Passos, sentidos que se prolongam, vontades que se perdem e situações que se criam numa entrega de si para ninguém.
No ímpeto do invisível lanço o meu silêncio enchendo o contorno da talha dos balouços, o lugar dos odores do sexo, onde a identidade corre nua, para lá do sentido esbranquiçado.
Os bosques guardam as delícias do crepúsculo… nesse toque profundo o meu corpo entrega-se numa rememoração divina, como que se a verdade inchasse por cada dia. O círculo divino absorve cada vez mais, este é o imortal lugar onde te guardo, com a vontade inexorável do compromisso, cada vez mais esplendoroso. O corpo do silêncio cobre-nos por cada golfada de ar que se respira. Imortal paz da alegre entrega dos sorrisos, os únicos fogos do espírito, cujas raízes seguem um interminável apaziguamento, a unicidade no modo de sentir. A serenata do silêncio aproxima-nos cada vez mais, somos no buliço do inumerável, entre os rostos perfumados, a dança eterna da memória.
28.02.2008 – 16:30h
Samuel, o Ventoso
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
domingo, 27 de janeiro de 2008
CALOR DAS SOMBRAS

No mais simples dos nomes,
Nos ecos da memória…
Sustentam-se encantos,
Realidades de força maior!
O endeusamento do aqui
Esta dimensão que soa…
Nas ilhas do sabor, sem fim.
No mapa da minha rua…
Surge a tua! Surges,
Os momentos são diálogos
Brilhos que se adivinham
Na comunhão dos relógios.
Respiro o calor das sombras,
Dança apocalíptica das rodas…
Linguagem dos nomes,
Acaso e rumos… longo destino.
Tenho medo… estou só!
Guardo no corpo o vazio da verdade,
Gemidos que não escrevo…
Apenas mudança do mar
Tomo de novo aquela saudade
Qual beijo que me fez navegar.
27 de Janeiro de 2008 – 12:01
Samuel, o Ventoso
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
NOITE QUE NOS ABRIGA

Veio a noite e fui transportado para outro lugar, o menos habitual, claro, com novos amigos e sempre a abrir, novas frontes, rostos lindos e paisagens deslumbrantes. Fantástico! Como é bela a paisagem, ficar ali a contemplar toda uma situação inigualável. Para ti, um beijo com um molho de flores entre tantas, rosas, orquídeas,(a minha preferida, adorava desde puto da escola) lírios, cravos, malmequeres, açucenas e essas todas que tu já conheces. Excelente a noite que nos abrigou, que nos envolveu, com todas as vertentes das cores, pormenores que só nós sabemos, como se o tempo se mantivesse assim por toda a eternidade, claro, a nossa música é a nossa comunhão, onde os corpo se completam e entendem muito bem, feitos para o lugar do prazer, apesar de toda a duração ser uma ilusão de tempo. Não me consigo separar de ti assim de qualquer outra forma, nem tu de mim, ainda que tarde, fez-nos o tempo um para o outro, numa promessa ainda maior... a nossa casa, na rua dos nomes, dos conceitos, das virtudes e da excelência, faz deste cantinho o marasmo de todas as sensações, ainda que existam fronteiras e silêncios por vezes acomodados no coração sensível. Vamos para a outra margem uma vez mais, fico lá o tempo que entendas, sem mais preocupação...
22.01.2008 - 00:03h
Samuel, o Ventoso
domingo, 20 de janeiro de 2008
UM PEDAÇO DAS FORMAS

Ficam sempre restos daquilo que tinha pensado em dizer-te, só me foi possível escutar um pedaço das formas que tinhas preparadas, tirando isso, todos os dias são lindos, cada um melhor do que o outro. Hoje foi exemplar e foi muito bom tomar café contigo no mercado negro, a tua simpatia fez-se sentir de uma maneira bastante agradável. Amanhã será um dia lindo e podemos também tomar café.
20.01.2008 - 00:57h
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
DISPERSO NO CÓSMOS DO SILÊNCIO

Quntas situações não ficaram por dizer? Hoje pensei em ti, em todas aquelas coisas que deixaste em aberto e escrevi uma outra mensagem para te enviar, mas, nesse preciso momento não o tive coragem para fazer! Achei que não fazia mais sentido, que tudo o que te dissera já havia sido sepultado e nada mais do que o universo, apesar de ainda encontrarmos as luas e todas as outras caminhadas.
Lembro-me de ti, por vezes isso acontece! Ainda leio os teus escritos, ainda te ouço ao meu ouvido e guardei o teu olhar no meu, na memória. Guardamos coisas assim desta maneira. Tudo era tão belo! Hoje foi mais um dia com algumas novidades, algumas coisas que me fizeram pensar. Todos os dias aquela vontade de pensar toma-me, faz-me escrever, dispersa-me por outras ruas, outras casas, outros lugares que não conheces. Existe ainda tanto por conhecer... a vida é mesmo isto, entendo que não é preciso e à procura daquilo que já se tem a certeza que é inevitável! Sabes do que estou a falar? Sim, isso mesmo. A morte. Não é preciso adiar a vida para seguir rumo a ela, é uma coisa que já está garantida e nesse dia ela toma o seu lugar no nosso corpo. Isto é inevitável, nada a fazer. Que coisa aborrecida... depois fica tanto por fazer e o cósmos continua com os seus movimentos e a dirigir-se para onde nunca ninguém sabe. Estamos a caminho, toda a gente, mesmo aquele que não quer ir e que nem diz nada. Vamos e continuaremos a ir... agora vou dar uma volta sem destino porque este spyware já me está a aborrecer! Outras coisas também são muito aborrecidas. O que interessa agora é que vou ouvir a minha música e no silêncio do cósmos procurar-te... fico assim a noite contigo, até ao momento que as partes se tomem em completo sono.
16.01.2008 - 21:30h
Samuel, o Ventoso
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
MAIS BELOS E TOTAIS

São sempre belos os teus olhos, essas forças que procuras fazer chegar até mim, tudo isso é força que se soma à minha e faz de mim algo que ainda não te sei dizer. Digo-te um dia acaso esse dia venha acontecer, no nosso espaço, o mais belo de todos os espaços que até hoje conhecemos... ficam as nossas flores que embelezam a nudez do corpo, por cada vez que se mistura. Misturamo-nos com todas as forças que fazem de nós o que somos e seremos para todo o sempre, na unidade de sermos um, um amor com a mais bela cor entre as cores e o som mais refinado entre a harmonia e a sedução. Nos patamares do céu seremos eternidade...
10.01.2008 - 21:24h
Samuel, o Ventoso
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
LAIVOS DA OUTRA UNIDADE

Entre cores, entre laivos de amor e metáforas dos nomes rebuscados, encontrei o teu por outros mundos, agora bem diferentes. Tomo na noite a entrega que o corpo oferece, sem reservas, sem limites e escuto docemente a tua voz, o teu recado... acolho o teu pedido e adormeço. Envolvo-me nos restos da outra vertente, aquela que tinhas guardado para mim... caminho para o vermelho, nessa cor permaneço para que nos possamos tornar sol.
Ficam laivos de mel, com as tintas da eternidade, essas que escrevem o meu corpo e unificam o agradável da existência. Somos unidade mais profunda em casa segundo... e cada orgásmo se torna único, construíndo outra unidade, um pouco mais a nosso modo, a maneira original de sermos entre todos os búzios e as anémonas que decoram o fundo do mar, na noite estia. Restam os laivos da outra unidade...
08.01.2008 - 22:40h
Samuel, o Ventoso
domingo, 6 de janeiro de 2008
NAS ROTAS DO TEMPO SEM TEMPO

No limite do tempo escuto a tua voz, o teu sorriso e a plenitude do corpo que se une ao meu pela comungação de todos os sentidos, mesmo aqueles dos quais nunca te falei... vou falando.
Belo espaço entre outros espaços e assim o sentido será somente por aqui, por estas palavras e as tuas tão belas, tão cheias de sentido, onde a totalidade se envolve numa dádiva quase eterna, derramando taças de amor!
Passeio-me por aqui, por ali, para lá das estrelas, para lá dos nomes e guardo os vossos nomes, o teu e os outros nesta rua, com as estrelas da minha loucura e foi assim que me tomei neste caminho por ti, desde a antiguidade, em de mil delícias talhadas.
06.01.2008 - 22:39h
Samuel, o Ventoso
Ver: O menino G ; Sem tabus
sábado, 5 de janeiro de 2008
ENERGIAS DO EFÉMERO

Não sei se isso me diz alguma coisa, essas forças passaram a tomar lugares diferentes e o meu mundo tomou uma outra estação para sintonizar. Entendo hoje essas passagens com um outro olhar, depois de ter perdido a vontade do dia anterior, onde escrevi um outro nome que agora não te posso mostrar. Tudo é tão efémero, tão vazio, apesar das cores ainda se sustentarem no seu grau absoluto. O absoluto é uma ilusão, contudo ainda creditas nele... eu apenas me rendi a tudo isso, deixando o restante ao sabor dos deuses, esses que não deixas de inventar. Nada me pode saciar neste momento apesar do dia de chuva me prender ao meu cubículo. Um fresco húmido acompanha a situação, promove um outro gesto que se acende lentamente enquanto escrevo a mensagem para te enviar assim que tiver oportinidade...
Sinto-te como se o momento fosse continuo, apesar das outras energias se esvairem entre as veias, entre as artérias e os sorrisos que já não te posso dar...
05.01.2008 - 19:37h
Samuel, o Ventoso
domingo, 30 de dezembro de 2007
MUDANÇAS ABSOLUTAS E TERRÍVEIS!

Cheguei aqui, olhei, confrontei-me com a realidade e fiquei velho! Fiquei quase no fim, o fim que parece perder o nome, entre esses nomes que escreveste um dia, mesmo antes de falar comigo. Somente tu! Veio a noite e chegou a manhã. Acordei cedo, muito cedo, com algo esquisito, confesso que muito estranho.
Na manhã mansa cheia das coisas que ninguém entende, ainda penso em ti, como se isso foi importante! Poucas são as coisas importantes... As formas como penso em ti atingem proporcões que ninguém entende, são apenas formas imediatas da existência no seu respectivo lugar de um fim fechado. Fecho-me no momento de reflexão, no lugar sagrado e quero adormecer, talvez escrever as últimas palavras antes de me despedir definitivamente. Tenho um pressentimento e não te posso dizer mais nada e tu levantas as tuas conjecturas, essas que não passarão disso.
Passagem ou passagens, um cigarro que se queima entre tantos, assim é a vida, este cigarro que também chegará o fim porque o seu vigor cessou a alimentação!
Mudança, um novo ano está a chegar, muita coisa para acontecer... mudanças terríveis e absolutas, essas que encerram todos os meus princípios anteriores. Falo depois se tiver tempo...
30.12.2007
Samuel, o Ventoso
sábado, 29 de dezembro de 2007
O MUNDO E A CIRCUNSTÂNCIA
(versus felicidades para 2008) - a todos Feliz Ano de 2008, são os votos do Samuel, o Ventoso

O mundo e a circunstância pela qual passamos a ser o que somos... somos sendo na situação de todas as causas! As voltas da vida, tomadas no tempo com ou sem, nos tempos, nas verdades puras enquanto não se precisa da mentira, vão sendo... o mundo e a circunstância de cada qual, os movimentos e os pensamentos, tudo são formas de encurtar a vida ou antecipar o silêncio. O relógio vai marcando as horas, passo a passo, a vida encurtando pelas contas do tempo, com sorrisos ou lágrimas, mas, tudo caminha para o mesmo fim, mais feliz ou infeliz, o fim é igual, o geral global, total! Curvamo-nos diante do nada... e nesta realidade imutável o que resta enquanto se está por aqui é aproveitar a vida para afugentar esse maldito nada que se quer apoderar do ser. Duas vertentes, o ser e o nada, como o dia e a noite... os polos da existência.
Os anos correm, tudo corre e em breve mais um ano chega, com todas as suas forças, as formas de presença e possibilidades de percepção, com mais ou menos brinde. Eu, tu, ele e todos caminhamos para o lugar e o lugar não é de ninguém, por enquanto vamos brindar se a saúde o permitir. A ilusão tenta distorcer as coisas, as realidades, as pessoas em si, mas, não serve de nada! É mesmo... lentamente tudo se vai transformando, até o corpo, com pequenos pormenores até às realidades bem visíveis. E o humano o que continua a fazer? A ignorar, porque tem imenso medo das situações, prefere destruir-se antes de ser destruido pelo tempo. Crê que não crê em Deus ou em alguma coisa... antes acreditava nessas coisas, agora vejo que tudo isso não serve para nada, é apenas um estado passageiro de ilusão; pelas ilusões, algumas pessoas são mais felizes, porque não lidam com a realidade crua e nua, talvez seja melhor viver no faz-de-conta! Será mesmo? Não sei o que é melhor ou pior, apenas sei que aos poucos me vou transformando e conduzindo-me para o nada, esse onde repousam os meus ante-passados. Doloroso pensar nisto para uns, para outros é a ordem da vida.
A noite consome-me, tomou-se de insónia, veio fazer com que escrevesse estas linhas para ti, também não sei muito bem o porquê, mas continuo por aqui... e logo tenho tanto por fazer. Depois de tomado no silêncio já nada mais tenho para fazer, fica tudo feito. Tome-me a noite no seu silêncio profundo e esse mesmo silêncio um dia será o teu também.
29.12.2007 - 03:51h
Samuel, O Ventoso
A todos os meus amigos, desejo um Feliz Ano de 2008, com tudo o que de melhor possa existir e se possível, de hoje a um ano possa dizer o mesmo para o ano seguinte. Abraços e beijos para todos.

O mundo e a circunstância pela qual passamos a ser o que somos... somos sendo na situação de todas as causas! As voltas da vida, tomadas no tempo com ou sem, nos tempos, nas verdades puras enquanto não se precisa da mentira, vão sendo... o mundo e a circunstância de cada qual, os movimentos e os pensamentos, tudo são formas de encurtar a vida ou antecipar o silêncio. O relógio vai marcando as horas, passo a passo, a vida encurtando pelas contas do tempo, com sorrisos ou lágrimas, mas, tudo caminha para o mesmo fim, mais feliz ou infeliz, o fim é igual, o geral global, total! Curvamo-nos diante do nada... e nesta realidade imutável o que resta enquanto se está por aqui é aproveitar a vida para afugentar esse maldito nada que se quer apoderar do ser. Duas vertentes, o ser e o nada, como o dia e a noite... os polos da existência.
Os anos correm, tudo corre e em breve mais um ano chega, com todas as suas forças, as formas de presença e possibilidades de percepção, com mais ou menos brinde. Eu, tu, ele e todos caminhamos para o lugar e o lugar não é de ninguém, por enquanto vamos brindar se a saúde o permitir. A ilusão tenta distorcer as coisas, as realidades, as pessoas em si, mas, não serve de nada! É mesmo... lentamente tudo se vai transformando, até o corpo, com pequenos pormenores até às realidades bem visíveis. E o humano o que continua a fazer? A ignorar, porque tem imenso medo das situações, prefere destruir-se antes de ser destruido pelo tempo. Crê que não crê em Deus ou em alguma coisa... antes acreditava nessas coisas, agora vejo que tudo isso não serve para nada, é apenas um estado passageiro de ilusão; pelas ilusões, algumas pessoas são mais felizes, porque não lidam com a realidade crua e nua, talvez seja melhor viver no faz-de-conta! Será mesmo? Não sei o que é melhor ou pior, apenas sei que aos poucos me vou transformando e conduzindo-me para o nada, esse onde repousam os meus ante-passados. Doloroso pensar nisto para uns, para outros é a ordem da vida.
A noite consome-me, tomou-se de insónia, veio fazer com que escrevesse estas linhas para ti, também não sei muito bem o porquê, mas continuo por aqui... e logo tenho tanto por fazer. Depois de tomado no silêncio já nada mais tenho para fazer, fica tudo feito. Tome-me a noite no seu silêncio profundo e esse mesmo silêncio um dia será o teu também.
29.12.2007 - 03:51h
Samuel, O Ventoso
A todos os meus amigos, desejo um Feliz Ano de 2008, com tudo o que de melhor possa existir e se possível, de hoje a um ano possa dizer o mesmo para o ano seguinte. Abraços e beijos para todos.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
NATAL NA RUA DOS NOMES

Penso no Natal, nos sonhos que se desvelam, nas vontades que se pincelam e em tanto mais que se omite. Fica tanto por dizer, aquilo que escrevo parece ter perdido o sentido, ficou fora de prazo e contigo este momento ficou repartido. Natal? Um nome entre tantos nomes aqui na rua, lá nas outras ruas não sei como andam as coisas, simplesmente estão pela sua ordem de estar. Será que tu também estás? Onde estamos afinal? Não sei... deixa-me pensar, deixa-me olhar a cidade, tomar-me de tudo o que de bom existe e ficar com a alegria de pelo menos estar na rua.
Deixo-te o meu presente, deixo-te toda a minha emoção, deixo-te aquilo que somente para ti sei deixar, o carinho que se renova sempre em todo o sempre e por ser somente para ti! Deixo porque continuas a ser especial, como tudo o que de bom existe... para ti e para todos, um Santo e Feliz Natal.
24.12.2007 - 15:10h
Samuel, o Ventoso
sábado, 22 de dezembro de 2007
DESENHO QUE DILACERA

A palavra ficou tomada no lugar indizível, com a distância das fibras paralelas, enquanto te deitas a adivinhar dos lugares do esconderijo, isso que inviabiliza a minha forma de ser, tudo isso que constitui a condição humana, pelas forças que não têm nome. A penúria das palavras é a eclosão inaudível, ligada aos fenómenos estranhos, esse desejo flamejante que entrelaça o corpo e o futuro da existência.
O incorpóreo da viagem é um susto delineado, por movimentos que se vão empacotando, lentamente, no glaciar da preservação. Tomamo-nos na eternidade inacabada, com o perfil das democracias e todos os fluxos que consagram o diálogo. Na inércia de mim mesmo escuto o teu sermão surdo, enquanto te espero e não vens! Apenas um passeio de situação e desculpas, sempre as mesmas histórias que se continuam a repetir, como se o sentido procurasse o seu escondimento nos filtros. Estou aqui mas não sei porque estou, apenas estou no modo de estar, no intervalo dos outros modos. O riso escapa às variáveis temperaturas e a mentira segue a outra vertente. Não sei o que se passa, não me apetece falar… a tarde um dia destes será maior, entre a postura árida.
Depois das tuas conversas, senti que todas as minhas posturas são inúteis para ti, senti e agora não tenho mais vontade para dizer o quer que seja! Entendo que entendes isto muito bem e a ausência é a melhor das formas para selar a situação inacabada. Pintamo-nos de mil cores, não fique uma sequer sem ser alterada, é necessário profanar os labirintos porque a espera ultrapassou os limites talhados. Estou doente! Existe uma gotícula de orvalho na minha alma, o silêncio maléfico ante o sangue que organiza. Temperamento fétido, por um vácuo intempestivo, ao pulsar que dilacera e assim o desenho expande… continuo a acreditar que ainda é possível acreditar.
22.12.2007
Samuel, o Ventoso
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
A UM AMIGO DE ALGUNS TEMPOS

Nestes dias falei com um amigo de alguns tempos, ele que sempre foi uma pessoa agradável desde a primeira hora. Veio por aqui e encontrou a porta fechada... disse-lhe que não se tinha passado nada, apenas precisava de parar um pedaço, descansar e meditar acerca da minha postura nestas coisas da blogosfera. Contudo, disse-me que eu é que sabia! Sim, claro e as atitudes são sempre de quem as pratica.
Agora, abri novamente a porta, podes entrar e servir-te do banquete, tomar o cálice da renovação da amizade, dos belos sentimentos e de tudo o que possas considerar de bom, isso que tomas por agradável. Faz tempo que ando para visitar o teu espaço, o teu cantinho do coração e deixar lá umas palavras... não esqueci, está lindo e com bom gosto. Isso é bom. Continua assim, continua sempre porque o sempre só existe enquanto quiseres que exista. Tomamo-nos no tempo e ele conjugará todas as hipótses servindo sempre alguma... por esta rua, tens sempre imensos nomes, o teu está registado e as melodias vão aprimorando o lugar sagrado do interior. Conjugamo-nos por metáforas e um dia por epitáfios na casa da eternidade...não é disso que te quero falar, porque esse silêncio tumular, apenas me faz derramar uma lágrima e a saudade impera sem que algo possa remediar o quer que seja. Para ti, amigo, deixo-te o meu abraço e sempre o bom acolhimento... nesta quadra onde se comemora o Natal, faz algo de bom, algo de especial para alguém que gostes mesmo e deleita-te na profundidade do que agrada. Fica e nunca partas para sempre, porque o sempre um dia surgirá, ainda que não queiras... agora quero-te aqui. Fica, continua a ficar e depois também...
17.12.2007 - 12:25h
Samuel, o Ventoso
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
PELAS VITRINES DA NATUREZA
A verdadeira luz da felicidade opera lentamente, o assentimento é suave e todas as medidas se ajustam no seu momento por alegrias infundáveis que tomam os tentáculos do amor.
Tomado pelo sol, pela brisa circulo por outras terras, sempre num convite a conhecer sempre algo mais, onde aos poucos e poucos me vou adaptando por uma entrega justa, ainda que temporária. As forças da vida são estas mesmo com que consegui fazer de mim uma nova pessoa, despreocupada com o que jamais pudera fazer sentido, o sentido descortinou-se numa outra postura, aquela que por vezes nunca parecia acontecer. É manhã e sinto-me tão bem, apresso-me para ir rumo ao trabalho, ainda passo pelo café, dou uma olhadela às vitrines da natureza e embelezo-me de sorrisos triunfais, tal como aquele que ontem fiz passar de uma forma bastante agradável, difundindo a minha boa disposição em quadras, versos de rimar e oferecendo a boa disposição.
Mais uma semana e venham sempre mais semanas porque a vida é curta e as semanas continarão.
Agora tomo a verdadeira luz e nessa mesma luz, continuo a ser luz para ti... abraçamo-nos e chegamos aos propósitos que antes houveram ser bastantes almejados. O meu sorriso ilumina o teu átrio e a tua boa vontade ampliará todo o bem estar...
10.12.2007 - 09:07h
Samuel, o Ventoso
Tomado pelo sol, pela brisa circulo por outras terras, sempre num convite a conhecer sempre algo mais, onde aos poucos e poucos me vou adaptando por uma entrega justa, ainda que temporária. As forças da vida são estas mesmo com que consegui fazer de mim uma nova pessoa, despreocupada com o que jamais pudera fazer sentido, o sentido descortinou-se numa outra postura, aquela que por vezes nunca parecia acontecer. É manhã e sinto-me tão bem, apresso-me para ir rumo ao trabalho, ainda passo pelo café, dou uma olhadela às vitrines da natureza e embelezo-me de sorrisos triunfais, tal como aquele que ontem fiz passar de uma forma bastante agradável, difundindo a minha boa disposição em quadras, versos de rimar e oferecendo a boa disposição.
Mais uma semana e venham sempre mais semanas porque a vida é curta e as semanas continarão.
Agora tomo a verdadeira luz e nessa mesma luz, continuo a ser luz para ti... abraçamo-nos e chegamos aos propósitos que antes houveram ser bastantes almejados. O meu sorriso ilumina o teu átrio e a tua boa vontade ampliará todo o bem estar...
10.12.2007 - 09:07h
Samuel, o Ventoso
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
NA AMPLITUDE SEM NOME
Uma voz que se edita na eternidade, num lugar que ninguém descreve, no reino das vozes onde te perdes, descrendo o vazio que amplia lentamente. Vazios existem muitos, sim tantos, imensos. Pouco disso não serve para nada, apenas aborrecer... Não sei daquela voz que tomava todas as verdades primeiras. Tu ficas na amplitude sem nome... nada parece o mesmo que aqueles dias descreviam, apenas me perdi no caminho e segui sem rumo, por distâncias que não podes considerar. Ficas apenas na amplitude dos teus pensamentos, onde me perco sem te ver. Não consigo chegar ai, nem sei o porquê destas coisas, estas que se vão tomando assim, lentamente, sem que entendas nada do absoluto. Na amplitude sem nome escrevo outros nomes, alguns deixo-os seguir, lentamente, se que tudo isso sirva para alguma coisa. Por onde andas? Será que estas? Não sei não... vamos estando. Um dia o tempo tomará em sia sua realidade perdida, tal como neste momento estou, este estado temporário de querer tudo e nada quer. Para que serve tudo isso? Já percebi acerca das inutilidades, essas realidades que deixo ficar. Vamos ficando, eu vou e não sei mais por onde optar.
Coimbra, 30 de Novembro de 2007
Samuel, o Ventoso
Coimbra, 30 de Novembro de 2007
Samuel, o Ventoso
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
NUM ÚNICO VIVER
Uma rosa que te ofereço, enquanto espero a tua entrega, o teu beijo que rompe o meu e a verdade que une a eternidade dos corpo num abraço!Espero-te no cais de todas as promessas enquanto tudo flui pelo rosto do mar, nesta noite... neste momento. Sim, tu, pureza linda de voz meiga, que me pedes um beijo, num fogo mais poderoso a um convite que amplia a minha ansiedade.
Obrigado... vamos tomar a noite e acolhermo-nos nesta verdade que começa agora. Vou pela rua, vou pensando a tua existência, o teu lugar... tudo isso que guardas para mim, nessa vontade mais profunda e forte. Somos e continuaremos a ser a entrega para um único viver... a rosa do mar que dança na noite, a nossa noite plena.
28.11.2007
Samuel, o Ventoso
terça-feira, 27 de novembro de 2007
MANSAMENTE TOMO-ME EM TI

Dia lindo, cheio de sol, encantos e mil fantasias lá fora ... sabores que se tomam um a um, nesta estrega feliz, neste concerto de sons, nesta promessa de maior luz e porque o teu sorriso é sempre brilhante, aumenta toda a fogueira do bem estar, em hinos de beijos e sonhos de amor ainda mais amplo. Entendo que todo o teu entender é fugaz, que as metades do desejo aumentam lentamente, num projecto mais forte, mais total, mais longo. Sou contigo a eterna promessa dos encantos que desenhaste no meu corpo, desde a noite ao amanhecer, por tudo o que se desvelou enquanto o nosso olhar nos aproximou. Somos assim, totais, rasgando as gotículas de chuva que nos cobrem... mansamente.
27.11.2007
Samuel, o Ventoso
domingo, 25 de novembro de 2007
UM DESENHO DE NATAL

Depois falamos... será que ele está a chegar? Olha, falta precisamente um mês! Sempre a mesma coisa! Qual o verdadeiro significado e para que serve? Vou pensar...
Entretanto vou fazendo uns desenhos para entreter, matar o tempo, porque não há mais nada para fazer e esta vida assim é um tédio. Hoje não me apetece falar com ninguém... creio que depois passa.
25.11.2007
Samuel, o Ventoso
O RESTO VEM A SEGUIR

o resto vem a seguir... será que vem mesmo? E o que vem tem algum interesse? Olha que não sei. Sabes, estou um pedaço cansado precido parar por algum tempo ou então seguir por outros caminhos. Tudo isto já não preeche o meu vazio, este que todos os dias vai sendo maior. Agora o que me apetecia era dormir, sim dormir profundamente e esquecer tudo. O resto vem a seguir... isso é que é pior, depois toca o telemóvel e aquelas cenas todas. Que seca! Huff, bem, deixa ir dar mas é uma volta!
25.11.2007
Samuel, o Ventoso
DECLARAÇÃO DE AMOR HOMOSSEXUAL

ATENÇÃO: Este post é diferente! Sim, diferente porque foi sugestão de alguém que me adicionou na Rua dos Nomes, que fez questão de colaborar! Depois de uma conversa no msn, a pessoa em questão escreveu o texto que se segue, cujos nomes são fictícios. Muito interessante a experiência. Venham mais sugestões. Uauuuu cada vez sou o puto mais maluco da rua…
“Declaro que eu, Joaquim André Barbosa, portador do B.I. solteiro para sempre, residente da Travessa dos amores imperfeitos.
Para este efeito declaro-te a Gonçalo Filipe Oliveira, que não te vou ser fiel para toda a vida. Prometo viver contigo todos os nossos momentos homossexuais como se fossem os últimos. Prometo fazer coisas menos apropriadas, entre nós não vai haver só beijinhos e abraços, vai haver também broches e essas coisas que tu muito gostas.
Contudo enquanto formos namorados, vou tentar ser-te infiel, mas não garanto nada pois pode haver alguns acontecimentos inesperados e eu fique fiel para toda a vida ( o que será um enorme desgosto, pois eu sou bom de mais para ti). Eu sinto-me mal contigo, sinto um ódio por ti que nunca senti por ninguém. Odeio-te do fundo do meu coração. És a pessoa a que o meu pénis pertence ( só para fazer sexo). Por isso declaro-te, Gonçalo Filipe Oliveira, meu prostituto para sempre.
P. S - Enquanto fores meu prostituto tens de tratar das tarefas de casa e da tarefa de satisfazer os meus desejos sexuais todos os dias.”
Assina: Luz dos Dias
25.11.2007
Samuel, o Ventoso
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
ENTRE AS ENTREGAS DO PRAZER
Entra dentro de mim, dissolve-te no meu ser, vai até ao fim, procura comigo o máximo de prazer... toma totalmente o teu orgasmo na minha alma, entra devagar, com subtileza e profunda calma.Vem, mansamente tomar do meu sabor, pela rua dos nomes, entra com o nome do amor e absorve o total prazer da vida, na fragância excelsa desta flor... a rosa para o teu fulgor.
Tomo-me para ti com a vontade de todas as entregas, mesmo aquelas que pareciam longínquas... essas que agora são totais para a festa do prazer eterno... Cumplicidade entre as entregas do prazer.
A fonte da vida toma-nos diferentes, e nesta entrega de ainda querer mais, procuro incansavelmente por ti, por vezes até parece que não consigo ver absolutamente nada, tendo de traçar uma rosa, uma rosa e escrever um poema, uma prosa... algo diferente, como tudo o que possas pensar! Continuo a pensar em ti, desde hermes até ao deus baco. Deixa-te tocar, envolve-te e sente, sente tudo até ao fim para que tudo em cada tempo seja mais belo, tão belo quanto o propósito de teres encontrado o mel do complemento.
Deixa uma mensagem, entra no lugar sereno, absorve a pureza e faz-te desejar cada vez mais e serei teu... Hoje o dia tem mais cores e tu provavelmete vieste tornar ainda mais belo tudo o que estava tomado pela natureza, porque és a natureza que anseio...
23.11.2007
Samuel, o Ventoso
Ver: GayLuso
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
TALVEZ SEJA ILUTRAÇÃO DO ACASO

O toque do teu ser invade a minha essência, tomando-me na plenitude do corpo, nas entranhas de uma doçura implacável, igual ao teu nome, esse que pronuncias ao meu ouvido.
Nada no dia, nada na noite, apenas ilustrações, estas que deixo para ti, porque todas as outras ultrapassaram o prazo de validade. Validades! Tu és a própria validade, o sorriso e o preechimento das coisas que fazem sentido, ainda que os licores enformem tão docemente. Deixo-te as sementes do acaso onde não te encontro e o que encontro nada me pode dizer! Incrível a tua postura, apenas teclas, com uma verdade pouco convincente, tendo em conta o que parece preencher a minha alma... tudo continua na mesma. Talvez seja ilustração do acaso... entre outras formas que aprecias e que se perdem no silêncio e na ausência. Sou doce, tão doce que não poderás conceber assim a minha doçura, entre as ilustrações que se redimem...
Na procura efusiva, parece falta algo e o prazer é como uma bomba de sensações, somente tu encontras em mim aquela que te preenche. Ilustrações... talvez seja a ilustração do acaso.
Agora, ficam pedaços de sensibilidade, encontros de palavras e harmonia do som, entre as lacunas opalinas do silêncio... pelas outras fontes que não sabes expressar, tudo isso fica para outra altura, talvez essa que por tarde em demasia, esgote todo o significado, esse que as cores lhe tinham atribuído.
22.11.2007
Samuel, o Ventoso
Olhando as Ilustrações...
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
AMPLITUDE DOS ESPASMOS

Nas escadas inertes senti o adeus desenhar o relento, cheio de versículos bíblicos como se isso ainda me dissesse alguma coisa, não tivesse eu ficado cansado pelo atordoado da hipocrisia da religião de epitáfios, essa para onde me puxaram, naquele tempo de olhos vedados a um sol negro tomado pelo silêncio abrupto que fazia correr da memória o sangue do bem estar! Senti os espasmos, toda a descodificação que me conduziu para outras brumas. O degredo somava-se ao medo pelas formas hirtas da demência, no relento do sangue que nasceu comigo, outro ficou na romaria do esquecimento, entre os lamentos da chuva e da cidade fria. A memória guardou o verbo da morte, a relíquia indizível da frota dos ditos eruditos. Fico-me na rua imaculada, com a saudade das horas, no nome congeminado a apetecido pela resposta guardada. Não ignores o que te poderá vir a ser bastante útil, a noite é apenas passageira e logo depois tomo-te na claridade da semente prolongada, às vezes indefinida… mas nos braços do desejo, outros desejos se somarão. Fico-me por aqui nesta dança e recordo-te entre a greta do mar e a limpidez da amizade sempre doce.
21.11.2007
Samuel, o Ventoso
terça-feira, 20 de novembro de 2007
CONTORNOS DA TARDE FACE AO CAFÉ

O tempo mudou um pedaço, surgiram murmúrios de lados que não sei, palavras dos amigos, pensamentos profundos continuaram a fazer de mim um ser estranho, como disseste naquele dia! Café sempre à espera, um escrito por aqui, outro por ai! Convidei um amigo para tomar café, contudo, ao chegar ao local em causa, já lá estava... conversamos, foi bastante agradável. Sim, o espaço também é acolhedor e vou lá imensas vezes, imensas mesmo. No fim desejei pagar o café, ele não quis! Achei estranho... engoli e por já lhe ter pago o café, tive de receber dele o dinheiro do respectivo café! Enfim... fiquei com um nó na garganta e vim para casa todo triste, antes passei por outro espaço, no inutíto de secar a lágrima escondida. Acontece-me com cada uma... agora vou por caminhos sem rumos, talvez fique melhor! Quando me sinto preterido o melhor é deixar de dar a importância suprema a quem não merece. O que fazer? Nada! Tudo se resolverá... e novas situações tomarão em mim preechimentos ajustados, como ler um livro, ver um filme, fazer fotos ou até conversar com outras pessoas. Ando um pedaço desiludido. Ontem foi um dia de bastantes experiências que me levaram a concluir isso... não posso falar mais!
Em breve tenho novidades, continuo a escrever o livro que te havia dito, num destes dias vais encontrá-lo nas bancas, sei que não é nada fácil, mas não é impossível.
Bem, neste momento preciso de gritar... para aliviar a tensão e não é só comer chocolates. Também um repouso nos lençóis não será uma má ideia para esquecer-me dos contornos da tarde face ao café e ingratidão da situação caricata. Enfim... aparece com cada uma...
20.11.2007
Samuel, o Ventoso
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
ANIVERSÁRIO DO SAMUEL

Acordei cedo, como de costume um bom banho para colocar as ideias no sítio, tornear-me com espuma pela minha pele macia e sensível. Água abundante, depois tratar de cortar a barbinha e ficar bem lindo. Uma toilet bem adequada, um pouco diferente e a seguir uma música para me fazer sentir bem. O dia está a começar, apesar da chuva que começou a fazer-se sentir lá fora. Não faz mal, os programas não irão deixar de se cumprir, apesar de preferir estar deitado na cama. Cá vou eu eh eh eh hoje é o Dia do meu aniversário.
Sem palavras. Um dia em cheio, todo passado em Lisboa, no Oriente, visual novo, longa metragem e cuidado nem vos passa pela cabeça. Claro que recebi prendas, roupas, livros e até o almoço me foi oferecido. Bom... bom é pouco, estava muito bom mesmo e a companhia também foi excelente. Adorei. Foi assim almoçar fora e o resto ainda está para vir... hui...
A noite está cheia de mistérios e ficar em casa não faz nada o meu jeito. Sim, sabes que hoje não escrevi praticamente nada, contudo penso que o dia tem sido muito bom mesmo. Ando completamente incontactável, pelo menos não pareço uma barata tonta a atender os telemóveis. Os meus amigos têm muitas formas de me contactar e de estar comigo e aqueles que já não faziam e que só agora o fizeram, somente para fazer número, pois, também não vejo nisso muito valor. De qualquer modo, todos estão no meu pensamento. Beijinhos muitos, muitos mesmo e desejo-vos o dobro de tudo o que me desejarem. Faz favor de ficar bem... beijinhos!
19.11.2007
Samuel o Ventoso
domingo, 18 de novembro de 2007
CAMINHOS A PERCORRER

Uma rua enorme, imensas verdades, locais a decifrar e imensos caminho a percorrer. Um Domingo em cheio, sempre a abrir, depósito do carro cheio e andei de terra em terra, de rua em rua, de lugar em lugar! Adoro fazer estes percursos por terras de Portugal! claro, as imensas fotografias não faltaram, foi mesmo até a bateria acabar. Amei.
Não ficarão alguns sitios para trás? Bem, certamente outros dias virão. Peniche estava mesmo bonito. Amei! E agora? Outros atalhos... Não sei por onde começar e a casa parece-me ter lá alguém! Vamos? Ah ah ah ha ... Nada de ficar assustado, nem nisso pensar, eu apenas estou a descansar um pedaço para ganhar mais energias para que assim amanhã possa fazer uma visita como deve ser à Capital. Amanhã é outro dia mais interessante e cheio de novidades. Provavelmente não estarei para ninguém, muito menos em casa. Boa? Falamos depois. Vá beijinhos e nada de parvoices, porque quem tem as parvoíces todas sou eu. Caminhos a percorrer e envolvimento no que for mais belo... para um dia especial, como é o de amanhã, o resto nem se escreve, porque nem vale a pena. Tudo em forma mesmo. Agora vou comer um chocolate e de boca doce, dormir. Adeus e fica bem, na paz dos anjos.
18.11.2007
Samuel, o Ventoso
sábado, 17 de novembro de 2007
A FORÇA DO PROLONGAMENTO

Essas doçuras da noite tocaram o meu corpo aprimorado dos teus sabores... essas mãos tomaram a verdade que tinha para ti, com a força do prolongamento que me fez adormecer sem limites, enquanto a água corria pelas entranhas do prazer! Suave e doce foi sempre o meu corpo para ti, mesmo quando as estrelas cintilazam e a lua nos iluminava. Uma vontade acende sempre outra vontade... as nossas vontades derramam a nossa eternidade na rua e em todos os lugares onde os nossos olhares se trocaram. A força do prolongamento conduz-nos, agora apenas tenho de esperar um pouco para hora certa, contudo ainda vou comer aquele chocolate que me ofertaste no dia em que dormiste comigo. Lembras? Os outros dois ficaram no meu bolso e disseste que a sua doçura seria para te lembrar e se a saudade me tomasse, comia o outro e depois, poderia ligar para ti! Olha, vou ligar-te daqui a diz minutos, entretanto tomo o meu banho de espuma quente, com cristais... voltarás para o meu cristal com a força do prolongamento.
17.11.2007
Samuel, o Ventoso
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
MOMENTOS EXUBERANTES DA TARDE

Pulsam momentos únicos que escrevem um lugar e tu continuas a ser bem-vindo ao meu canto de momentos perfeitos, exuberantes pelo toque que somente ecoa no infinito da entrega! No meu canto encantas e deixas o encantamento, a força que enforma toda a possível entrega... desenhei a tua fronte que ficou perdida dentro da minha, tomamo-nos assim na perfeita deluição da sensibilidade, esta para a qual não tenho um nome próprio para a caracterizar, apenas senti que a perfeição não podia ter outro lugar senão aqui, na totalidade do que te disponibilizei pela sua unicidade e arremesso de desejo comum. Considero-te eternidade por minutos e todos os minutos somaram razões ao viver... viver que é viver simplesmente pelas formas enquadradas no templário da vontade, esta que sempre se acente.
Momentos exuberantes da tarde, talvez sem nome ou com todos os nomes, esses que pensas, esses que fazem dentro de ti o prazer da existência. Salpicam assim toque perfeitos de uma melodia que sabe envolvernos, que aproxima, que funde e a sua dissipação é no sono estendendo-se pelo sonho que abençoa a entrega do respouso.
15.11.2007
Samuel, o Ventoso
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
ARTICULAÇÕES DE CEREJA
Abrem-se as fissuras e surge a clivagem perfeita, entre os semblantes da memória do silêncio, guarnecendo a fronteira do nada, por uma passagem, talvez entre tantas outras passagens, essas todas que evocam formas de te mostrares.Hoje senti mais frio do que o habitual que nestes dias tem acontecido. Um dia praticamente todo fora, sempre a andar, a divertir apesar de ter falado com o pai.
Andei nas compras, frutas não faltaram, bananas e cerejas cristalizadas. Sim, cerejas, porque a cereja é das frutas que mais gosto. Já te tinha dito isso. Os telefonemas cairam com alguma frequência e como sempre a simpatia é um dos meus toques para quem comigo tem modos que prezo. Iluminações de circunstância. Hoje foram momentos dedicados à reflexão, apesar da música seleccionada e um silêncio maior parece que dissolveu a minha consciência de metal, um forte clarão que veio do lado do sol que me pareceu ausente no momento em que foi necessário.
Blogues e mais blogues e as surpresas também não faltaram... interessante observar determinados comportamentos. Colecções!
A minha inclinação celular foi votada aos pormenores do registo das mandibulas do imprevisto. Essas formas de consolidação articulam os nossos procedimentos, os enlevos da demência que o teu olhar foi capaz de construir.
Meditação profunda... cores da saudade na minha entrega por um desejo maior, esse que ficou por falar. A propósito, hoje não estive para muitos paleios na Net, nem ao msn passei, simplesmente não me apeteceu. Ah, mas as mensagens que me enviaram hoje para o telemóvel, essas foram exemplares, cada uma mais linda do que a outra. Que colecção. A todos o meu muito obrigado e bem-hajam. Adorei... amanhã temos mais, são articulações de cereja bem vermelha.
14.11.2007
Samuel, o Ventoso
terça-feira, 13 de novembro de 2007
POR LUGARES MÚLTIPLOS

O teu silêncio é a tua presença em mim… sustenta a eternidade! No teu silêncio desenho o contorno da melancolia, essa que unifica as rochas da morte. Os excedentes são ritmos descompassados, alguns ficam perto do sol, nas memórias recatadas da união… enquanto o futuro se ocupa de construir um outro silêncio, mais moderno do que todos os ofertórios da claridade negra.
Não dizes nada e a serventia ocorre pelos lugares da ferida… morres lentamente, na expressão sem forma, num inconsistente orgasmo líquido, inscrito na gaveta do quarto minguante.
Todas essas cores ascendem no montante da noite, com sorrisos timbrados e endereçados a um ritual de esferas múltiplas, onde nos encontramos, depois das palavras se reconciliarem no seu aposento. Eu e tu construímos a grande viagem da vida, ainda que por vezes, em lugares onde me sinto perdido.
13.11.2007
Samuel,o Ventoso
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