentes ao que é justo e injusto, fala-se em diferentes sentidos e no momento da verdade só alguns aparecem, outros por circunstâncias diferentes reprimem os seus sentimentos como forma mais fácil de se acomodar.Muitas são as questões da ordem do dia e alguns envergonham-se desses contornos ou simulações.Vivo, estou em vida, não sei quanto tempo mais vou durar, apenas sei que continuo a ocupar-me dos problemas, não que seja no meu cicrocósmos, mas inserido numa sociedade de múltiplas orientações… é difícil por vezes decidir e as leis da natureza são constantes. Reconcilia-te com o teu destino, situa-se no arrebatamento dos sentimentos e aprecia o rosto de uma outra pessoa! Lembro-me das leituras ao Kant, quando evoca que “devemos tratar os outros homens sempre como um fim em si e não como um meio para alguma outra coisa”, foi assim que sempre te tratei desde a abertura do primeiro olhar. Ainda que possas racionalizar tudo, as sensações surgem necessariamente e influenciam-nos, quer queiramos ou não… lembras? A filosofia é o contrário da fábula ou mitos! Vamos para a festa do jardim, porque a mensagem é a de um homem, não que seja um outro sexo, mas certamente um significado possível. E se me telefonasses? Ah, compreendo que não estás afim e outros valores te movem… um encontro no café também não iria melhorar a situação. Criamos o que somos… tu és assim e nada a fazer… somos assim! Só o homem aparece como sujeito na cultura e por vezes o teatro é absurdo, assumindo conotações despropositadas. Esta é a perplexidade do sistema… chega de filmes mudos, apenas o espanto acciona a filosofia e a curiosidade sustenta-a. Foges para quê? Isso é racional? Alternativas de lógica a uma nova era ante o regresso dos deuses ou das experiências de consciência! Qual é a tua? Eis o corvo branco… a nova mensagem, a outra realidade.

01 de Novembro de 2006 – 12:05h

FOSTE EMBORA… PACIÊNCIA

Reparei hoje no vazio do teu blog… na tua ausência uma vez mais; sim, reparei. Queres assim? Pensas que é bom? Força! Agrada-te isso? É? Força! Olha, que se faça a tua vontade… não me importo. Aquilo que não partilhas com quem te valoriza, certamente não serve para nada. Sabes que gosto imenso do que escreves, sempre te disse isso. Deixas de ter utilidade… és apenas um entre os que não estão. Gostas assim? Força! Nada posso fazer contra a tua vontade. Apenas fico triste. Gostava imenso de te ler, confesso que eras de todas as pessoas que mais gostava de ler. Repito-o mil vezes se for necessário. Apenas perdi o amigo que não tenho! Na volta nunca tive… lamento. Continuo a lamentar… a lamentar. Ainda assim, nunca deixarei de falar de ti, de te ter no meu âmago como a luz de uma clave literária.Espero que encontres por onde andas, aquilo que te preencha, bem como o merecido reconhecimento. Todavia, meu anjo doce e profundo, recorto dos glaciares da amizade aquilo que de modo algum poderei conferir a outra pessoa. Serás sempre tu, ainda que nunca mais apareças. Um dia se o destino o proporcionar as nossas almas tornarão a misturar-se, ainda que seja na terra do silêncio. Que a sorte te tome na sua plenitude e que todo o bem estar te envolva e se a saudade te bater à porta, não esqueças que existe uma folha adejando, onde poderás deixar uma mensagem amiga, como valioso fruto de consciência e reconhecimento de quem te estima e quer bem. Não penses que tudo isto são tretas, são apenas verdades sentidas. Entendo-te… boa estadia e repousa em paz nas terras que por ti sejam aclamadas.

03.11.2006 – 13:03h

terça-feira, 26 de junho de 2007

CAMINHOS E PERCURSOS... SAUDADE

Caminhos e percursos, por aqui, por ali. Cheguei não faz muito tempo do Porto, depois da grande rota por algumas terras de Portugal. Fez-me bastante bem. Braga esperava-me de braços abertos, encetando uma nova recepção com um manjar de rei! O facto é que toda a família recebeu-me como nem poderia pensar. A saudade compõe a sua tarefa, tomando a noite e o dia. Como diria Paulo Bomfim "Sinto saudade de tudo aquilo que não verei". Quanto não resta que nunca vou ver? Quanto? Quantas palavras potenciadas sem potência num mundo por vezes que não se conhece? Quantas? Quantas saudades guardo daquele dia sem flor?Neste deleite morrem as horas, e uma tristeza alegre toma-me em seu seio. A emoção tece as horas, aquelas que passei no Algarve, depois em Évora, Beja, Lisboa, Vila Franca onde tive bastante tempo, Santarém, Coimbra e Porto. Agora na minha linda cidade de Braga, com os seus feitos, com tudo aquilo que se torna indizível, desde a varanda à lua vermelha que pincela os montes negros. Este é o espírito secreto aqui do Natal, tomado pelo sonho e pela saudade que se escreve num poema para ofertar a quem muito se gosta.Amizades nunca são demais, nunca mesmo. A vida é este constante adeus para um adeus muito maior, para um beijo delirante num minuto de perpétua saudade. A minha saudade é a tua despedida... não fosse a força da grande gota do amor, o grito da prece e nada faria mais sentido.

09.12.2006 - 04:15h