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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

AS SUAS MARCAS



O tempo deixa as suas marcas... hoje andávamos pela Batalha, observámos o mosteiro... ruas cheias de gente... caminhadas e por aqui e por ali um cafezinho. Eles estavam lá! Sim, foram à piscina e embelezaram o corpo na nudez do tempo, quase atingiram a perfeição... tudo apenas para a fotografia. As flores eram aos cabazes... cores perfeitas! Escrevemos uma mensagem, melhor uma carta de recomendação. Ficamos à espera... o frio começou a fazer-se sentir, assim de uma forma um quanto estranha. Os livros ficaram na mesa e passámos a mais um capítulo daquele sentido rebuscado.

Porto, 03.11.2016
Samuel Bastos Ventoso


domingo, 19 de outubro de 2008

LUGARES DE BREVIDADE

Rua dos nomes, o local onde podes ficar sempre...
No fôlego inabalável de tudo o que me circunda... escrevo o teu nome, ainda que seja antigo, ainda que seja duro de roer, mas sei que és tu e sei que ainda que sejas tu, dificil será manter a situação por mim almejada. O fogo consome-me todos os dias ainda que tenhas um modo especial de dizer as coisas.

No outro dia falaste-me do teu aniversário, dia cinco de outubro... confesso que apenas foi mais um e desejo que seja sempre por cada vez mais um. Sabes o que sinto por ti? Será que sabes ou queres saber isso? Não me parece! Promessas? Sim, imensas... não quiseste cumprir a tua este fim-de-semana, mas isso eu já adivinhava que era mesmo assim, como tal, nem te toquei no assunto. Talvez em breve possamos falar... penso que sim, contudo, muita coisa está por acontecer. Não vou escrever muito por aqui, outros cantinhos da rua me esperam! Vamos dormir mas entretanto vou apenas visitar alguns espaços considerados. Até já.

19.10.2008
Samuel, o Ventoso

quinta-feira, 20 de março de 2008

DE ALGUM LADO

Serei para ti em dobro sempre aquilo que tens sido para mim...
Veio de algum lado, ainda não sei de onde, apenas senti que algo chegou… do espaço ou da referência que tinhas para mim, de um lado que não te sei especificar, apenas senti o que não pudeste sentir, senti isso que não te posso falar. Não sei se me entendes, nem se me poderás entender, escapa sempre algo, sempre algo muito pessoal e que determina o que nos faz ser aquilo que somos, sendo que tudo o resto será imortal, na galáxia do tempo. Afinal, o que sobra? Simples o que te tenho para dizer, imensos nomes, demasiados e não servem para nada… neste nada quase total, deixo-te o rosto do meu nada, esse para o qual estás lançado um dia também. Sabes qual é? Entendo que não saibas e é cedo para essa percepção… um dia, acaso exista esse dia, podemos falar nas calmas, tomar a palavra e a sua profundidade. Agora, preciso espreguiçar-me, sentir o sol, relaxar o meu corpo e na suavidade tomar-me para uma longa viagem, ante o trajecto do amor e do ser. Seremos nesse dia o todo daquilo que falta… até lá então.

20.03.2008

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

MAIS BELOS E TOTAIS

No renascer do coração surgem outros corações ainda mais belos, mais profundos, mais totais e mais tudo aquilo que não te disse... Samuel, o Ventoso
São sempre belos os teus olhos, essas forças que procuras fazer chegar até mim, tudo isso é força que se soma à minha e faz de mim algo que ainda não te sei dizer. Digo-te um dia acaso esse dia venha acontecer, no nosso espaço, o mais belo de todos os espaços que até hoje conhecemos... ficam as nossas flores que embelezam a nudez do corpo, por cada vez que se mistura. Misturamo-nos com todas as forças que fazem de nós o que somos e seremos para todo o sempre, na unidade de sermos um, um amor com a mais bela cor entre as cores e o som mais refinado entre a harmonia e a sedução. Nos patamares do céu seremos eternidade...

10.01.2008 - 21:24h
Samuel, o Ventoso

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

PELAS VITRINES DA NATUREZA

A verdadeira luz da felicidade opera lentamente, o assentimento é suave e todas as medidas se ajustam no seu momento por alegrias infundáveis que tomam os tentáculos do amor.
Tomado pelo sol, pela brisa circulo por outras terras, sempre num convite a conhecer sempre algo mais, onde aos poucos e poucos me vou adaptando por uma entrega justa, ainda que temporária. As forças da vida são estas mesmo com que consegui fazer de mim uma nova pessoa, despreocupada com o que jamais pudera fazer sentido, o sentido descortinou-se numa outra postura, aquela que por vezes nunca parecia acontecer. É manhã e sinto-me tão bem, apresso-me para ir rumo ao trabalho, ainda passo pelo café, dou uma olhadela às vitrines da natureza e embelezo-me de sorrisos triunfais, tal como aquele que ontem fiz passar de uma forma bastante agradável, difundindo a minha boa disposição em quadras, versos de rimar e oferecendo a boa disposição.
Mais uma semana e venham sempre mais semanas porque a vida é curta e as semanas continarão.
Agora tomo a verdadeira luz e nessa mesma luz, continuo a ser luz para ti... abraçamo-nos e chegamos aos propósitos que antes houveram ser bastantes almejados. O meu sorriso ilumina o teu átrio e a tua boa vontade ampliará todo o bem estar...

10.12.2007 - 09:07h
Samuel, o Ventoso

domingo, 25 de novembro de 2007

DECLARAÇÃO DE AMOR HOMOSSEXUAL

Rua dos Nomes, Samuel, o Ventoso
ATENÇÃO: Este post é diferente! Sim, diferente porque foi sugestão de alguém que me adicionou na Rua dos Nomes, que fez questão de colaborar! Depois de uma conversa no msn, a pessoa em questão escreveu o texto que se segue, cujos nomes são fictícios. Muito interessante a experiência. Venham mais sugestões. Uauuuu cada vez sou o puto mais maluco da rua…

“Declaro que eu, Joaquim André Barbosa, portador do B.I. solteiro para sempre, residente da Travessa dos amores imperfeitos.
Para este efeito declaro-te a Gonçalo Filipe Oliveira, que não te vou ser fiel para toda a vida. Prometo viver contigo todos os nossos momentos homossexuais como se fossem os últimos. Prometo fazer coisas menos apropriadas, entre nós não vai haver só beijinhos e abraços, vai haver também broches e essas coisas que tu muito gostas.
Contudo enquanto formos namorados, vou tentar ser-te infiel, mas não garanto nada pois pode haver alguns acontecimentos inesperados e eu fique fiel para toda a vida ( o que será um enorme desgosto, pois eu sou bom de mais para ti). Eu sinto-me mal contigo, sinto um ódio por ti que nunca senti por ninguém. Odeio-te do fundo do meu coração. És a pessoa a que o meu pénis pertence ( só para fazer sexo). Por isso declaro-te, Gonçalo Filipe Oliveira, meu prostituto para sempre.

P. S - Enquanto fores meu prostituto tens de tratar das tarefas de casa e da tarefa de satisfazer os meus desejos sexuais todos os dias.”
Assina: Luz dos Dias

25.11.2007
Samuel, o Ventoso

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

MOMENTOS EXUBERANTES DA TARDE

Rua dos Nomes, de Samuel,o Ventoso
Pulsam momentos únicos que escrevem um lugar e tu continuas a ser bem-vindo ao meu canto de momentos perfeitos, exuberantes pelo toque que somente ecoa no infinito da entrega! No meu canto encantas e deixas o encantamento, a força que enforma toda a possível entrega... desenhei a tua fronte que ficou perdida dentro da minha, tomamo-nos assim na perfeita deluição da sensibilidade, esta para a qual não tenho um nome próprio para a caracterizar, apenas senti que a perfeição não podia ter outro lugar senão aqui, na totalidade do que te disponibilizei pela sua unicidade e arremesso de desejo comum. Considero-te eternidade por minutos e todos os minutos somaram razões ao viver... viver que é viver simplesmente pelas formas enquadradas no templário da vontade, esta que sempre se acente.
Momentos exuberantes da tarde, talvez sem nome ou com todos os nomes, esses que pensas, esses que fazem dentro de ti o prazer da existência. Salpicam assim toque perfeitos de uma melodia que sabe envolvernos, que aproxima, que funde e a sua dissipação é no sono estendendo-se pelo sonho que abençoa a entrega do respouso.

15.11.2007
Samuel, o Ventoso

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

VERDADE SEM NOME

Hoje bebi do sereno os teus sabores, por recortes da manhã, somados aos nomes da verdade primeira, neste acordar de compromisso, depois da chávena de café, como se todos os andamentos preenchessem o meu compasso, ou todas as outra entregas fossem mais do que pulsares do coração vermelho.
A história tornou-se quase perfeita depois do desejo transcrito, condicionado pelas escapatórias mentais, essas que embaciavam os espelhos do pó inventado, como se o sexo orientasse o tempo secreto. Aqui, no olhar que se esgota, ante os pormenores do frigorífico, tomo a recarga para mais um dia e avanço assim para o mundo do saber, esse amor que sempre me tomou… as minhas opções e os preenchimentos começam a ter nova configuração, pautando-se por pormenores que guardo, para te contar na altura apropriada, apesar de muitas vezes não a encontrar.
Nos meus papéis deixo as anotações, algumas quase ridículas, para não falar das outras que já conheces e a vocação consiste em voltar sempre à terra da verdade, ao seio das mariposas esquecidas que flutuam pelos flancos do desejo tresmalhado. Esse que é mesmo inviolável.
A minha loucura começa sempre quando acordo, depois de colocar a música e começar a cantar na casa de banho, enquanto a espuma toma todas as vertentes e contornos do meu corpo, com o doce que somente tu sabes avaliar... até as mais escondidas entranhas… essas entregam-me ao prazer sem nome, a um rodopio de silêncio absoluto.

09.11.2007
Samuel, o Ventoso

terça-feira, 25 de setembro de 2007

PARA LÁ DA NOSSA ENTREGA

Nada mais belo do que a beleza silenciosa, dos rituais amorfos e dos suspiros ocasionais. Encontro a plenitude do teu ser tomada no meu por forças que ultrapassam a existência. Consomes o meu ser no silêncio, por rituais da dimensão obscura, aos paralelos de um caos perpendicular. Tomo-te na ansiedade perfeita, na festa dos corpos, onde o meu é a tua dança, a mais desejada, num suspiro diagonal, aquele onde nos entregámos em fusão total, a mais elevada. A virtude continua a ser perfeita e o gozo da arrecadação une-nos para lá da chuva, para lá dos olhares e silêncios, esses que um dia abraçámos, como todo da nossa entrega.

25.09.2007
Samuel, o Ventoso
Ver: Titanic 1912

terça-feira, 31 de julho de 2007

DANÇA DOS TAMBORES

Dança dos tambores,
Máquina do tempo...
Repouso do cigarro
Emoção de tantas cores
Quando caminho de carro.

Próxima estação,
Divino rochedo!
Lembrança longínqua
Flores, deuses... beijo
Os detalhes da fronte.

Distância absoluta
Metáforas da literatura
Mares por navegar...
Sangue dinâmico
Evolução... olhar
Sorriso sem pânico.

Dança, poesia...
Estes caracteres
Ternura, felicidade, alegria.

Doce movimento
Velocidade do volante
As tuas palavras...
Gostei certamente
Feliz dedicação
Inexplicável sensação,
Ao luar, um amor dançante.

07.04.2006 - 07:54h

SEM TE DIZER NADA

Bates-te à minha porta, continuaste a bater, não sei se te vi, não sei se quiseste ter prazer... nada mais soube, deixei-me dormir porque a noite tinha sido longa, fiquei aqui, ao lado, pendido, esquecido... sem que ninguém me pudesse encontrar. Fiquei apenas a dormitar.
Acordei da manhã grande, enorme, faltei às aulas, fiz directa, andei na noite, perdido, divagando por caminhos sem destino, pensando em tudo e em nada. Cheguei a casa muito tarde e dormi até há pouco tempo. Não vejo nada, apenas escrevo e tenho de voltar novamente a dormir, sem que seja o sono por mim desejado! Até mais logo... depois direi algo se possível, agora nada vejo, apenas me sinto muito sonolento desta maratona do sono.
Este é um estado psicológico diferente do habitual e o modo em que me encontro leva-me a pensar em outras realidades, as fantásticas do mundo da alucinação! Faz-me pensar um pouco mais, sem que possa pensar alguma coisa, apenas sei que nada tenho, sei que nada sou, sei não sabendo nada do que penso e do que sinto. Fico a olhar, a olhar-te mais atentamente e ver-te, nesta foto que tenho em frente à secretária, na outra e na outra, nas outras! Fico... a dizer-te tudo sem te dizer nada e recordo-te ao longo destes anos. Apenas sinto o que não podes entender... preferes não entender nada, ignoras o lado belo da realidade e tomas a mesma pelo indizível das situações. As situações que já não têm palavras. Fazes-me ficar triste, entristeces-me um pouco mais, mas, podes continuar, apenas tenho sono, muito sono, nem já sei pensar. Escuto atentamente a tua voz que não se cala, em pensamento... perdes assim aquilo que tinhas, que em pouco tempo conseguiste, aquilo, aquilo que não volta mais. Agora, tudo está diferente, ainda que não te tenha esquecido definitivamente, continuarás a ser a verdade inicial, sem que sejas a minha. Apenas escuto a voz da consciência... continuo a pensar e percebo aquilo que não me dizes, não que não queiras que perceba, mas porque te convém as coisas serem assim. Pergunto, continuo a perguntar e as respostas não surgem... canso-me e vou embora, ainda que fique só... pelo menos vou, vou com a minha alma cheia de verdade e bem comigo, por saber que nunca te fiz algo de mal. Penso que me conheces um pouco ainda que não entendas nada das minhas atitudes e do que escrevo neste espaço, tão pouco o lês ou sabes da sua existência.

19.04.2006 - 16:16h

domingo, 29 de julho de 2007

ARREMESSO DISPERSO

Serás a eternidade em meu ser
A fonte mais bela de todas as fontes
O sorriso do fim…A luz do meu viver.

Neste espaço profundo, consciente!
Traço a minha verdade
Vinda da certeza…
Vinda da mente
Vinda… infinda, porque é ainda
Doce, docemente.

Sabes o quanto desejo…
Dos desejos que te confessei
Foi dado em cada beijo
O amor a que me votei.

Continuas a ser mesmo assim,
Encanto de me tomar…
Presente e distante,
Em lugares dispersos
Arremesso de toda a vontade
Continuas a ser eternidade.

10.05.2006 – 20:12h

sábado, 21 de julho de 2007

SEPULTAR A SITUAÇÃO

Pausa para meditação depois de um percurso sinuoso e engolir em seco, fazer a digestão, quando alguém não está a fim de teclar connosco ou sem razões que se perceba não querer falar. São atitudes que pessoas más tomam, gostando de gerar dor aos outros; uma possível e aparente paz é a guerra dos outros! Pausa para tomar café! O entendimento entre as pessoas não é fácil… as relações por vezes são stressantes. O encanto acaba por ser o desencanto e o mostrar de todo o lado maravilhoso, o belo acaba por se converter num desencanto, numa revolta capaz de destruição, até mesmo à violência. Circulam turbilhões de palavras dentro de mim, por momentos perco a noção do que sou e do que posso vir a ser! Sinto-me confuso, um pouco perdido e o meu olhar derrama ódio, produto da transformação pela rejeição dos bons sentimentos, como a amizade, o carinho e até o próprio afecto. Tomo consciência do que sinto. Nada mais do que escrever este sentimento no papel e não passar disso. Violência da escrita pela verdade das palavras e todo o peso que estas possuem.
Desfolhando olhares, desfeito pela rejeição… tento caminhar, distraindo o espírito, colocando de lado o trivial! Tento! Estou farto de gente retrógrada… farto de gente que incomoda. O que resta? Nada melhor do que ignorar, dizer não e sepultar de uma vez por todas a situação. Sim, sepultar, evitando reminiscências, memórias… erguer a cabeça e perceber que certas pessoas não nos merecem, irão ter o prémio, o seu independentemente do que possa ser.
Depois de despejar o saco literário, resta-me dizer-te, procede como entendas e sê feliz! Não irei “incomodar” com os meus bons sentimentos, dar pérolas a porcos não faz muito o meu estilo. Sê feliz com quem bem entendas e em momento certo terás a resposta adequada. Vá! Até um dia… pausa para meditação.

07.06.2006 – 08:02h

LETRAS DO NOME

Começou a viagem, os movimentos, a grande caminhada para levar a cabo mais um ponto que fora tratado. Deslumbramento… a música que me começou a brindar no percurso. Hoje apetece-me ouvir a boa música portuguesa, deixar-me levar pelos sons. Sabe-me muito bem estes sons matinais. É bom ouvir a poesia, contornar a escultura da palavras e deixar fluir a roda-viva! Este tempo é outro, tons da sequência, coragem dos poetas, dos literatos… todos soltos numa sociedade incógnita com ruas invadidas por nomes, por proibições, azedumes… lugares proibidos.
Continua a fluir a serenidade, a mansidão do amor, disperso e ausente. Dou-me conta de quem está em meu redor e o espírito envolvente é a semente da libertação. Olho-te e mais nada me agrada, desconheço-te, desinteresso-me, porque tudo o que até então existia, nada mais me diz. A viagem é uma dança constante e chegou a hora do café, a oração do paladar, a ave-maria do silêncio, ao coração da meditação.Bebo-te assim… começo um novo dia, embarco em nova metáfora, com um outro nome. Nomes…!

09.06.2006 – 07:56h

quarta-feira, 11 de julho de 2007

GRANDEZAS DA VIDA

Palavras no tempo que são removidas, por motivos que não compreendo… não existe muito para compreender, aos poucos as palavras esquecem-se e as receitas alteram-se! Mais uma semana que começou, com bastantes tarefas e modos de ver a realidade. Venho caído do fim-de-semana, do calor que se fez sentir, da vaga quente e dos nomes que esculpi na passagem, tivesse eu lido os evangelhos, posicionando-me em Lucas e nessa força e por ela, tive de seguir viagem. Confesso-te que a viagem foi boa e o final muito melhor. As tuas palavras tomaram a grande realidade e o quadro foi feito num movimento para uma nova dança. Economia de palavras e intensidade de sensações… muito bom, cinco estrelas mesmo, como disseste. Estas coisas são boas quando entre duas pessoas pode existir sintonia, nem que seja na conversa de café. Sábado e Domingo, dois dias de grandes trajectos, almoçar fora, também jantar… muitas fotos, imensas, vídeos. As fotos que fizemos ficaram praticamente todas boas, algumas ficam no blog, outras não passam do telemóvel. É bom saber que também gostas de fotos… mas, agora tens de estudar Matemática, o exame é amanhã. Ai, ai, ai… tens de tirar uma boa nota. Certo? Tudo vai depender de ti, de como te vais aplicar nos estudos. Sei que este calor também não ajuda muito, mas certamente vais conseguir um espaço adequado. Guardo em memória as memórias de ontem… guarda-as também, são estas pequenas coisas que sustentam a grandeza da vida.

17.07.2006 – 10:31h

FOLHA DE RASCUNHO

Estrutura atómica no teu olhar
,Mergulho na espectroscopia…
Suportes experimentais, energias
Libertação fotoeléctrica
Absorção de espectros.

Moléculas, átomos… radiações
Excitações do contacto!
Nível rotacional…
Energia superior
Face às orbitais onde tomo.

Combinação linear… ionização!
Esse teu corpo de hidrogénio,
Químicas registados no sentir,
Estado líquido, esta união…
Votalidade o nosso respirar.

Imiscível pensamento, composto
Isómeros… óxidos do desejo,
O vácuo que correu equilíbrio
Pressão parcial de entrega total.

Fracção molar… raciocínio!
Sistema reaccional em equilíbrio,
Capacidade variável… entropia,
Bloco sem nome, apenas o teu
Mesmo tomado pelas transições.

Zona do visível, diferença na resposta!
Propagação do sentir… congelação,
Esse solução é involátil,
Tomo-me de propriedades coligativas
No meu âmago desionizado…
Por uma constante ebulioscópica modal.

Não entenderás os valores da acidez,
Os pares ácido-base…
O ódio e o amor, a pequenez
Desta… também da outra fase.

Solução aquosa, produto iónico!
Essa forma de ser… ácido nítrico!!!
Tomam os iões desta alma,
Ocorrências da libertação vermelha.

Iodeto de potássio, nitrato de mercúrio
Precipitados… essa chama quente!
Dissolve o amor, torno-me ausente…
Distante da saudade metoxietânica.

19.07.2006 – 15:45h

FÉRIAS... FÉRIAS... FÉRIAS

Férias, é a palavra mais desejável neste momento. Sem dúvida. Muitas são as coisas importantes, mas por ordem de força maior terei de saber dizer não... as férias são para isso mesmo e custe o que custar, esta é a realidade da vida. Férias de muitas situações, para o emprego, para os conhecidos, para os amigos (os pseudo-amigos), para o sexo (isso nunca), para os devaneios (alguns)... para com os blogs (nem pensar)! Férias para dar credibilidade aos ingrátos. Simplesmente um ponto final, sem dó nem piedade até que aconteça o meu retorno. A vida é assim... banidas as saudades, os sentimentos e a vida será muito melhor, bem mais real, com a frontalidade que lhe merece. Nada de fatalismos... apenas percursos e novos conhecimentos, bem como as específicas amizades de Verão. Algumas coisas são para apagar tipo hi5, isso já está! Estas coisas têm muito que se diga, parece que se conhece meio mundo e depois toda a gente sabe de toda a gente, o que não me agrada muito... férias para algumas situações. Amanhã tenho decisões imortantes a tomar, além das arrumações e limpezas. Até ao meu retorno à minha actividade profissional. Lá fora tem uma bela praia e milhões de pessoas de braços abertos à minha espera... dispenso os caretas, será que não vejo isso? Será que quero perder tempo com quem não me merece? A dar credibilidade aos ingrátos? Abraços e beijinhos, coisas e tais dos caracteres difusos, números a somar: 4668. Um poema a seguir para ti!

SONS E METÁFORAS

Abraços que te deixo, enfim...
Um seguido de mais outro,
Talvez são pedaços de mim,
Assim são beijos, dois, ou três.

Cerejas da minha cerejeira
Esta forca poderosa...
Come-las não me causa canseira Belas!
Uma a uma, apetitosa.
Deixo-te todo o sentido
Daquilo que ainda sinto
Por vezes, de vez dividido
De amor que não minto.

Eu continuo terrível! Hoje então foi mesmo de arrasar... descarreguei a raiva toda que já vinha em cima de mim em alguém, teve uma saída muito infeliz, aliás parece-me que tem sempre saídas infelizes. Mas que se pode fazer a gente dessa natureza?! O que tenho para dizer é na cara, não trato mal ninguém e muito menos admito que me provoquem; só não reajo se estiver cansado, isso às vezes acontece, depois fico num estado de apatia completa. Bem, mas as férias são para outras coisas... Espero que agora estejes mais feliz, fiz-te a vontade, ainda que não fosse a minha vontade. Preciso criar um outro blog, para escrever outras coisas, mas desse certamente nunca irás saber, muito menos sonhar com tal. Bem... pensa o que quiseres, e descansa porque amanhã tens de trabalhar. Bom sono e não inventes mais desculpas esfarrapadas, a sorte é que já passei a ignorar-te e compreendo que gostar de determinadas pessoas é perder o tempo.Tempo de férias... vivam as férias!

31.07.2006 - 23:37h

sexta-feira, 6 de julho de 2007

POSSIBILIDADE DO NOMES

Um espaço para iniciar o que dixara esquecido no outro dia, para dizer o que não tinha dito, talvez para deliciar-me no outro lado, o lado que ainda está em aberto. Hoje, um dia diferente onde me esqueço das diferenças e porque o que quero não está aqui, apenas tenho de substituir... algo por outro algo.

01.01.2007 - 08:04h

INTERVALO DO INACABADO

No intervalo do meu sentir, escuto-te, sinto a distância que me isola e não me deixa avançar… uma sombra contorna o mundo confuso e não me deixa decidir em tempo real! Adio uma vez mais todo aquele percurso dos dias felizes, enquanto tomas a realidade no teu corpo, essa, total.As palavras parecem-me confusas, numa gramática desadequada e o teu estilo assenta em princípios que ficam desadequados à minha maneira e ser. Afastas-te por modos masculinos e incrédulos sem que a obra fique completa e o silêncio complete o que escrevo. Esta minha maneira de ser sorve a ausência das palavras, inquietando-me um pouco mais e a verdadeira realidade é defeituosa. Agradeço as tuas palavras, essas imagens que foste capaz de colocar na minha alma, esse jeito único e todos os sabores que repartistes naquele dia, tudo foi perfeito, como se a perfeição finalizasse ali! Guardo na minha alma os teus anseios, as tuas dúvidas, o sabor da estrutura única e o complexo toma a consciência do mundo… o nosso mundo. Tu e eu fazemos a perfeição desta entrega, quando ela acontece, o resto é um fundo triste e sonolento das coisas últimas, entre os beijos do nosso espaço enorme. Liberto de tudo e de nada ainda escrevo no mesmo ápice das viagens inteiras, quando ficava alheio à tua certeza, aos pensadores dos jornais e apenas levava a minha conclusão inatingível, aquela que fez com que deixasses de existir. Tu não existes, a minha memória apenas conserva fragmentos de uma mentira inacabada. Episódios perdidos, repugnantes ao entendimento, ficando apenas a preocupação do sonho. É inútil renovar o diferente e cair na mesma asneira, essa mesma situação íntima agoniza e torna o deserto mais infinito. Vou-me embora, já escrevi muito lixo… tudo o que te dediquei foi lixo, nada mais do que isso e o que resta é cinza do mesmo.

09.08.2006 – 22:56h

terça-feira, 26 de junho de 2007

DIALÉCTICA DA CUMPLICIDADE

Não venho para aqui com o intuito de te agradar, ou dizer-te algo que não saibas, não emprego a falsidade para mostrar outro rosto. Sou tal como estes dois pontos... dois caracteres. Intacto na minha presença, no contacto comigo, na sebe dos sonhos, no puro existir pincelo o tempo pela sua imobilidade e recupero o agora tornado absoluto da duração.A intimidade destes dois caracteres ficou enternecida durante a ígnea iluminação soprando às profundidades das memórias, desde a última em que os nossos corpos se misturaram.O ponto de partida desenhou a dignidade de ser mais leve, pela cumplicidade que o corpo permite no lado intrínseco das coisas. Sabes que é verdade o que naquele dia frizei, o absoluto tornou-se a categoria do desejo ainda que o sentido se houvesse perdido. Perdeu-se porque tu o perdeste, simplesmente foi isso, nada mais.O desespero da realidade adiantou-se diante de mim, vibrou a totalidade do presente num foco luminoso, onde te guardo, desde todos os nomes que houveras escrito, mesmo os que nunca mais foram usados. O mundo do irredutível ilumina-me a ausência e presenteia a minha essência pela representação do olhar em outros lugares, talvez mais distantes mas reais. Vive-se de realidades e nunca de meras hipóteses, essas que diminuem e matam a vida na sua plenitude. O presente é uma realidade que em segundos tona-se ausente e a ilusão sustenta um continuo presente, mas que não sustenta a fasquia da duração do acontecimento. Entendo que tudo o que aconteceu entre nós, faz parte de um passado, o que resta é ir vivendo pelo mundo do aqui e agora. Só os pormenores podem determinar a caminhada... mais à frente encontramo-nos! Os formatos são múltiplos da dialéctiva da objectividade, sendo isso que intereressa.

Porto - 07.01.2007 - 03:15h