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segunda-feira, 4 de julho de 2011

PELAS ARTÉRIAS DA RUA

(Indo pela rua dos nomes - sem destino!)
Muitos nomes, ruas tomadas pela boa disposição, amigos que se encontraram, outros foram apresentados e o dia prometeu com os seus encantos que se foram desvelando! A rua ficou mais alegre e as surpresas pulsavam na mente de cada qual pela Avenida dos Aliados. Bem? Mas ir para onde? Visita guiada a imensas capelas do Porto, tomar café, conversar, sorrir e desabafar tudo o que ia na alma de cada qual. Confesso que adorei, todos adoraram certamente.
As portas foram abertas novamente ao público, casa cheia, momentos de afecto, e a malta foi às compras! Mas que compras… o diálogo foi uma constante. Fotografias por aqui, por ali. Recordações para mais tarde. Este espaço acolhe todos os que surgem por bem, todos o que não têm mocas nem travadinhas nos mais diversos quadrantes. Nada de gente complicada e de mente abotoada; do resto pouco me importa, o pensamento dirige tudo e continuará na sua rota de afectos. Faz anos que esta tua surgiu e afinal quem ficou? Tantos partilharam as suas ideias, tanto disse, tanto escrevi, andei sem rumo, perdi, os amigos desapareceram, outros foram para lugares que não sei mais, mas felizmente alguns voltaram à rua, à nossa casa que é a nossa pátria. Somos portugueses aqui e agora. Temas para falar seriam bastantes. O Porto está cheio de actividades, cheio de manifestações e sou solicitado por imensa gente para ir visitar este ou aquele lugar. Só tenho que fazer as minhas opções, fiz muitas como é evidente; claro, continuo livre e sempre a desbravar caminho.
Bem, venham todos divertir-se e deixar os vossos comentários. Até já! Não deixem de ser vocês, tal e qual são. Abraços e beijinhos com todos os nomes fofinhos.

Samuel Bastos Ventoso
Porto, 03 de Julho de 2011

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

PARAGENS SEM COMPROMISSO

Uma paragem,
Um momento...
Frio, muito frio
Ainda sinto aquela aregem
O tempo está estio
Congelou-me o pensamento.


O tempo passou...
Pouco há a dizer!
A motivação parou
Fiquei longe, sem saber.


Não há nomes na rua
O céu ficou mais azul!
Lá em cima a lua
Lá em baixo o Sul.


Samuel Bastos Ventoso
Porto, 16 de Dezembro de 2010

sábado, 5 de junho de 2010

TRAÇOS DAQUELE DIA


O traço daquele dia ficou-me gravado para sempre. Os dias somaram-se, alguns amigos nunca mais disseram nada, sim, nunca mais disseram nada, arranjaram as mais diversas desculpas para ficar distantantes, foram para o sítio que eu próprio já nem sei ou se penso que sei, apenas estou enganado. Que dizer? Que fazer? Nada! Onde estão eles? Porque foram embora? Porque os estimei? Porque os coloquei no coração? Onde estão afinal? É triste! Mas ainda que seja triste, tudo isso não serve para nada e a relação entre os humanos é mesmo assim. De que servem todas as boas intenções? Não terás palavras para me consolar, não terás... um dia destes vou por aí, sem destino e não te direi mais nada e a rua continuará a ter o mesmo fluxo dos dias de sempre.
Que resta? Apenas traços daquele dia...

Samuel Bastos Ventoso
05 de Junho de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

MUDANÇAS E ANDANÇAS

Rua dos Nomes, o local do teu encontro, forças da positividade e dos momentos inesquecíveis... - Samuel Bastos Ventoso

Algum tempo passou,
Desejos dissiparam-se
A minha alma dançou
Olhares trocaram-se
E a minha rua também mudou.

Nesta paz aqui plantada
Desenho um outro rosto...
Transformei o antigo nada
Caminhei, estou bem disposto.

Mudanças, imensas chegaram!
O sol brilhou no meu ser...
As saudades terminaram...
Devagar, continuo a viver.

10.02.2010
Samuel Bastos Ventoso
Ver blog amigo: Sítio Peludo

sexta-feira, 11 de julho de 2008

UM POUCO PERDIDO PELA RUA


Não sei o que escrever, não sei se vale a pena continuar a estar aqui. Confesso que não sei! Algo parece que está estranho... talvez eu não esteja muito bem, contudo falo pouco. Sim, sinto-me um pouco só, muito só, demasiadamente só, aqui na rua. Preciso de um amigo, preciso de um namorado, procuro e não encontro ninguém. Sinto um vazio que cada vez começa a aumentar mais, quase me mata, é este o motivo pelo qual não tenho escrito nada. Nem sei se vale a pena continuar a escrever. A dor envolve toda a minha alma e os ventos sopram cada vez mais, cada vez mais um tufão rouba-me a vista, fico sem capacidade de respirar... Não posso falar-te mais do que sinto, confesso que não me sinto bem, apenas preciso o teu abraço, mas, não tenho, apenas tenho os livros, as pareces, o computador e as virtualidades. Tudo vazio, cada vez mais vazio. Socorro! Tirem-me deste filme, tirem-me daqui por favor, não aguento mais. O que posso fazer? Nem tenho cabeça para pensar!
Guardo o lume, a minha lágrima e hoje o dia tem núvens no céu, o céu que me deixa perdido, amargurado, nesta nostalgia... um anjo teve um segredo para mim, mas não o chegou a dizer. A escuridão ainda reina dentro de mim, ainda envolve as minhas mãos, ainda consome o meu alento e o meu rosto fica pendido...
Fico aqui, sim, aqui, com mil sabores para te dar um abraço ainda que esses abraços não abracem! Sopram os ventos para me refrescar e a dor é forte, mas é a minha, logo passará no dia indicado. O dia será sempre o dia sem nome nesta rua dos nomes.

11 de Julho de 2008
Samuel, o Ventoso
Nota: A todos os que por aqui tiveram uma palavra amiga, o meu obrigado.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

NOITE QUE NOS ABRIGA

Samuel, o Ventoso
Veio a noite e fui transportado para outro lugar, o menos habitual, claro, com novos amigos e sempre a abrir, novas frontes, rostos lindos e paisagens deslumbrantes. Fantástico! Como é bela a paisagem, ficar ali a contemplar toda uma situação inigualável. Para ti, um beijo com um molho de flores entre tantas, rosas, orquídeas,(a minha preferida, adorava desde puto da escola) lírios, cravos, malmequeres, açucenas e essas todas que tu já conheces. Excelente a noite que nos abrigou, que nos envolveu, com todas as vertentes das cores, pormenores que só nós sabemos, como se o tempo se mantivesse assim por toda a eternidade, claro, a nossa música é a nossa comunhão, onde os corpo se completam e entendem muito bem, feitos para o lugar do prazer, apesar de toda a duração ser uma ilusão de tempo. Não me consigo separar de ti assim de qualquer outra forma, nem tu de mim, ainda que tarde, fez-nos o tempo um para o outro, numa promessa ainda maior... a nossa casa, na rua dos nomes, dos conceitos, das virtudes e da excelência, faz deste cantinho o marasmo de todas as sensações, ainda que existam fronteiras e silêncios por vezes acomodados no coração sensível. Vamos para a outra margem uma vez mais, fico lá o tempo que entendas, sem mais preocupação...

22.01.2008 - 00:03h
Samuel, o Ventoso

terça-feira, 27 de novembro de 2007

MANSAMENTE TOMO-ME EM TI

Rua dos Nomes, Samuel, o Ventoso
Dia lindo, cheio de sol, encantos e mil fantasias lá fora ... sabores que se tomam um a um, nesta estrega feliz, neste concerto de sons, nesta promessa de maior luz e porque o teu sorriso é sempre brilhante, aumenta toda a fogueira do bem estar, em hinos de beijos e sonhos de amor ainda mais amplo. Entendo que todo o teu entender é fugaz, que as metades do desejo aumentam lentamente, num projecto mais forte, mais total, mais longo. Sou contigo a eterna promessa dos encantos que desenhaste no meu corpo, desde a noite ao amanhecer, por tudo o que se desvelou enquanto o nosso olhar nos aproximou. Somos assim, totais, rasgando as gotículas de chuva que nos cobrem... mansamente.

27.11.2007
Samuel, o Ventoso

domingo, 5 de agosto de 2007

MOMENTO SERENO

Se eu pudesse entender aquilo que tanto desejo, talvez eu pudesse ser, confesso... luar aceso! Mas a noite não me permite, toma-me de escuridão, ainda que eu grite, caminho só, sem protecção.
Momento sereno, de silêncio, talvez de um vazio que se imprime... lentamente. Uma música, um sinal sem tempo, com a agitação que não sustenta o que muito houvera procurado. Confesso que procurei e apenas foi-me oferecido o vazio pela colisão.
Perdido, entre flores, entre lençóis de incerteza bebo lágrimas perdidas, esquecidas, com saudade tumular.
Na terra intempestiva tomada por vazios, vislumbro distâncias, lugares de ninguém, amigos que partem no silêncio outros que não voltam mais, outros que dizem ser e não são. Apenas me conformo com tais situações e confesso que nada quero, nem me vou arreliar e muito menos voltar a procurar quem de mim se afasta, entendo que foi feita a vontade do próprio. O vazio não faz sentido e a tristeza é um caso a considerar.Pessoas que querem, que desejam e nada pretendem... apenas incomodam com as atitudes, mas das atitudes nada se pode obter a não ser um outro silêncio.
Quando penso, sinto o pulsar do coração, sinto um aperto na garganta e entendo o que não desejava, mas... resta-me apenas dormir.
Pudesse eu tocar o universo, contar momento a momento um sentido, escrever em verso o meu pensamento e ficar contigo, erguido!As palavras que te escrevo tornam-se vazias, ninguém as pode mudar, ninguém as pode entender, ficaram congeladas, frias... nada posso fazer.

01.03.2006 – 16:14h

terça-feira, 31 de julho de 2007

POSTURA E PENSAMENTO

Acordei cedo, vi o sol nascer, senti o movimento das pessoas ali ao lado. Abri a janela, fiz entrar ar em casa, observei o ritmo do trânsito. Observei atentamente, continuei a observar e pensei um pouco no ritmo destas pessoas que todos os dias fazem estes percursos.
Liguei a música, coloquei uma faixa nova e fui comer uma peça de fruta. Liguei o computador, como que se fosse um ritual e conectei-me à Internet, andei por algumas páginas, fui ver e-mails e finalmente liguei o MSN. Estava tudo silencioso, também não quis incomodar ninguém. Não é que incomodasse, mas... é melhor assim.Mais um pouco e vou tomar café, arejar as ideias. Também preciso descansar. Levo comigo o telemóvel e se entender conecto-o ao MSN, ou então se alguém desejar falar comigo, poderá fazê-lo da melhor forma, sabe o meu número. Se não desejar a minha companhia certamente não irá dizer nada. Bem, não se trata de dizer ou não dizer... cada pessoa é um caso especial.O dia corre, avança e as férias estão a passar muito rapidamente. Não sei porque é que em tempo de férias acordo tão cedo, devia estar a dormir, mas é quando menos sono tenho. Enfim! Tou com saudades do R., não diz nada, entendeu certamente nada dizer. Preenche-se com outras situações. Também tenho saudades do P., do J.F., da C. e de outras pessoas! Mas que interessa ter saudades? A saudade não me serve para nada... o facto de eu ter saudades dos outros não significa que os outros tenham saudades de mim. Tentamos estar com quem gostamos, mas o facto de nós gostarmos, não significa que os outros gostem de nós. Isto de gostar é muito complicado ou não. É assim e mais nada. Bem, seja como for, não interessa, tenho novos terrenos a desbravar, um mundo lindo está à minha espera lá fora. O dia está lindo, muito lindo e tantas coisas para me envolver. Ontem por acaso até foi um dia interessante, aliás, estes dias têm sido interessantes. O N. tem razão naquilo quem e disse ontem à noite ao telemóvel... tenho mesmo que proceder daquele modo, o pior é conseguir.
Vou comer uma peça de fruta, vou colocar uma música mais bonita, desligo a net e porque não ir fazer fotografia? Puxa! Ando par formatar o telemóvel e nunca mais o faço, nem sei porque espero. Quando menos se esperar será.Sejam bem vindas boas atitudes para um dia fantástico e feliz. Vou escolher o melhor e certamente vou surpreender-me. Descontracção, interessado, bem-disposto, amável, relaxado, são palavras que guardo para o meu dia de hoje. Gosto de memórias felizes bem como o cheiro dos donuts.
As primeiras impressões das coisas são poderosas, foi o que achei do G. e toda a sua vontade de publicar um livro... fiquei contente por me ter convidado para falar sobre poesia e fazer o enquadramento da sua obra. Escreve muito bem... foi bom falar de escritores, filósofos e de tertúlias literárias. Será que é desta vez?! Não me importo de escrever o prefácio do livro. Isto são momentos imortais na vida de uma pessoa. A postura de cada qual, marca sempre uma imagem.

13.04.2006 - 09:18h

BASTANTE CANSADO

Chegou a noite… estou cansado, muito cansado, demasiadamente cansado. Procurei alguns amigos, pelo menos desejava falar e ninguém esteve para mim. Quem esteve a falar um pouco desapareceu dos teclados virtuais e deixou-me só! Afinal… falta algo, enviei uma mensagem, nem uma resposta, surge on-line e nem à merda me manda. Triste não é? Apenas me senti rejeitado… senti revolta, não que a tenha, mas sim porque nesse momento foi causada. Certas atitudes não se devem ter para determinadas pessoas. Compreendo que não gostam de mim e esta é a forma mais soft de me colocar de lado, para não me lançar de todo na dor. Enfim! Não fiz mal nenhum a ninguém…. Simplesmente perante este quadro todo, sinto vontade de chorar, mas não quero partilhar com ninguém. Não quero! Estou angustiado, sinto-me mal, triste, bastante e sinto que estou a ficar fora de mim. Interrogo-me pelo facto de ser assim, de sentir assim tudo isto. Não sei porque sinto isto. Repito que o melhor que tenho a fazer é silenciar, é não dizer mais nada… querem, desejam assim. Não posso obrigar ninguém a gostar de mim. Ninguém. Mesmo ninguém.
Não estou bem, nada, nada mesmo e o vazio amplia-se cada vez mais, é profundo, muito profundo. Agora só me resta ir dormir, ficar um pouco melhor, um pouco mais calmo. É importante o aconchego de quem gostamos, é uma forma de encontrar a tranquilidade, a paz… mas… nada posso fazer, sou fraco, talvez muito fraco psicologicamente e mudar nesta altura, provavelmente é impossível.
Repito que estou cansado, o cansaço faz-se sentir de uma forma muito dura, muito mesmo. Bem, as horas não param e tenho mesmo de dormir. Tenho de ir. Fico por aqui. Deixo os meus cumprimentos para todos, a verdade corrompida e todas estas palavras que para nada servem, apenas são de encher…
Cansei de desculpas, de maus modos e… preciso de paz. Cansei de ser estúpido, palerma, de acreditar em coisas bonitas, em possibilidades e de ter sentimentos por pessoas que não me merecem. Cansei de ser trocha, confesso que não mereço gastar as minhas palavras com quem me coloca à margem. Nada mais quero e nada mais peço. Já me deram tantos conselhos e ainda não os aprendi… sou mesmo burro. Sim, sou mesmo burro perder tempo com quem me rejeita… e ainda por cima mesmo me sentindo rejeitado, ando ali a lamber os pés, a abanar o rabo, como um cão para o seu dono. Que tolo que eu sou. Fiquei cansado de situações que não se justificam… o tempo será o remédio para tudo, ele em seu devido momento também tomará para sempre o corpo, o meu e o teu e será para todo o sempre… e finalmente cessará todo o tipo de sofrimento e nada mais serve para nada. Agora fico por aqui, cansei, cansei mesmo de ser palerma, de ser um merda. Adeus, fica sabendo que nada de mal te desejo. Preciso dormir. Vou dormir… estou a dormir. Não sei quando vou acordar.

18.04.2006 – 23:58h

terça-feira, 17 de julho de 2007

FALSOS ENCANTAMENTOS

Somente as palavras certas
Poderão operar entendimento!
Quando apenas forem cobertas
Pelo amor e pensamento.

A vida é feita de falsos encantamentos, de olhares que corrompem os sentidos… as pessoas são o maior monstro à superfície da terra! Desculpa desabafo, talvez digas que sou um frustrado, mas isso não me importo…! O que sobra… uma tristeza sem fim! Nada daquilo que pensamos ou arquitectamos em mente toma uma posição real, verdadeira e definitiva, apenas fica algo, esse algo por vezes é destruidor, fora de correspondência, aqui a agressividade instala-se ou então o melhor ainda é o afastamento. Afastar-se das pessoas é a melhor maneira de dizer não, sem com isso fazerem-se outras observações ou leituras desapropriadas. Não gosto de gente comichosa e arrogante. Se certa gente deixasse de ter atitudes parvas seria muito melhor! Não posso decidir aquilo que os outros querem decidir, em função de tal, tomo o meu lugar e afasto-me porque a participação foi-me vedada e caso contrário não deixava de ser um mero objecto de utilização. A demasiada aproximação entre as pessoas pode destruir os sentimentos que um dia se houveram construído. É inútil perder tempo com certa gente, ainda que possamos gostar dessas mesmas pessoas. A instabilidade das pessoas dá azo a desentendimentos… confesso que não me apetece conhecer mais ninguém e todo o tipo de contacto, algo apenas superficial, nada mais do que isso e sem ter esperança no quer que seja em relação às pessoas. A nossa sociedade está cheia de falsos encantamentos…

05.07.2006 – 11:24h

sexta-feira, 6 de julho de 2007

A TRAGÉDIA DAS PALAVRAS

Depois da tragédia… uma nova tragédia tomada no tempo, na primeira oportunidade… a tragédia das palavras e dos blogues. Obrigado pelas toneladas de mensagens que hoje enviaste para o meu telemóvel, esgotei o saldo por duas vezes. Mas acredita que a conversa foi deveras muito interessante. Acredita que só me interessa quem se mostra com qualidades como tu e não é nada de projecções ou de falar mal para afastar alguém de alguém. Tu já sabes como eu sou!Essas palavras, sempre bonitas, sempre carregadas de adjectivação, tonificam, sustentando-me uma alegria para a caminhada. Neste não ser nada, sustenta-se uma nova força, essa multidão dos meus amigos, de vós, sim de vós que diariamente me injectais força, para levar acabo esta vida, contornando a gente ingrata que se encontra pelo caminho. Aqueles que ficaram, esses sim, merecem a pena, possuem um lugar digno e de louvar, os outros… paciência, espero que nunca precisem de mim e que eu me esqueça deles para todo o sempre. Nestas andanças da Net, conheci muita gente, uns pessoalmente, outros apenas a teclar, outros por telemóvel, pouco mais foi acrescentado. Sustentaram-se pontos de vista, outros abalaram pelas opiniões, mexeu-se em sensibilidades, amor e desamor, os mexericos, o diz disse e todas aquelas coisas que toda a gente já sabe! Os namoros e conhecimentos da Net. Apenas caracteres que se difundem… engraçado como as pessoas se deixam influenciar, desde os comentários, aos posts, passando pelas imagens seleccionadas; um todo, um escrever e apagar. Tudo todos os dias… engraçado como as pessoas são influenciadas umas pelas outras, como respondem, como por detrás de um ecrã dizem as coisas, e como essas mesmas pessoas não passam de coisas como as coisas.Escrevem-se livros partindo de blogs, escrevem-se e publicam-se em suporte de papel. Interessante a vida de blogueiro. Todos ou quase todos os dias conheço pessoas diferentes, depois… já nem sei quem é quem, mas não passam de elementos virtuais e confesso que conhecer as pessoas, não tem muito interesse, quando isso acontece, todo o encanto desaparece. Agora, é tempo de praia, vou dar mais um mergulho, relaxar naquelas ondas ali à minha frente… o Algarve está maravilhoso mesmo, muitos turistas e muito sol. Lindo… vamos mergulhar, até já!

13.08.2006 – 12:07h

terça-feira, 3 de julho de 2007

POST SCRIPTUM

Caminhando se faz o caminho... Li as tuas palavras, as mais belas palavras desde todo o sempre, desde o primeiro momento que este blog surgiu... li até ao fim, li com o corpo e a alma. Continuei a ler, a perceber o que estavas a escrever, o que querias escrever e vi que realmente continuas a escrever como gosto, com a tua maneira de ser, agora um pedaço diferente, onde tudo é tão lindo. Lembro os tempos do teu outro blog, lembro daqueles tempos, e de tanto mais. Fusão total...! Passou o tempo, apagaste o blog, acredita que fizeste mal, muito mal... guardei uma cópia integral de todos os teus escritos, guardo-os como algo de sagrado. Simplesmente porque partiu de ti, saiu da tua alma, do teu sangue. Sempre te considerei uma pessoa especial e continuo a considerar-te, ainda que digam mal de ti. Sempre te disse que era teu amigo e nunca te iria cobrar nada. A amizade é assim, nada espera e tudo dá... Sou assim como te disse, concedo forma aos grandes sentimentos, à amizade, ao verdadeiro sentido pelo qual se pode pautar a vida, a minha e a tua... de todos os humanos. Por aqui, lembrando que constuir amizades leva o seu tempo e não se pode senitr por todos a mesma coisa. O que sinto por ti, só eu sei, o resto são leituras. Os sentimentos intensificam-se por quem está na nossa onda! Sempre te disse que eras especial... nutro por ti este sentimento. Contudo sei que é belo, sei que me encontro bem, imensamente bem. Guardo todas as tuas palavras no meu coração ainda que me digas muito pouco ou nem sequer me respondas às mensagens. Pouco interessa. Também não quero que respondas a nada, sem que isso seja da tua vontade Jamais!. Seja eu estúpido, e ainda que fique no círculo vicioso e por uma boa razão, repito que nada e cobro, absolutamente nada, o problema será meu e com o tempo se irá resolverá. Deixo-te o meu post scriptum, deixo-te e vou caminhando, passo a passou ou degrau a degrau, como queiras. Vou sim, lembra-te que da minha génese é o meu post scriptum, ou talvez o teu que em pensamento ligas ao meu, essa situação que conta as coisas da vida. Será que as outras pessoas são assim para ti, será? Não interessa, apenas vou comer as minhas cerejas, e limpar todas as poeiras, interiorizando os caracteres difusos desta amizade, que já conta com bastante tempo. Por mim, é eterna, ainda que o teu silêncio se mantenha... disso não me preocupa mais. Post scriptum...

10.10.2006 - 02:42h

sexta-feira, 29 de junho de 2007

EXTRACTOS DA SIMETRIA

A palavra demasiadamente mergulhada em mim executa-me a sombra, fazendo esta cair sobre a saudade e as letras, quase simétricas envolvem-me, num novo poema, na conjugação dos brilhos. Absorvido pela grandeza escapa-me algo, talvez por ter adormecido na simetria da imagem. Entendo que por vezes dou valor aos fluidos da memória e o coração faz-se sentir pelas máculas da estranheza. Tu és estranho… ! Sempre achei isso desde a primeira hora. Tento afastar-me das determinações impossíveis e escrevo o teu nome verdadeiro numa folha de plátano, seja P., A. ou outro, entre outros tantos que tens, debaixo do mundo das palavras, enquanto nas incumbências arde uma imagem cujo rosto esbate-se no tempo. O tempo da memória consome-se enquanto digo não às tradições de uma sociedade retrógrada. Sabes perfeitamente qual a minha posição face aos fantasmas das cores do céu, esses que repousam desordenadamente nas cidades distantes. Falo-te apenas de algumas coisas… outras não interessam para o momento, umas vezes que as vozes alcoviteiras tentam deturpar as situações reais. A referência é a tua insustentável mensagem que me cravou o coração, entre o vento e o fogo, derramada na última haste em flor. Aquele amarelo ainda arde no ancestral dos meus olhos, enquanto o espírito absorve o fado, definido nas raízes das ruas íngremes. Rasga-se a palavra e faço-me ao caminho com um amigo íntimo, no extracto lírico de uma nova relação, saboreando os poemas e as flores do prado místico. Post Scriptum: Que é feito dos teus amigos? Que é feito das amizades que constróis? Que é feito? Abandonas tudo e todos, arranjas situações e partes, assim, desse modo, mudas... escreves e apagas a casa virtual, tornas a voltar... andas assim sempre! Que instabilidade, que aflição... enganas as pessoas, mentes, iludes e continuas sempre o mesmo. A tua felicidade, por vezes aparente também se destrói, ela desaparece... foges das pessoas que gostam de ti, é triste essa tua maneira de ser. Lamento, mas não interessa. Ainda assim, nunca te desejarei mal, jamais, pelo contrário, que te encontres bem é o que muito anseio. Agradeço por me teres facultado por algum tempo a leitura dos teus trabalhos, o que muito gostei, muito mesmo. Um abraço... é a ti que te dedico isto, sabias? Até...

31.10.2006 - 11:12h

MOMENTOS DA TERÇA-FEIRA

Na caravela que passa,
No momento que definha
Vai ela com a graça...
Na rua sozinha.

Carruagem a correr
Que me transporta assim
Veloz, sem dizer
Porque corre assim.

Olhando a paisagemDeixo-me
levar...Entender a miragem
Neste circular.

Escrever um poema...
Do meu ser nu!
Seja ele o tema
Ainda que dilema
Mostrar o cu...
Cordilheira do agreste,
Vulcão do interior...
Montanha rupestre
Sorriso do amor.

Glória sem remédio,
Elevador do arrepio...
Feito para aquele prédio
De silêncio que sentiu.

Dilacera o sentimento...
Sem lógica encontrar!
Corrói o pensamento
Não deixa pensar...
O ódio que sustento.

Pedaços de nuvem...
Atravessam o caminho
As minhas propriedades
Rasgam o meu ser
Cobrem o meu corpo
Bebem o meu leite
Enquanto adormecer.

07.11.2006 - 06:19h