Mostrar mensagens com a etiqueta amplitudes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amplitudes. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de março de 2009

RUA ANDA AUSENTE

Depois de algum tempo ausente, eis que volto para te falar, para te contar que passou aqui pela rua uma tempestade! Tudo estremeceu, tudo abalou... fiquei distante; andei a trabalhar para conseguir dinheiro para dar início às obras na rua. Como é que as coisas estão? Ainda por definir... em tempo certo terás a minha presença!

Samuel Bastos Ventoso
13.03.2009

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

VENDAVAIS DA TARDE


Um silêncio que se abate numa desilusão traçada... um outro gesto que não se consegue guardar na perfeição, a dúvida que se instala e tanto mais que tenta modificar que nada modifica. É duro perder aquilo de que tanto se gostava e por quem se lutou, mas, também todas as rejeições marcaram posturas um dia. Sabes o que senti? Não podes avaliar isso... sei que vai passar, contudo a tua postura de sempre eu já a conheço e não adianta mais dizer o quer que seja. Eu sabia que mais dia menos dia tudo isto ia acontecer. A vida é mesmo assim, com todas estas vertentes que nunca se percebe. Sabes que é de ti que gostava tanto e que ainda gosto, mas respeito... as pessoas não são coisas, por isso tudo fica como fica. Perdi! Parabéns ganhaste e o que interessa é que estejas feliz, já que não é comigo, pelo menos seja com alguém que te agrade.
Tu sabes que sempre estive contigo, sabes de tanto e tanto mais que nunca te disse o que devia e o tempo já passou. A rua está triste e com frio... eu apenas fui mais um pela segunda vez e usado, nada mais. Como tal, até um dia. Lembro de todas as coisas dos dias passados, são dias que já não voltam. O que resta? Algo que não sei ainda o que é, pouco interessa a sucessão. Bem, brindo ao silêncio...

22.11.2008
Samuel, o Ventoso

sábado, 12 de julho de 2008

APENAS O NECESSÁRIO


Existe sempre uma força superior, essa que nos ilumina, essa que sustenta a voz da consciência e traça o verdadeiro brilho da caminhada… essa caminhada, essa sim que ainda se encontra num estado enigmático. Encontramo-nos… As palavras fluem e a existência acentua lugares ímpares, este é um, sabes que é!
No planalto dos sonhos encontro-te, pela constância da indeterminação do nada! O nada, sempre te falei isso, nas mais diversas circunstâncias…
O passado ficou lá, a tristeza por vezes visita-nos, mas o que fazer? Apareceu hoje! Não te vi… também não perdi nada, antes tivesse perdido! As coisas nem sempre são como desejamos e os desejos também nos atraiçoam... resta divertir-nos, resta procurar e sustentar as amizades com aqueles se exibem consideráveis afinidades.
Lembra-te que o necessário só o é quando considerado… Agarra aquilo que ficou e que merece ser tomado em consideração.

12.07.2008 – 16:16
Samuel, o Ventoso

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

AMPLITUDE DOS ESPASMOS

Rua dos Nomes, Samuel Bastos Ventoso
Nas escadas inertes senti o adeus desenhar o relento, cheio de versículos bíblicos como se isso ainda me dissesse alguma coisa, não tivesse eu ficado cansado pelo atordoado da hipocrisia da religião de epitáfios, essa para onde me puxaram, naquele tempo de olhos vedados a um sol negro tomado pelo silêncio abrupto que fazia correr da memória o sangue do bem estar! Senti os espasmos, toda a descodificação que me conduziu para outras brumas. O degredo somava-se ao medo pelas formas hirtas da demência, no relento do sangue que nasceu comigo, outro ficou na romaria do esquecimento, entre os lamentos da chuva e da cidade fria. A memória guardou o verbo da morte, a relíquia indizível da frota dos ditos eruditos. Fico-me na rua imaculada, com a saudade das horas, no nome congeminado a apetecido pela resposta guardada. Não ignores o que te poderá vir a ser bastante útil, a noite é apenas passageira e logo depois tomo-te na claridade da semente prolongada, às vezes indefinida… mas nos braços do desejo, outros desejos se somarão. Fico-me por aqui nesta dança e recordo-te entre a greta do mar e a limpidez da amizade sempre doce.

21.11.2007
Samuel, o Ventoso