Mudou a hora! Mais uma vez entrámos para a hora de Verão. Estava habituado a um outro ritmo. Ontem foi um dia de bastantes ritmos, especialmente da parte da tarde; passei praticamente o dia todo em casa, fazendo alguns intervalos, frequentando o café habitual. Vim para a net, para o msn, teclar com amigos... eras praticamente a pessoa principal com quem estava a teclar, apesar da tua ausência, dos teus descansos e das poucas palavras que se soltavam. Compreendo! Gosto imenso de falar contigo, és uma pessoa porreira.
De tarde, mais à noite, sai, não estava previsto, sim, fui com pessoas amigas e fomos às compras. Aproveitei a boleia para me distrair um pouco. Deixei o msn aberto e tu lançaste conversa e certamente não tiveste resposta. Enfim... estavas sempre ausente ou ficaste até horas tardias. Tentei contactar-te, telefonar-te, também não me atendeste, fiz por três vezes... enviei-te mensagem escrita e também não obtive resposta. Certamente não te apeteceu... estás no teu direito de fazer o que bem entendas.Compreendo e não tenho nada que pensar coisas de que não sei. Disse o que tinha para dizer... mudou a hora. Hoje acordei cedo, devidos aos hábitos que têm vindo a ser incorporados. Estás off-line, continuas assim. Mudança de hora. Certamente mudou muita coisa, muita coisa mesmo. Chegaste agora, agora mesmo.
A conversa continua, as palavras acontecem e clarificam-se situações, não tivesse mudado a hora e as dramatizações não fazem sentido. Eu sinto-me bem, tanto fisicamente como psicologicamente, o dia até está agradável mas, conversar contigo é o que sobretudo mais prazer me dá. Acredita, continuo a dizer que és um encanto para a minha alma! Os sabores ficaram e as palavras são maravilhas que trocas comigo, as verdadeiras pérolas da razão.
26.03.2006 - 11:49h
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domingo, 5 de agosto de 2007
sábado, 21 de julho de 2007
SEM SIGNIFICADO APARENTE
Pedaços de tinta derramados ao luar estio…
Nomes que deixam de ter significado, contudo!
Amores que desaparecem… usam, apenas brio,
Rumores… um nada mais, sendo tudo
O tudo que se converte em nada, em grande vazio.
As tuas palavras, sem eficácia… banais!
Esse comportamento sem comportamento,
Fugas, sexo ao acaso, enganando, ritmos triviais
Tornando em descrédito todo o propósito
Por ridícula personalidade tresmalhada
Cujos degraus são restos simples e banais.
Derrocada de todo o crédito, o possível amor
Nada de mérito… apenas lamentação…
Sem que isso algo possa dizer, nem dor
Lançado ao nada, tudo o que fora paixão.
Dizer o que nada se tem para dizer…
Apenas um vago espectro, sem significado!
Rir-me apenas de quem me enganei
Por me ter iludido, até mais ter pensado,
E agora, vejo que ainda bem que não sei.
10.06.2006 – 23:49h
Nomes que deixam de ter significado, contudo!
Amores que desaparecem… usam, apenas brio,
Rumores… um nada mais, sendo tudo
O tudo que se converte em nada, em grande vazio.
As tuas palavras, sem eficácia… banais!
Esse comportamento sem comportamento,
Fugas, sexo ao acaso, enganando, ritmos triviais
Tornando em descrédito todo o propósito
Por ridícula personalidade tresmalhada
Cujos degraus são restos simples e banais.
Derrocada de todo o crédito, o possível amor
Nada de mérito… apenas lamentação…
Sem que isso algo possa dizer, nem dor
Lançado ao nada, tudo o que fora paixão.
Dizer o que nada se tem para dizer…
Apenas um vago espectro, sem significado!
Rir-me apenas de quem me enganei
Por me ter iludido, até mais ter pensado,
E agora, vejo que ainda bem que não sei.
10.06.2006 – 23:49h
sexta-feira, 6 de julho de 2007
POLINÓMIO DO ESTÉRIL
Crepúsculo do efémero
Fingimento de Verão…
Contracções do inerte!
Esta solidão estéril,
Tomada pela erosão das cores.
Lábios trémulos, travestidos…
Criatividade magistral
Rugidos do acaso
Lascivo orgasmo, imortal
Infecundo desejo de aleluia.
Desencontro lítico, injusto
Segregado pelo insensível
Pelo polinómio dos espelhos
Aos olhos da flor geométrica.
Imparável, inconformado olhar
Injustiça pungente, oxidante…
Oásis de medos, profanados
Neste horizonte sem palavras.
08.08.2006 – 20:19h
Fingimento de Verão…
Contracções do inerte!
Esta solidão estéril,
Tomada pela erosão das cores.
Lábios trémulos, travestidos…
Criatividade magistral
Rugidos do acaso
Lascivo orgasmo, imortal
Infecundo desejo de aleluia.
Desencontro lítico, injusto
Segregado pelo insensível
Pelo polinómio dos espelhos
Aos olhos da flor geométrica.
Imparável, inconformado olhar
Injustiça pungente, oxidante…
Oásis de medos, profanados
Neste horizonte sem palavras.
08.08.2006 – 20:19h
segunda-feira, 25 de junho de 2007
A CONSEQUÊNCIA DA DISTÂNCIA
Tecem-se os dias pela esperança, em nome do amor. As sílabas prometem o desenho do vento, enquanto te interpreto no segredo vagaroso, a consequência da distância, talvez da memória adormecida, aquela que te convém.Chove lá fora e o vento sopra com a sua força enquanto te guardo no armário do silêncio. Credível mensagem sem consciência, agreste nos sorrisos tresmalhados do tempo, ante as folhas dos choupos, com palavras melancólicas e confusas. Chamaste-me nomes, apenas gostaste dessa posição, não existiu outra como essa. O secretismo da palavra viajou no ponteiro dos relógios, manteve o ofício das cores e o teu nome veio até mim, uma vez mais, falou-me do rumor dos dedos, perdidos no grito de uma gaivota, entre o abraço que ficou sem utilidade.As memórias do silêncio tocaram-me carícias conjugadas de corpos, os beijos que o vento silencia e que naquele dia criticaste.A casa do silêncio perdeu-se nos degraus da solidão, na vertigem da mensagem obscura, na outra palidez, tão breve quanto a escrita que me diriges. Conheces o meu desassossego e as viagens da cadência sem diâmetro. Tudo é tão belo, porque o primeiro princípio se instaurou… e uma nova luz desceu reunindo a manhã e a tarde, o lugar da escrita, neste sacerdócio que não podes precisar.Silêncio sem espessura, a consequência das arestas da tristeza em lugares que afloram à entrega dos condicionalismos. Foste assim a angústia inútil, o sonho demorado que inventei, foste a saudade e a voz da minha imaginação, o caminho interminável que bateu no silêncio. Já não sei de ti!Desenhaste o rumor de todos os fluxos, a escrita do sangue e a definição sem vida. Ficou a mágoa inexpressiva, o silêncio e o rumor do vento, este gesto sem sombra, onde desenho um outro mundo, como consequência da distância.
Porto, 13 de Fevereiro de 2007 – 22:18h
Porto, 13 de Fevereiro de 2007 – 22:18h
quinta-feira, 21 de junho de 2007
DANÇA DAS ALMAS
No sorriso ténue da vida, dança o meu corpo, em rodopios, em vazios que parecem não ser preenchidos, apenas reprimidos por um mundo aparente. Esta é a minha dança... Danças comigo nesta luta, neste envolvimento onde já não sou nada, apenas uma sombra que te passa pela visão, desfeita, conturbada, cheia de lágrimas, porque nessa tua vida nunca vais ser feliz, por me teres lançado para o lado do desespero. A dançam, continuam a dançar todos os dias belos corpos, onde me misturo... Misturo-me nesta perdição, desconectado de todos os sentidos, em procura do irrecuperável, mas já mentalizado pelo tempo, pela sociedade anormal, por uma moral imoral, com um roupante de situações que não cabe na cabeça de ninguém e nem possibilita a felicidade de um pobre mortal. Sou assim, não escolhi para ser outra coisa, mas sei que assim não sou feliz, ainda que avance de outro modo. A dança continua e continuarei sempre sem fim, enquanto a vida me permitir. Esta será a minha dança, a dança das almas, a minha e a tua! Beijo-te eternamente quando sei que os meus beijos estão mortos. O meu rosto cansado, a minha alma perdida, grita, suplica pelo fogo do amor e encontro o inferno com os seus dissabores. Por vezes no meio desta dança infernal, fico cansado, apetece-me desistir de tudo, de lutar, sim, de continuar a procurar e dizer ou dar um adeus definitivo a tudo! Desculpa, mas certamente não faço parte deste mundo do que se diz ter por normal, dentro dos padrões da repressão. Certamente não lido bem com isso e não escolhi ser o que sou, sou assim... vou na minha dança, a dança de todo o meu ser que um dia deixará de ser para passar ao estado que queiras pensar.
28.12.2005 - 19:55h
28.12.2005 - 19:55h
segunda-feira, 18 de junho de 2007
SORRISO INCOMPLETO
Perco-me no teu pedido sem que existam mais mutações possíveis, ou pedidos consideráveis, apenas olhares fora do contexto da rosa-dos-ventos e dos nomes, feitos ditadura ou amizade. Intransigências! Um sorriso incompleto, ou dois! Todo o meu ser se completa quando o silêncio aumenta, quando as palavras de vontade terminam ou outras situações tornam possível um outro olhar. Afasto-me sumptuosamente, da rua dos nomes, por um regresso seco de intimidades sem rosto. O meu olhar ergue-se em torno do levante, de uma fogueira acesa que tive de aceitar passivamente, dentro de mim, sem que eu quisesse, ou o sentido dela fosse desbravado, convenientemente. A minha alegria sustenta-se na interrogação, naquele princípio feito para lá do horizonte ou das vontades consideradas referência ou antagonismo do coração. Perdi o coração nas tuas atitudes inconsistentes! Neste pedido, ainda que amargo, coloco um selo, a consistência inconsistente, para um novo lançar sem rosto ou fronte que se possa precisar. Entrego a minha vontade ao silêncio, à indiferença, ao desconhecido e perco-me em miragens, sem que entendas o absoluto do meu ser e foi feito o princípio e o fim da manhã e da tarde por uma entrega total, sem encontro ou lugar específico. Todos os lugares são lugares de tudo e de nada, como isto, ou aquilo que ficou por dizer, porque não digo mais nada do que possas esperar! Cópias de uma miragem! Deixa-me ficar assim, no silêncio, na vontade sem vontade, por mutações de um sorriso incompleto ou de outras circunstâncias, aquilo que ainda não te disse nem te vou dizer.
11.01.2006 - 08:07h
11.01.2006 - 08:07h
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