sábado, 16 de junho de 2007

ENTRE O IMENSO ECO

Fugas… palavras perdidas,
Acasos, nomes simples
Por aqui, por ali…
Enquanto alguém escreve
O escrito do valor sem valor
Onde a vida se perde.

Esta procura é desnecessário!
Lixo de vontade, de desejo…
Olhar que se torna apático,
Metamorfose dos sentidos
Sem algum sentido…
A um ponto final, total.

Esta criação é exaustiva,
Perde-se na lembrança…
Na demolição e no eco.

Incerto nas tempestades…
Preso por guindastes
Entre países brancos
A alegria tornou-se triste!
Um pouco extensa…
Pela teoria do imenso perdido.

Grande Porto - Rio Tinto, 04 de Março de 2007 – 16:43h

PS. Para ti que tens sido um excelente amigo, obrigado pelas palavras que tens tido para comigol, essa preocupação e agradeço-te ainda por te lembrares sempre de mim. Vejo que a tua amizade é daquelas que são valiosas, comparando com outras, que melhor seria nunca ter conhecido tais criaturas. A estupidez milita e mina os processos racionais, convertendo-os em simples abortos e oportunismos. Mas tu, sustentas a tua postura e essa palavra amiga para comigo, certamente só te irá beneficiar. Não sou um interesseiro tal como tu, nem me fico a roer por soluções apressadas e desarticuladas das boas maneiras.
Aquele abraço especial para ti, porque apesar de tudo, ainda continuas no meu coração... os outros, com o tempo passarão ao esquecimento, uma vez que foi isso que procuraram.
Falamos mais logo no msn, anota o mail. Aquela dedicação de sempre e que gravei de modo considerado, fazendo a compreensão da própria compreensão.

DIÁRIO DE INCERTEZAS

O teu nome sobe pela noite, ela é a morada dos perfumes… transforma a floração ácida, as terras do sonho e o sémen confuso que a noite devolve. Sobre a minha pele desliza o teu corpo alucinado, com a arte da sedução, sem idade ou construções desnecessárias.
A última dança absorveu o túnel do dia, as incertezas e a memória escondida. O azedume consagrou a permanência, do lugar nunca visto, entre as horas melancólicas, algumas vazias e incuráveis, todas essas preenchem o meu diário, de incertezas geladas.

Grande Porto (Rio Tinto – Venda Nova) – 08 de Março de 2007 – 14:11h
Escrito no “café com letras”

PS. Aos meus amigos, com quem estive hoje no Parque Nascente, deixo aquele abraço com a estima e amizade. Gostei muito de vos ver, de saborearmos juntos o lanche. Maravilha de crepes. Obrigado, sim? A verdadeira amizade aproxima as pessoas, ainda que fisicamente estejam longe. Brevemente sois meus convidados para jantar. Se as coisas correrem bem e como disse, estaremos juntos no Domingo, mas não se esqueçam, essa parte não depende de mim, mas da tal pessoa, eh eh eh eh malandreco! Ai ai ai...

À MEMÓRIA E AO SILÊNCIO

Foram as despedidas, e aconteceu o silêncio, um silêncio tumular, dando lugar a um vazio indescritível. Existem coisas para as quais não existem palavras. O cansaço da situação lançou-me a outros sentimentos, deixando-me por terra, coisas tais que não vou falar, no entanto arranjei coragem para outras e reactivando as mesmas. A vida é mesmo isto e não vale a pena algum aborrecimento com quer que seja, ainda que tal ou tais o manifestem, a melhor solução é partir para outra, com a frieza e a indiferença. A mãe ficou lá para sempre... e os sentimentos não contam para nada, muito menos existe a sensibilidade ou capacidade de receber sensações.
Um pedaço distante dos blogs, destas coisas que tanto gosto, contudo, os momentos não têm sido os melhores, apesar de não andar a badalar os acontecimentos. Alguns dos meus amigos com quem costumo encontrar-me por vezes sabem das situações, outros certamente ainda nem sabem. Lidar com a situação em causa, não tem sido nada fácil. Mas, existe sempre uma primeira vez na vida para tudo…
A vida é um nada, nada tal que ainda nem se tomou consciência... sim, ainda nem me consegui mentalizar com a partida da mãe para o lugar do qual nem sei falar. Mas falar o quê? Destas coisas pouco se sabe, contudo as tradições sustentam esperanças, para que o sentido da vida das pessoas possa ser adequado aos momentos e perpetuado. Tenho reflectido imenso nestas realidades, imenso mesmo. Respeito as posturas de cada qual. Em tempos falava disto com a mãe, agora não posso mais... restam as memórias, e as saudades passam o filme no dia a dia.
Vida para lá da morte? Eh eh eh ... tudo bem. Força! A todos os amigos que estiveram comigo nestes últimos dias, o meu muito obrigado pela força que me deram para tentar superar a situação bastante dolorosa. Estou muito cansado, no entanto, amanhã espero recomeçar a minha actividade profissional.
Com a eterna saudade e à memória da mãe que possibilitou o ser que sou.

15 de Março de 2007 - 09:20h

ANTE O OLHAR INEVITÁVEL

Inevitavelmente deixo-te os rascunhos da terra perdida, no recato das estantes imprórias, inacessíveis ao sentido e à exaltação fria das vozes sem som, com as palavras amorfas e os pedaços de carinho que são como caminhos que se oferecem à torrencial inquietação dos sentidos impróprios. Tudo o que sinto, tudo o que penso são lugares de ninguém, com a força da sensibilidade insensível! Sabes que é assim, deste modo e não de outro. Os sentidos possuem o sem sentido que perde a referência da acção, aquela que tive para ti, depois de ter ido passear pelas ruas do incógnito. Profícuas, talvez diáfanas, complexas quanto baste, esquecidas por vezes no tempo, nas margens da indiferença, as palavras, diferentes, erguem-se sobre a definição sem definição, com a prosa sem poros, talvez razão porosa do silêncio aberto e impróprio de todas as ideias. Encontro aqui a secreta transparência do olhar inevitável, comprometendo o sorriso sem lábios, apenas ulular e muito vago. És a luz inevitável que perturba o divino e bebe a chuva que se concentra nos telhados, enquanto o sono não chega. Fico adormecido entre as corolas anilinas e os rastos da morte face aos espelhos que naufragam no pranto do silêncio. Escuto-te com o amor derramado, com a metamorfose da gravitação e o prelúdio das estrelas, pétreas e coroando os círculos celestes. Tomo-te no esplendor esparso que explode encarquilhando a noite, face aos sinos do amor. Continuas a cavalar a núvem e o corpo adormece no bairro livre, aquele onde que sempre te brinde. Vou brindar-te novamente, depois do dia esquecido, com o amor prometido… perante os espelhos que continuas a pintar. Fico contigo, ainda que não esteja, sou a surpresa que enxuga.

Porto, 23 de Março de 2007 – 10:16h
Cláusulas contratuais
Infracção à lei…
Processo penal
Consequências sobre a sociedade,
Sim, sociedade civil.

Comportamento das partes,
Significados simbólicos
Evolução dos costumes…
Penalização do branqueamento
Conhecimento preventivo,
Julgamento psicológico
Classificação de argumentos,
Procura de originalidade
Concepções do espírito!
Formas de raciocínio…
Ilustrações da definição,
Isto é branqueamento.

Dupla de atributos…
Importância fechada,
Qualificação…
Julgamento implícito
Estrutura do real
Enunciado de consideração.
Força probatória absoluta,
Relação de identidade…
Movimento que ilumina,
Carácter tautológico
Inclusão de casos vicio
Anulação… relação.

Incompatibilidade de princípios,
Terceiro excluído
Insuficiência da definição
Qual contestação
Consequências do proibido.

Grande Porto (Rio Tinto), 26 de Março de 2007 – 21:22h

IRREMEDIÁVEL SENTIMENTO

A vida tem o seu sentido e o sentido de cada qual encontra-se nos momentos que se vão vivendo, no encontro com quem gostamos, por vezes ainda que saibamos que não gostam de nós. Hoje… estes dias todos para arrancar o sorriso perdido, talvez escondido, ou mesmo esquecido. Hoje, um dia diferente, um dia para interiorizar e focar bem no fundo da eternidade. Nada mais do que não soubesse. Se sei muitas coisas ou não, será um problema meu. Mas, penso que não sei nada. Este escrito é um desabafo sem que consiga desabafar alguma coisa. Desabafos do imediato, aliás, preciso de escrever, senão estoiro… depois chega lá abaixo!
O que estou a sentir ou a deixar de sentir é mesmo o sentir de nada querer sentir, de nada querer dizer, de nada querer fazer… sim, porque estou de férias. Quanto mais não seja, o momento de estar aqui a escrever estas letras mortas. Estou bem, sim, estou bem de não estar bem. Tenho tudo e não tenho nada… hoje conheci mais amigos, almocei com eles, conversei e terminei o dia com dois amigos que costumo por vezes encontrar. Gosto das pessoas com quem estive hoje. Obrigado por gostarem de mim e de me terem procurado. Gosto de vocês e quero gostar muito mais, falta-me as palavras mais correctas para dizer o que sinto, contudo não sei muito bem dizer… apenas deixo estar e depois logo se vê.
Hoje vi muitas coisas, expressões, pulsões senti, sabores ingeri e ainda estou por aqui e não sei para onde vou. Não sei absolutamente nada, apenas quero continuar apático e não pensar em nada! A chuva cai e chama-me para os lençóis, chama-me para que possa afogar as minhas tristezas… aquelas que hoje tentei lançar fora, mas ainda não consegui. Apenas preciso de escrever mais um pedaço, aqui ou noutro sitio. A noite está escura e tudo me parece mais só do que a própria solidão. Nada existe, melhor, nada espero porque não tenho nada para esperar de quem nem a minha sombra deseja rodear.
Vida e sentidos… apenas a única coisa que me alegra é que o fim é igual. Não sei onde estou, apenas não estou nem espero nada de ninguém. Nada mesmo, mesmo nada. Nada mil vezes. Pessoas complicadas não faltam a cruzarem-se no meu caminho, apenas emito um sorriso e ignoro o processo. Boa viagem o prémio será igual. Aguardo… vou dormir porque é tarde!

Porto, 30 de Março de 2007 – 23:34h

REVITALIZAÇÃO EM CURSO

Chegou a noite e tinha de falar-te depois de ter vindo da festa, depois de ter estado contigo e com os outros amigos que fazia tempo não os via. É sempre bom ser bem acolhido entre os humanos, entre os amigos, por eles ser desejado. Senti-me tão bem. Obrigado pelas tuas palavras tão confortáveis, tão amigas, tão doces que me deixaram todo embevecido. Ainda existem pessoas boas, acredita...!
Uma festa familiar, confesso que me parecem as melhores. Sinto-me tão bem, acredita. Essas palavras despertaram-me mais um pouco e entendi aquela mensagem que deixaste no meu telemóvel... esse teu segredo fez-me pensar duas vezes. Tens sempre algo de novo para mim, sei como é... contudo, sabes perfeitamente que adoro divertir-me contigo e com todos os nossos amigos. O almoço estava fabuloso, feito à medida e com todo o primor. Tu confeccionas pratos muito bem.
Agora estou um pedaço mais distante dos amigos antigos, contudo, vivem no meu coração... tenho conhecido pessoas com espírito muito positivo e isso é que faz bem; claro adoro pessoas cheias de humor, ai, eu entro no jogo e cuidado, cada coisa pior do que a outra, então o dia de ontem foi mesmo de arrasar, vi que aquela menina ficou sem palavras, disse-lhe tudo o que nem pensava. E os poemas, as rimas? Ah ah ah ... He eh eh e no café? Bem, aquela mentira... hui! Ficou todo a olhar para mim, ainda pensei que me iam insultar, mas se o fizessem, eu só olhava dos pés à cabeça. Ah ah ah ah ... uma tarde em cheio com dezenas de fotografias.
A vida é para viver e quando se quer arranja-se sempre tempo, caso contrário, tudo serve de desculpas, sei como é, procedo desse modo também. Não escondo, entendes? Mas tu és mesmo muito fixe, és cinco estrelas...
Bem, amanhã teclamos, espero que agora não me vás bloquear... sim, porque muitos procedem assim e nem dá mesmo para entender!
Doidices e maluquices... bem, vou comer lagosta... beijos e mais beijos com sabor a sal.

Vila Franca de Xira, 02 de Abril de 2007 - 22:35h

CHEGA A NOITE E CHEGA O FIM

Chegou a noite! O dia chegou ao fim, como chegam todos os dias, tal como tudo passa e como o sentido se esgota no sentido de não ter sentido. Este é o verdadeiro sentido. Hoje estou por aqui, para dar tareia a quem quiser enfiar o carapuço até abaixo. As pessoas passam por aqui e por ali, vão passando, umas alegam uma coisa, outras o que mais lhes convém, para que nada dê certo a quem pincela os quadros com gosto, cada qual à pincela à sua maneira, inventando as suas desculpas e os seus motivos, ainda que estes não sejam motivo para nada. Sei que inventaste as desculpas todas para não estares comigo, contudo, para o que te interessa tens sempre todo o tempo, nada te falta e um sorriso sempre a florescer nos lábios. Sim, já percebi isso desde o primeiro dia, se eu fosse do teu interesse, certamente também teria tudo o que outras pessoas podem ter. No entanto, com o passar do tempo, vou ficando azedo, apático, indiferente…
Alguém com a cabeça no sitio e sem histórias absurdas como o ser casado e ter a mulher a vigiar, mete o rabo entre as pernas e procura transgredir todos os compromissos sem que a tal pessoa saiba. Ela é mesmo assim! Nada a fazer com este tipo de pessoas. Claro, não me importo, nem tenho nada a ver com isso, e quanto tiver que me pronunciar vem tudo de rajada. Enfim! Pessoas que são taralhocas não faltam à minha frente. E as histórias não serão poucas… mais histórias estão para surgir. Diria aquele amigo meu, que se afastem os invejosos, os maldosos, os falsos, os hipócritas e outros mais que todos sabem como são. Alguns só se lembram de nós quando estão mal, quando estão tristes, quando precisam, caso contrário nem nos conhecem para dar um adeus, uma palavras… já sabemos que são assim. Outros de tão alto que se acham, acabam por cair no ridículo e passam a seguir para a fase de serem indesejáveis, uns inúteis, apenas transportam montes de merda na cabeça. Que mal educado que estou! Pois, quem não gosta coloque ao lado e nada de andar aqui a cuscar o que escrevo, sim, mas eu sei que certas pessoas não podem passar sem dar aqui uma olhadela, ainda que nem comentários deixem, claro, precisam de algo.
Página a página tudo vai alterando, uns de uma maneira, outros e outra, mas o fim será o mesmo, por mim, não me importava que o meu fosse neste preciso momento e o silêncio fosse para todo o sempre o teu silêncio. E ponto final, a história será outra mais tarde.

Porto, 10 de Abril de 2007 – 22:34h

REBOLO OU DESCONSOLO

Foi mais um dia! Muitos dias… mensagens, escritos, propósitos e despropósitos entre gritos. Algumas mensagens dos amigos que considero, contudo, enviei para alguém que considerava especial, como tal, assunto importante de resolução delicada, tendo desta vez de contemplar o meu interesse, esse mesmo que não deu em nada. Por norma estou sempre disponível quando me batem à porta, para tomar um café ou um bolo ou apenas trocar impressões, já não chegam as desilusões. Amigo, amigos… palavra que por vezes é ingrata, ou apenas distracção do sitio onde se coloca a mão. São poucos os que merecem o título de amigo, contudo, penso que ainda não é espécie em extinção e quando diz respeito a interesses, bem isso nem se fala, o amigo é em letras maiúsculas. Mas deixa-me espreguiçar, pois o caminho é longo e tanto existe para costurar!. Preciso comer um bolo, sim porque rebolo já eu sou, então não vês a minha gordura? Ou pensas que sou um atadinho?! Mais calorias para queimar no depravamento sexual, ainda que seja ao frio e na serra do pólo. Pólos existem muitos…
É necessário parar um pouco, dizer tudo o que penso, ainda que não gostes, pouco me importa da tua postura do gostar ou não de gostar do que tenho para dizer, é no tempo que vou verificando as situações, um dia entenderás perfeitamente o que te escrevo, poderá ser tarde demais! Hipocrisia e cinismo não faltam nos sorrisos e no olhar com que te passeias, mostrando-te de anjo convencido e convencendo com palavrinhas mansas e até escritos pomposos, de lamúrias para esconderes o contrário do que és! Interrogo-me sobre a existência dos meus amigos, ou sobre aqueles que se afirmaram para comigo um dia, com as suas vertentes estranhas (bem disfarçadas), direi mesmo esquisitas, talvez nunca o tenham afirmado, o que passou foi a tentativa de me convencerem que assim não era, ainda que fosse. Jogo de palavras que rebolam e rolam no meu intelecto. Acham-se os melhores, depois não o são, não podem ser porque esse ser não reside na interioridade, é apenas falsidade mascarada.
Olho de fora os relacionamentos, fico sem vontade de dirigir palavra, a palavra não iria servir para nada, na minha frente são uma coisa, depois outra bem diferente na realidade, com desculpas e a despachar a alta velocidade… claro as multas também se consideram, por vezes bem aplicadas. Mas, pior é que eu não mais acredito nessas desculpas para desculpar outras desculpas! Chega de paninhos de água quente, com olhos de carneiro mal morto e água benta para dar uma de santinho! Eu pelo menos de santinho não tenho nada… tanto vou no passeio como na estrada.
Não tenho vocação de padre para servir de confessionário, de conversa fiada já cansei à bastante tempo, para mim o que existe é uma grande palhaçada. Incrível como esta gente não tem mais nada para fazer do que estar sempre a falar mal, a provocar e de trombas (aliás, estar de trombas por vezes até convém, as conveniências servem-se sempre). Não consigo parar de escrever, e a noite já começou e a minha má-língua, vespertina, de trapo, manda sempre ter à frente um guardanapo para limpar a sujidade. Face a estas situações um explosivo certamente acalmava as tempestades, esses ânimos iriam certamente ao lugar… existem certas pessoas que preferem a guerra em vez da paz! Compreendo o que vai acontecendo pelo mundo, talvez ainda não esteja preparado para compreender. Continuo sempre um burro a dar coices e a comer pão-de-ló, estou que nem um rebolo! Melhor é ir embora e deixar as cobras e os lagartos metidos nos seus buracos. Penso que seja necessário é outra coisa, certamente é o que muita gente precisa.
Não sou mais nem menos do que ninguém e se me queres tomar por parvo, pois fica a saber que é tudo o que menos consegues. Só sou parvo quando me convém, aprendi isso contigo…! Cuidado, alguém pode servir-te um prato frio de vingança… os modos nem te passam pela cabeça e de boas intenções sem ver resultados, já cansei desde bastante tempo.
Então, tu que andas sempre a chorar, que te mostras tão cheio de amizade para com os teus amigos (amizade falsa é o que é… coitados ainda acreditam em ti!), sim, tu… já nem tens tempo para me dares um olá, ou já não te interessa? Novos preenchimentos… pois, já passei de moda! Agora bloqueado penso que é muito melhor… O interesse só existe quando algo pode ser preenchido e ainda com esse narizinho arrebitado, cuidado… guarda esse focinho, porque pode acontecer-te o que menos esperas e depois vem o lamento como forma de remedeio para o grande sofrimento.

Porto, 14 de Abril de 2007 – 20:59h

DOÇURAS DE UM DIA DOCE

Entre as coisas más também têm lugar as boas! Graças! Obrigado, são palavras muito especiais aplicadas no dia de hoje, ou melhor, ontem. Acordei um pedaço tarde, porque o Domingo é mesmo assim. A manhã toda em casa… o telemóvel toca e chegam as mensagens dos amigos. Hora de almoço e planos para a tarde. Claro quem é amigo tem sempre uma palavra para aplicar e não aborrece. Bem, mas tinha ficado assustado com o comentário dos lados do silêncio. Corei! Almoço, posts, cigarros, a tabaqueira toda e vamos a isso. Começou a tarde, e o amigo chega e outro chega e éramos três, a conta que Deus fez! Tudo para o carro e para a frente é que é caminho. Fantástico, belas paisagens a desbravar. Fotos não faltaram e boa música, claro, da de qualidade, música clássica e ainda com a presença de quem a executa na orquestra cujo nome toma os quatro quadrantes da Casa da Música no Porto, isto é uma honra. Nem todos os dias tenho este privilégio. Gostei bastante.
Mais um pouco por aqui, por ali, rios a passar, Entre-os-Rios e Tâmega, e ar maravilhoso. Boa conversa e outras ruas, outros chãos, outras verdades e claro sempre os desabafos. Blog em preparação, melhor, post na mente. Postagens e assim começa a nova dança.
Tocam os telemóveis, mensagens, chamadas e os bons amigos possuem sempre um gesto. Amigo, obrigado pela tua companhia, por teres vindo, por teres estado comigo e por continuares a ser sempre amigo desde o dia que te conheci, sim, tu e com quem te relacionas que da mesma maneira tenho no coração. Sim, claro isto é maravilhoso, a pura amizade sem interesses. Esta é a bela dança da vida. Éramos três nesta linda tarde, com salpicos de sol, bordando as margens dos rios, condecorando os olhares e de enfeites que nos fez rejubilar de alegria.
Valeu a pena ter saído contigo e com o outro amigo que acabaste por conhecer. Tão fixe! Sei que faltou alguém, claro, mas esteve em pensamento. Sempre uma simpatia. Precisam-se de bons amigos e não de gente pindérica de mau humor.
Esta foi a música da natureza, a música do convívio, da realidade da vida, do estar bem, deixando a paz e a plenitude do amor divino, sem algum lixo a cheirar mal.
É incrível como determinada gente não entende que a vida com aquela arrogância não serve para nada, absolutamente para nada.
Humm, agradeço o gelado, sabores tão belos, o café, o bolo fabuloso. Mil vezes agradeço a forma como me tratam, o carinho, a sensibilidade que tendes para comigo. Sinto-me muito feliz na presença de pessoas que sabem acolher, que possuem um gesto lindo. Obrigado mesmo. Estou muito feliz. E a noite… sorri e toma a minha alma aconchegando-me daqui a pouco num sono apaziguante.
Contudo guardamos imensas fotos, memórias roubadas ao tempo para no tempo recordarmos. E a viagem não parou por aqui… depois outros caminhos, agora depois do nosso amigo ter ido embora, ficámos nós! Uauuuuuuuuu e esta hem? Eh eh eh … tomar café à Gare! Tu nem conhecias e vi que adoraste mesmo, nem sabias que aquele lugar podia conter um bar daquela índole. Voltaremos lá mais vezes, espero levar connosco os nossos amigos. Bem, por aqui, por ali… curvas e mais curvas e as aventuras não deixaram de acontecer, claro, as nossas aventuras! Ai, o que os outros já estão a pensar… claro. Nós! Muito bem… esqueceste o cd no meu carro, agora posso ouvir a música toda nas calmas, apesar de me teres prometido um cd da tua orquestra.
Jantar em cheio, foste tu que deste a sugestão, contudo, sempre boa conversa e nas calmas. Gostei.
Enfim, chegaste casa bem, conformando-me com uma mensagem. Excelente. Depois, por aqui, por ali, colocar as fotos no blog e toca o telemóvel… claro, alguém para me saudar, com uma simpatia que até fez mover as pedras da rua! De qualquer modo, costumo sempre acolher quem por bem vem até mim. Obrigado pelas palavras e o bom tom das mesmas.
Por aqui, por ali, e depois teclar no MSN, com um grande amigo conterrâneo, para colocar a conversa em dia, uma pessoa de cinco estrelas também. Vá vê se tudo fica em forma e aparece o mais rápido possível, porque hoje senti a tua falta. Tu também tens sido um amigo muito porreiro e possuis um dom para as artes da culinária… ai que só de pensar, já fico com fome… mas nada de cansar. Brevemente, estaremos todos juntos para uma grande festa. A nossa festa… desejamos que seja uma festa boa, com alegria e saúde. Somente com a presença dos que nos são queridos a vida tem significado… sois um doce entre os doces e nada de gente amarga ou que nos constranja com a sua presença, inibindo as costuras.
Vá, abraços para os amigos, para os conhecidos, mas só os que merecem… ai, não fales daquelas coisas, nem me enchas a cabeça… agora vou despejar tudinho no sono da noite gostosa. Vá… fica em paz e que Deus te abençoe, com isso mesmo que mereces.

Grande Porto, 17 de Abril de 2007 – 03:00h

MOMENTOS ÚNICOS

Sem medida e profundamente, começou o meu dia, com o sol sorrindo, com a água destilada acariciando o meu rosto e pétala a pétala descobri o meu sonho nas mais belas páginas da entrega do corpo, entre as águas que correm na foz e o movimento dos cânticos das ondas, onde adormeço após o envolvimento com a eternidade. Depois de algum tempo, depois do silêncio conjugado, das viagens, dos amigos, depois de tantas voltas, volto novamente e dou-te um abraço, a amizade de sempre, no sempre daquilo que sou. Fiquei a olhar, entre as árvores, os montes lindos, as formas… tu estavas por lá, olhavas discretamente, e por tudo ser diferente eu fiquei sem pronunciar uma palavra, apenas senti a vontade conjugar-se… caminhei, olhei, continuei a olhar… depois sentei e disse que não mais me iria aborrecer, nem perder tempo com o que não funciona! Simplesmente isso. Estou bem e não me quero aborrecer com mais nada, porque a vida é mesmo linda de se viver com quem realmente nos acolhe e gosta de nós. Sim? Bem, vamos então tomar café mais logo. Levo algo de mim para ti! Gosto dessa tua maneira de ser, de pensar e olhar para mim. A natureza reserva-nos momentos únicos…

Porto, 21.04.2007 – 10:29h

ESCLARECIMENTOS DE ÚLTIMA HORA

Quando me sinto rejeitado de alguma forma e depois de perceber as situações o melhor a fazer é partir para outra ou destruir tudo o que incomoda, tipo mesmo, veneno de escorpião! É o que apetece, ainda que custe a vida... já que não tenho qualquer medo em morrer, disso é o exemplo que nos últimos tempo tenho vivido, o contacto com a morte. Existem coisas pelas quais, não lido muito bem, talvez tenha de aprender... cuidado.
Hoje e porque não é outro dia, mas o dia em que estou apercebo-me que situação gera situação e que certas pessoas merecem ter os frutos para os quais trabalham! Boa? Entendo... contudo, em seu tempo a voz suprema mostrará a verdadeira realidade, como diz o ditado "cá se fazem, cá se pagam" e "a vingança é um prato que se serve frio". Por norma, estimo os meus amigos e quando algo surge que não se entende bem, ou confusão considerada, o melhor é esclarecer as coisas e não deixar por clarificar tal situação.
Apercebi-me hoje que, muito boa gente, inclusive alguns dos meus amigos, andam a enfiar barretes pelas coisas que escrevo, carapuços até ao fim e depois entendem-se magoados e nem me dizem nada, procedem com birrinhas tipo meninos mimados e vão valando pelas costas. Triste isso não é? Lamento! Por favor, não têm nada que enfiar o quer que seja, esta é uma forma de eu escrever, contudo as leituras e tais interpretações são da responsabilidade de cada qual. Não me responsabilizo pelo quer que seja, apesar disso, isto apenas são simples palavras. Entendido de uma vez por todas? Certo? Não posso fazer nada quando quem mete algo na cabeça e não quer ver as coisas de outra forma.
Para que saibas ou para que saibam, eu não estou zangado com ninguém nem é meu propósito, contudo se alguém gosta de estar zangado pelo facto de estar, então, olha, paciência. No primeiro início da morte seremos iguais e ai certamente não existirão mais aborrecimentos... até lá então se entenderes!
Contudo deixo manifesto que desejo falar com toda a gente e não ter aborrecimentos com ninguém. Cada qual estará ocupado à sua maneira...
Bem, vou dar uma volta, estão lá fora à minha espera para irmos dar um passeio e fotografar a paisagem... até mais.

Porto, 22 de Abril de 2007 - 11:25h

HARMONIA QUE SE CONJUGA

Uma flor naquela rua,
Uma gaivota que passou...
O olhar que o silêncio atenua
Daquela imagem que ficou.

Viagens onde me vou tomando
Pelas paisagens vou escrevendo
Daquilo por onde vou passando
Com os meus olhos bebendo.

Tanto mais que fica por dizer...
Eu por aqui fico sossegado...
Na minha paz, o meu viver,
Tudo o resto fica ao lado.

Nem me vou preocupar...
Com atitudes mesquinhas,
Apenas quero amar e amar
Dispenso ervas daninhas.

O resto será saudade perdida
A gratidão tomada em vazio!
Do que resta, resta a vida...
Do resto, confesso, ninguém viu.

Porto, 22 de Abril de 2007 - 11:54h

PS. Um dia destes, vamos tomar café e colocamos a conversa em dia! Abraços e beijinhos e tudo em forma. Que tudo te corra bem, fico a torcer por ti.

SIMPLESMENTE OBRIGADO

Fecho os olhos…!
Não quero olhar esses olhos, nem consigo acreditar o que por mim vai passando, sinto-me desarticulado, olhos sem nada entender, cansei das falsidades, nisso não vi amizades, apenas perdi o meu tempo, fiquei iludido nesse tormento. Não me interessa de mais nada, nem da tristeza nem da alegria, apenas estou como estou, um pedaço cansado.
Batem os sinos, que seja pela minha alma, pouco mais tenho a dizer, do que vejo não gostava de ver, do que sinto não consigo descrever. Inutilidades… talvez tudo isto, ninguém as pode entender, nada quero, nada espero. Morreu o amor e o ódio…!
Fosse a minha morte o silêncio eterno dos dias sem nome, o meu corpo perdeu o sentido, apenas estou como não entendes… fosse o meu silêncio a paz do universo.
Não quero mais nada! Não quero impostores… morram todos porque neste momento também morri, a minha voz não se ouve, apenas são desenganos, este e aquele desengano… a voz dorida do piano.
Obrigado pela companhia nos dias em que mais precisei, pelo desprezo entendido que aconselhei, pela alegria que vibrei, obrigado simplesmente pela estupidez… é a melhor forma de eu te conhecer. Certamente nada mereço, agora apenas quero descansar, já percebi tudo, não tenho palavras para responder, nada mais vou dizer… aprendi o que não pensava aprender, apenas quero acrescentar que da vida apenas de tudo isto resta morrer. Morri!

Grande Porto – Rio Tinto, 22 de Abril de 2007 – 19:20h

Escrito no Centro Comercial Parque Nascente

AGORA SIM... TALVEZ ENTÃO

Agora sim... fiquei mais calmo e depois! Finalmente ligou, mandou mensagem. Até que enfim, contudo não deixou de me dizer que tinha lido o blog e que tinha visto as minhas palavras ácidas, por acaso tenho consciência que foram ácidas... eram mesmo dirigidas para ele, como sempre todas estas palavras foram norteadas nesse sentido. A causa das causas... É mesmo assim.
Seja como for, volta e meia andamos aos arranhões... contudo, depois da tempestado vem a acalmia! Brevemente está comigo, vamos tomar café, almoçar, dar o nosso passeio e fazer as nossas fotos. Espero que não esqueças a data que disseste, olha de depois em vez de ser ácida com um ph de quatro, será de dois. Sabes como eu sou... sabes também que no fundo nunca te consigo desejar mal e quando estamos juntos, a alegria é a alegria de viver, de rir e passar a melhor forma possível.
Depois destes desagrados todos, de tanto me irritares... continuo a dizer-te que fico feliz por existires. Para ti sou como sou e nunca poderei ser de outra forma, ainda que tenha tantos defeitos, mas paciência. Agora sim... estou feliz!

Porto, 24 de Abril de 2007 - 00:23h

MAIOR DEDICAÇÃO

Falo-te das coisas do outro tempo, dos sinais que nos tocaram como lufadas de vento, também das saudades e das outras formas com o seu rumor, com tudo e com nada, simplesmente paisagens longínquas em traços secretos de amor.
Isso que um dia te falei para nada serviu, simplesmente envolveu os sinais disponíveis, as forças delicadas, como o sorriso da madrugada e da tarde onde nos encontrávamos para os nossos banquetes, entre pétalas e sombras de ternura guarnecidas pelos amistosos beijos em terras de ninguém. Recordo a primavera do nosso encontro, a grande fogueira que exibiu todos os poemas, todos os sorrisos e disso tudo, tudo foram temas…
Agora, dança comigo este envolvimento maior do que possas pensar, não existe forma mais além do que o vento que o possa balouçar. Nesta entrega profunda, escrevo poesia de maior dedicação, ela diz-me de ti, diz-me do coração, diz-me de todo este maravilhoso pulsar onde nada mais tem forma para aferição.

Porto, 24 de Abril de 2007 – 12:39

TOMADA DE CONSCIÊNCIA

Pensei, continuei a pensar, um pouco mais! Todos os dias tenho isso como algo dentro de mim, uma forma de crença, entre as minhas ideias gerais, entre essas coisas todas que não te consigo falar. No outro dia falei-te da psicanálise, tomámos em presença Freud e toda a Psicanálise. Sim, a função da psicanálise é de destacar os obstáculos, aqueles que estão avolumados pela imaginação a fim de os consciencializarmos. Repara que, somente pela consciencialização dos bloqueios mentais, estaremos em condições de os recusar. Como procedes? Sempre em ordem os teus mecanismos psíquicos! Verifiquei isso, anda sempre uma resposta à flor da pele para ser dada, não importando a forma como é feita. Fazes isso e descartas racionalmente. Sabes que rejeitar os obstáculos proporciona as condições para desenvolver um processo de sucessivas aproximações do real. Mas, afinal, qual o teu real? Razão ou sentidos? A organização racional ganha importância sobre as observações e o conceito (do quer que seja) enriquece-se em rigor ao englobar dentro de si as verificações experimentais que vão surgindo. Novas experiências vão acontecendo. Quando essa subjectividade for eliminada e levada a cabo pela razão, certamente muitos desses problemas ficarão resolvidos, um dia isso acontecerá, sinceramente entendo-o pelo amadurecimento e uma tomada de consciência, um outro olhar para ti e para os que te rodeiam.
Gostei do nosso café, das palavras que disseste, gostei da prenda que me ofereceste… para ti, apenas deixo a minha amizade, aquela que tanto valor queres dar, essa que continuas a defender e que contigo faço valer.
Lembra-te que a loucura parte dos homens e não se encontra nas farmácias nem nos supermercados e os sentidos modelam o pensamento. Todo o empreendimento remete para o uso da razão, para a racionalidade, as categorias da clareza e da distinção, somente assim conhecerás os fenómenos, olha que nem sempre do primeiro embate possuímos a clareza, algo ofusca-nos, embriaga-nos e depois faz-nos chamar a atenção, porque a voz da consciência dita, opera, é a tal voz que sanciona, conduzindo ao arrependimento. Depois deste café, entendo-te e considero o teu arrependimento, afinal nunca fomos perfeitos e o exemplo que demos não foi o melhor… gostei do abraço e do teu gesto humano. Deixo-te os meus parabéns pela humildade… desta maneira o nosso mundo passou a ficar mais enriquecido sem mais densidade na consciência. Certamente amanhã vamos tomar outro café com a alegria que antes estava bloqueada por situações ofuscadas pela falta de clareza. Repara que estes princípios agem muito fortemente!

Porto, 24 de Abril de 2007 – 21:45h

JUNTAMENTE CONTIGO

Desfolho na fronteira o sorriso de todas as cores, com o silêncio, com a memória adolescente da alegria interminável que transborda nesta libertação de todos os nomes, entre as palavras suculentas, onde a fragrância do caudal é a verdadeira lealdade que me sustenta. Por aqui, no jardim de Abril em liberdade, escrevo uma dezena de vezes o teu nome, reforço-o em toda a sua totalidade. Esta vontade ampliou em todos os sentidos, rasos de ternura e de mistério que assim enlearam todo o meu ser, desde a manhã até mesmo à bocado, pelas comemorações evidentes que o país leva acabo. Não sei porquê, penso que foi a liberdade que nos fez diferentes e com o teu sorriso consegui a felicidade, esta que se desfolha dentro de mim, num jardim infinito de paz, onde componho a seiva da totalidade. Sinto-me tão bem! Foi bom hoje trocar palavras contigo, cada uma mais bela e os programas que temos para breve, satisfazem-me muito, plenamente, preenchem-me, como só tu me sabes preencher e as viagens certamente farão de nós algo mais profundo, onde a corola dos dedos será interminável, percorrendo assim todos os centímetros do nosso corpo e desbravando o mundo.
Sabe-me bastante bem estar contigo, porque me compreendes, porque me acolhes, porque tens um sorriso lindo, porque o que dizes guarda a confiança absoluta e sabes sempre perdoar ainda que algum equivoco aconteça. É belo ter-te como alguém especial e do mesmo modo é maravilhoso saber que para ti, sou o inconfundível de todos os que conheces desde os tempos a que te votaste ao que faz de ti um ser total! Fico sem palavras, neste aconchego de frases e todas as outras que semeias, que no meu terreno lavras.
Certamente não serei o ácido, muito menos as minhas palavras serão corrosivas, são apenas pétalas de orvalho que dançam em fulvos de alegria, são tudo o que de bem possa existir, com o intuito de confortar todo o teu ser!
Corre o rio, corre a verdade, nesta fronteira furtiva de liberdade, tomada de caudal adulto na alma, tomada de ilusão e outras palavras de lealdade para a coragem sedutora.
No excedível dos aromas, as imagens levam outros gestos, outras sementes que afloram os nossos ideais e sei que contigo todo o meu mundo adquire outro sentido, aquele que deveras é belo, expurgado de impurezas, simplesmente engrossando os veios do amor, da verdade… neste jardim garrido de felicidade, onde outras luzes se acenderão mais. E neste momento, juntamente contigo, eu escrevo e pronuncio: viva a liberdade!

Grande Porto (Rio Tinto), 25 de Abril de 2007 – 20:10h
PS. Soube-me bem todo o passeio hoje pela Invicta e o manancial de fotos conseguida. Obrigado!

ACONCHEGOS NA NOITE

Na noite perfumada e profunda
Envolvo-me nas doçuras…
Todo o meu ser se eleva!
Toda a minha emoção dança
E neste amor o prazer abunda.

De olhos fechados contigo aqui
Ouço a música onde te encontro
Tomo-me no teu olhar aberto
Tenho-te assim, em mim perto

Na noite dissolve-se todo o meu ser,
Entre os encantos do desejo recortado,
Face à multiplicidade das emoções,
Onde te encontro… em todo o lado.

Com este mel, a noite acolhe…
A noite dita uma nova mensagem
A entrega da simplicidade
A entrega do bem para o fim
Para o aconchego da eternidade.

As tuas palavras bateram…
Apenas tomadas pelo tempo
Noite amena, suave, com seus encantos,
Onde abraço, onde aperto
Esta noite, a noite da entrega
A noite da amizade…
Dos amigos, da felicidade
A noite, a minha noite total.

Rio Tinto, 29.04.2007 – 03:40h

APENAS ESTOU QUE NÃO ESTOU

Nada mais tenho para dizer ou esse pouco que resta já não é importante e também me cansei de preocupar com quem de modo subtil me foi dando coices.
Não faz mal, pouco resta e o que ficou foi o suficiente para entender... fico com a minha dor de cabeça e despeço-me assim, no tempo vazio, despojado de todos os sentimentos e digo-te até sempre. Para tudo e para todos o meu até sempre.

05.04.2007 - 19:50h

sexta-feira, 11 de maio de 2007

DINAMISMO SOLITÁRIO

Propósitos que irrompem a totalidade, a entrega na postura, este caminho, a saga das sensações, a profundidade, a minha aventura. Sabores que agitam o coração, esta entrega de requinte, por insuflações a que vou atribuindo nomes, onde te encontro sem encontrar… qual movimento que não sei controlar, na multiplicidade de todos os desencontros. Todo o meu desejo completa o teu, entre nomes e pronomes antigos, com a força que não sou capaz de descrever, simplesmente com o traço de traçar, aquele que ficou junto do teu, o traço que não posso precisar, porque precisar é ausentar-me. Que mais te posso dizer então, quando a intensidade das palavras não atingem o alvo, porque a força é a contrariedade do desejo?. A ansiedade alimenta esta atitude, enquanto outros desenhos vão tomando postura na minha alma, no tiroteio das decorações, impressões tomadas de impressões, o princípio que se sustenta no seu próprio sustento… este dinamismo solitário, da palavra e da situação que se tenta aos poucos compreender.

Vila Real, 10 de Maio de 2007 – 16:19h
Samuel Bastos Ventoso
Escrito no Café “Pastelaria Gomes” Vila Real de Trás-os-Montes

quarta-feira, 9 de maio de 2007

NA MEMÓRIA DA FRENTE

Não sei de nada, nada...
Horas sem nome com nome
Horas simplesmente de relógio
Horas de nada e de tudo,
Fogo que arde no tempo
Na foz da memória antiga
A vida que a vida sustenta
Este sustento sem nome.

Correria das formas informe
Nos caminhos que não se percorrem
Por aqui, por ali, por esses lados...
Os lados de ninguém, de todos
Os lados que formam a vida
Com a paciência sem paciência.

Fulgores cadenciados entre formas,
Desejos dispersos, em profundidade
Este estado, onde tomo o chá...
Na noite sem nome e sem horas.

Porto, 09 de Maio de 2007 - 22:21h
Samuel, o Ventoso

sábado, 24 de março de 2007

REGISTOS DO ACASO

Julguei entender-te! Apenas fui tomado pelo engano, desde aquele dia, desde aquela passagem, o momento que considerei.
Questiono a minha postura nesta vida. Será que não posso ser feliz neste mundo onde me encontro? Sinto-me deslocado, talvez rejeitado, preterido pelas condições do sistema envolvente. O meu mundo esconde um outro mundo, feito de outras situações, de outros sorrisos e motivos desarreigados.
As mesmas coisas parecem tomar sempre os lugares comuns, numa ansiedade oblíqua, quase disforme, face aos conceitos comuns, ainda que a crença sustente um outro princípio, aquele que hoje já não tem significado para mim. As palavras embelezam a comunicação e os actos passaram-me ao lado, sem que eu precisasse da vida para te afirmar o quer que seja. Sou no meu mundo de palavras em mudança, agora somente só, já não sou mais uma criança, sou apenas o amigo que deambula no mundo.
O tempo parece parar e todas as metáforas sustentam-me impulsos, verdades temporárias, em acordo com as formas que não consigo conceber.
O sentido é apenas sentido quando o sinto… procuro respostas, contudo as interrogações surgem em catadupa!
Incomoda-me os esterilhos das crianças, confesso que não tenho paciência; a guincharia, gritos por tudo e nada tiram-me fora do sério… poupem-me por favor! Crianças incomodativas, não. Determinadas situações não me agradam, e os registos do acaso, continuam a revoltar-me, sem que muito seja sentido fora desta esfera.
...
Grande Porto - Rio Tinto, 18 de Março de 2007 – 11:08h
Samuel, o Ventoso – Escrito na pastelaria “DelRio”

domingo, 4 de março de 2007

CONTORNO E RECANTOS

Acabo o tempo,
Muito leve!
Sem espectros
Sem nada…
Apenas o consolo
Consolo do desconsolo!
As sombras marotas…
O beijo futuro…
O nada sem sonho
Muito azul… esta foz!
Os nomes do abandono
Sonhos pintados no contorno
Entre os cubículos e os recantos
Esta balada que ensurdece
Tomando as agonias do alto
No eclipse dos sentimentos
Ao escrito no vento, em salto.
Eclipse das emoções…
Da manhã que termina na noite,
Entre o espanto absoluto
E a força de inexistência.

Grande Porto (Rio Tinto – Venda Nova) – 04 de Março de 2007 – 16:56h
Samuel, o Ventoso

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

SEM TEMPO NEM TEMPO

Tempo para te dizer
Espaço para te encontrar
Lugar para o banquete
Nomes para chamar
Horas para viver
Fim a tudo o que é dor.

Começo por aqui
Início desta caminhada
Descanso do cansaço...
Trabalho porque preciso
Avanço para viver
Espera e não desesperar
Fim é a realidade.

Nada quero de ti
Tudo desejo ou nada!
Indiferença ao que possas dizer
Lembrança só depois da morte!
Morte é o meu descanso no tempo
Fim, o tempo sem tempo nem tempo.

Porto:21.02.2007 - 21:39h
Samuel, O Ventoso

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

TERMINUS

Ficou algo na lembrança,
Passos incertos…
Efémera caminhada,
O último clube
O homem proibido, prisioneiro
Face à exortação da saudade.

A ilusão acontece…
A ilusão morre!
O perdão viaja,
Alguém incomoda,
São os indesejáveis,
Os inconvenientes.

A viagem causa ansiedade,
A cidade está meio cheia!
O que conheço é pouco…
Repetem-se os cigarros, os mesmos.

Os cigarros e os mesmos,
O paradoxo da morte…
Fosse a morte o olhar,
Acabava-se de vez o tabaco.

Guimarães, 10 de Fevereiro de 2007 – 18:47h
Escrito no Café Óscar
Samuel, o Ventoso

sábado, 3 de fevereiro de 2007

AO ACASO ENTRE A JANELA

Acordei cedo, abri a janela, não gostei do que vi, senti algo estranho. Sentei-me... pouco para dizer, e o que tenho a dizer, não é relevante, até não vejo muita vontade de o fazer. Desnecessário. Muitas coisas são desnecessárias... tal como a presença de algumas pessoas.
Recordo aquele blog que vi ontem, sinceramente gosto, sempre gostei... pena a pessoa em questão pensar da maneira que pensa, como se isso resolvesse alguma coisa... estar sempre a apagar blogues, sempre, melhor, quase sempre. Confesso que escreve muito bem. Não menciono o blog, isso não. Já estou a ver que alguém já está a dizer que "sou eu", pois, não disse quem era. Só isso. Certamente, irá construir outro espaço em algum sítio, não sei onde, mas pouco interessa isso. Irá construir... sim, porque eu também já fiz isso. Tenho a certeza. E tenho vários blogs, alguns já nem sei o nome, e nem estão actualizados. Também não faz mal. Quando me lembrar vou lá, mas compreendo que é difícil tudo isto. Alguns apenas mudei o endereço, fiz algumas alterações e juntei um pedaço de imaginação para que as coisas tomassem um outro visual.
Decidir nem sempre é fácil...
Bem, o que fazer? Ir dar uma volta? Mas o tempo não ajuda... apetecia-me, mas não vejo o sol! Testes para fazer... ainda nem tomei o pequeno almoço. Enfim, visual a tratar e ir para a rua e logo aparece o almoço. Horas sem nome...
Almoçar? Bem, tem de ser num sitio onde não se fique com a roupa toda a cheirar a comida, como aconteceu ontem antes de ir para as aulas e depois reforçando o mau serviço de atendimento... alguém que quer atender tudo ao mesmo tempo, certamente fiquei para trás e nem ouviu bem os meus pedidos. Nisto só se perde... certamente menos um cliente e no decurso do tempo, outros desaparecerão. Outro inconveniente, foi aquela fumarada toda, dos fumadores rançosos que não entendem que "fumar mata", pensam que os outros devem ser parvos... não sei como é, não deixam de poluir os espaços e nem respeitam, não querem saber de nada, entendem que o que fazem é que está correcto.
Para quem não sabia o que ia escrever, entendo que já disse muito e além do mais, nem estou a seguir nenhum fio condutor de ideias. Nada estruturado.
Antes de ir embora da net, vou dar um olhinho a um blog muito especial, ver as novidades e montras literárias que se vão exibindo. Nestas coisas também tem de se ser muito soft, e não deixar rastos por onde se passa, claro, é melhor utilizar o filtro, porque depois ele apaga novamente o blog. São as mentalidades da persseguição, se não é, parece.
Bem, beijinhos e tem um dia bom, na volta até nos encotramos logo a tomar café... quem sabe?! eh eh eh Novidades reservam-me para a parte da tarde... hui, tudo.

Samuel, o Ventoso
Porto, 03 de Janeiro de 2007 - 10:38h

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

SEM REFERÊNCIA

Sem nome ou com nome, sem referência, com tudo.
apenas uma passagem entre as passagens das passadeiras, pela rua, sem horas...

Samuel, o Ventoso
02.01.2007 - 19:58h

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

UMA PALAVRA PARA NINGUÉM

Uma palavra para ninguém, um momento de agonia, uma vontade de ir embora sem retorno, no vazio desta passagem ôca. Talvez perdido, sem mais sentido, sem mais vontade, apenas com o peso da existência, tentando apaziguar o ardor interior. O que me resta afinal? Não sei, apenas as palavras são poucas e o pouco que me assiste é uma fasquia do meu doloroso existir.
Olho em meu torno e hoje parece que perdi a vontade de caminhar, apesar de ainda estarmos no início do ano! É um facto... vim para aqui, tentar despejar o que estava dentro de mim, sei que não é suficiente. Estou triste, sinto que falta algo, mas isso que me falta parece não vir até mim, ainda que eu tente ir até lá. Repito que é bastante triste... falta-me a força para caminhar, mas, seja como for, tenho de a conseguir e ir em frente...
Vou trabalhar, será melhor e ficarei mais preenchido. Uma palavra para ninguém, ou para toda a gente, a gente que não sei. Sei e não sei, mas o que sei está a desactualizar... vou e voltarei em outro tempo.

Samuel, o Ventoso - 03.01.2007 - 14:42h

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

DESABAFOS SEM DESABAFO

Pensei que algo pudesse funcionar, que os sabores tocassem o meu corpo e que a verdade encetasse uma perfeita adequação ao sentido dos tempos sem nome, desbravando a ansiedade esculpida, em doces desabafos, sem que tal desabafo permita solução da minha felicidade.
Viagens múltiplas, fosse eu outra pessoa, ainda que me coloque à margem daquilo que muito houvera amado. Tornou-se o meu amor em desamor e oda a vontade não passou de uma suposta ilusão! Foram vezes as que me enganei, tantas que nnca acertei e por vezes sinto uma vontade de dizer tudo o que penso, mas, não tenho coragem, restando-me cmo saída a escrita, nas mais diversas formas. Não sei se algum dia serei feliz, se faz sentido a minha passagem por este mundo ou se o mundo onde estou não é meu! Cnfesso que por vezes sito-me a mais, e para não pesar tanto, disfarço.
Gostei da tua prontidao à mensagem e à chamada... brevemente desaparecem as horas sem nome... sinto-me triste, apenas tomado pela escrita e pelos tempos da pulsão.
Acredita que não espero mais nada... sei que te esqueces de mim, sei que outras situações possuem maior atracção e que já passei de moda. Penso bem ou pense mal, o que me resta é a fuga, a mudança e matar tudo aquilo que me faz sentr o que sinto, não fosse tal sentimento um despropósito.

Grande Porto, 02 de Janeiro de 2007 - 21:36h
Escrito no Parque Nascente
Samuel, o Ventoso

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

DESABAFOS DA MANHÃ DE 2007

Horas sem nome... O que dizer quando tudo me parece ter sido dito? Sim, o que dizer? Espero que a festa tenha sido boa, com todos esses amigos que nomeias no post, com tudo isso que seleccionas e de um modo subtil descriminando os outros. É isso mesmo, pouco me importa, apenas sinto e considero. Nada mais a fazer para o que não tem outra alternativa de se fazer. Penso no que te desejar...! É simples, desejo-te um Feliz Ano de 2007, com o que mais desejes, são estes os votos do vendaval, vindo de outras terras e perdido pelas margens do Norte, pelos campos e pelas terras de ninguém. Nem todos podem ter a tua sorte... talvez hoje precisasse do carinho esquecido, mas nem por isso tenho essa benesse! Não é para todos... apenas tenho de me orientar neste novo ano que hoje dá início.
Pensar e repensar valores, olhar com olhos de ver, dizer e não dizer porque o sentir é traiçoeiro. Desabafar, criar um outro blog, sim, porque este espaço já sofreu bastantes alterações, desde a mudança de título, ao próprio template em si, bem como o endereço web. O que representa afinal tudo isto? Qual o valor de tudo isto? Como? Onde? Com quem? Afinal, parece-me que seja por aqui, seja por ali, encontro na maioria das vezes e em grande número as pessoas erradas. Poucas são as que estão à minha beira... o resto é oportunismo, claro interesse de libertação. Confesso que não me identifico com estas situações. Hoje é dia de Ano Novo, estou meio alegre, meio triste, apesar de ter uma passagem de ano diferente, não com quem eu gostava, mas com o que foi possível e claro as desculpas não deixaram de estar presentes, para justificar os momentos em causa. É sempre assim! Afinal, o que me resta de tudo isto? Gostava de entender... talvez pensar melhor o que tenho de fazer que ainda não fiz, contudo, pode até ser tarde em demasia e já nada poder fazer, apenas esperar o final. Ando na maioria das vezes pelos caminhos errados, no entanto quando estou neles, tomo-os como os mais acertados, só que depois sai o tiro pela culatra. Oh que aborrecimento! Quantas pessoas estimo e gosto... mas, apenas são pessoas erradas para mim. Porque não consigo ver algo de mais profundo naqueles que gostam de mim? Escolho sempre as pessoas erradas e o que podia funcionar comigo, nunca funciona. Incrível esta sorte da treta! Reflexões neste dia de horas sem nome!
Bem que podia neste momento estar com os meus amigos, e estar tal como eles estão, feliz, alegre... só de pensar isto tudo, sinto uma tristeza, uma forte vontade de chorar. Bem, mas calma. Dentro de algumas horas irei viajar, e mudar de ares, pode ser que aconteça neste ano algo de novo, algo que possa mudar a minha vida e dar sentido para toda a minha existência.
Bem, a todos um Feliz Ano de 2007.

Um abraço aqui da Lezíria. Samuel, o Ventoso
Vila Franca de Xira - 01.10.2007 - 08:29h