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domingo, 5 de agosto de 2007

PALAVRAS AUSENTES

Escrever palavras ausentes
Pintadas pelo sorriso da mente,
Vezes repetidas... tão diferentes,
Neste querer, por ti somente.

Rasga-se o silêncio da profundidade
Lança-se a minha na tua amizade
E neste querer de dia incerto
Caminho ao acaso, faço um poema
Diverso poderá ser o tema
Digo-te até sempre, mil vezes
Palavras ausentes, de amor coberto.

21.03.2006 - 09:35h

EMBATE

Arrebatamento... voz final,
Reforço e sentido,
Alturas sem ritmo, ideal
Sono, muito sono preterido.

Desculpas, mais desculpas,
Fim sem destino...
Olhar incolme, vago
Precisão de desejo
Um olhar felino
Certeza que se bebe
Beijo que não se pede
Água que corre...
Vai correndo no vazio o sonho.

Um café, dois cafés
Um copo de água, um caderno
Uma ausência sem limite
Um desejo que se apaga
Uma desculpa para evitar
Aquilo que vale a pena
Embate dos nomes...
No silêncio de embalar.

03.04.2006 - 10:15h

domingo, 29 de julho de 2007

PALAVREADOS SEM RESPOSTA

Rigorosamente! Verdade… Onde está a tua generosidade? Onde? Estará por ai? Em lugares que não sei? Apenas está de modo não estando… aparentemente está.Envelhecemos! É normal envelhecer… os palavreados indesejáveis também. Os limites também e o cansaço instala-se. Colocam-se perguntas sem resposta.Não me interessa estar a envenenar a linguagem pelas formas como se dizem as coisas. Loucura consciente, este abraço, este segredo, o dizer que nada diz… guardo apenas a recordação da aventura ao jardim secreto. Guardo a imagem, guardo os lados belos e não estou a ver as coisas negativas, essas de implicar ao ponto de fechar todo o diálogo. Certas pessoas gostam destas situações.
Um poema, um texto… um filme, uma situação única. Novas pessoas, porque outras em quem tinha depositado algo de bom, esse mesmo bom foi entornado sem que eu deseja-se… senti-me a mais. Vou-me sentindo e deixo de sentir, porque estragas o que houvera de bom. Ataco assim, mas não te ataco. Certamente estou aqui mergulhado no fascínio e nunca me canso do que certamente naquele dia me deste. Nunca me canso de ter gostado de ti, de ter repetido o que vivi, de te ter tido em mim no sentido total da palavra.
Experiências, fixações, lugares absolutos… não me conheces, pensaste que sim… o resto consideraste repetição. Apenas consideraste, foi só isso e dizes e contradizes tudo ao ponto de te elevares para ficares sempre por cima de mim. Gostas assim! Que seja feita a tua vontade. Continuo igual, a vida te mostrará as situações e tu verificarás.Tudo isto vai-me ensinando e o pensamento activa as acções. Agora vou tomar o pequeno-almoço e beber o ar puro… vou depois de sair daqui.

23.04.2006 – 10:44h

UMA MÚSICA PROFUNDA

Em profundidade, ouço os sons de um piano, a harmonia conseguida, nota a nota, sem engano, preenchendo momentos da minha vida. Quem diria, ser esta a tamanha claridade que se consegue por breves momentos de magia.
Noite cheia de fulgor, poderá ter sons mais profundos e tanta, tanta cor. Noite onde as teclas choram, as pautas se levantam, as palmas imploram e os anjos cantam. E feito tudo isto assim, ainda que consideres repetição, é um pedaço de mim, que aqui te deixo com muita emoção.
Estas palavras de profundidade, talvez não as possas analisar, estão a amadurecer, procurar liberdade, amor, verdade sem que possa ser. Um pouco mais ainda eu quero deixar, quantos quadros que a noite finda, não completa o meu pincelar.

23.04.2006 - 20:50h

HORAS POR DECIFRAR

Quero acreditar...
Não disfarçar!
Que a lágrima azul seja
A poesia que te prometi
O sabor que tomei...
A solução para a solução.

Visivelmente o sonho é estrela,
Eu a vertigem da utopia...
Desejo acreditar na realidade,
Nas horas por decifrar
Na ausência do amor
E no gesto que adormece.

Quando puderes vem...
Escuta-me!
Desloca-te!
Toma todo o meu ser
Como naquele dia...
De grandeza cósmica.

No silêncio a ternura é veneno!
Os lados assaltam...
Tudo é interminável, forte
Quando em coração doce sou,
Uma forma de acreditar.

03.05.2006 - 11:30h

sábado, 21 de julho de 2007

COISAS SIMPLES

Estou contente, falei com os meus amigos, finalmente teclei com o P., ainda que pouco. É bom falar com as pessoas que estimamos, muito bom mesmo. O R., voltou a mandar-me mensagens. Todo porreiro. Hoje tenho montes de testes para corrigir outros ainda para fazer. Nada de stresses, nada mesmo. Tudo correrá da melhor maneira, certamente.Avizinha-se muito calor e mais umas horas, uma viagem a fazer. Até depois...

06.06.2006 – 09:53h

quinta-feira, 19 de julho de 2007

MORTE DAS PALAVRAS E O BLOG APAGOU

Interessante as palavras que guardo, as mudanças que operam, os movimentos do sonho e um todo que se vai ampliando cada vez mais, algo para o qual me faltam outros modos de dizer. Conjugo e tento esquecer as palavras que morreram, as mensagens que se trocaram e as fotos que se lançaram. Tudo no tempo foi reduzido a cinzas!Esse teu acto, mostra uma vez mais a instabilidade, a insegurança… tudo aquilo que apontavas nos outros! Que discrepância… Ah, não é? Que pessoa complicada que és, que coisa absurda. Nada a fazer e apenas a morte te consumirá na indiferença, tal como a eliminação do teu blog, um tipo original de suicídio em degrau a degrau. Se deixaste de existir, é porque não fazes falta, outros surgirão e tu cairás no esquecimento para sempre. Não serás mais agente desconhecido… Esta é a lei da vida… ainda assim, o teu coração chorará aquilo que não se pode dizer. O tempo não falará, mas algo de bom guardei em memória, o teres um dia passado na minha vida. Isso está lá como um bom tesouro, muito bonito. Obrigado por teres existido… tudo tem um princípio e um fim. O nosso chegou, teve o seu momento.

23.06.2006 – 12:57h

terça-feira, 17 de julho de 2007

AS TÁBUAS DO PRECONCEITO

Penso que jamais algum dinheiro pode preencher a tua presença ou poderá comprar algum amor! O que és não é pelo que tens… compreendo essa indisposição, mas nada posso fazer, entendo que as opções são sempre as correctas. Compreendo como na nossa sociedade materialista as pessoas tendem a reduzir todo o dinheiro a bens materiais. Aliás, elas estão reduzidas e o que interessa é apenas o prazer imediato. Onde reside a generosidade? O tempo de ser Madres Teresas já não existe… entendes isto? E tudo passará muito rápido, mais depressa do que pensas. É necessário conversar-se com as pessoas pelo simples facto de se ser humano! Parece-me que falta o tempo, talvez mais do que isso. Os preconceitos não servem para nada, apenas impedem a verdadeira razão de viver, uma vez que estes conduzem aos mexericos, coisa que detesto. Para mim, nada de preconceitos, nada de maneiras de pensar discriminatórias, uma vez que isso é o contrário de todas as formas de existir. Os preconceitos são o oposto da generosidade, da justiça, do perdão, da compreensão... reflectem uma forma de pensar profundamente negativa. Confesso-te que os preconceitos são consequência da ignorância ou da fraca sapiência de determinada questão. Entendo que jamais alguma vez preconceito algum tem uma base lógica. Sabias que a intolerância mata? É necessário desarmar os preconceitos… entenda-se que na maior parte dos casos, as pessoas que veiculam os preconceitos não conseguem explicar de forma racional e séria a razão pela qual seguem esses preconceitos! Isto é um facto, basta sair de casa e ver os juízos subjectivos, a maneira de reagir das pessoas. O que está em causa é a falta de informação adequada.Seja como for, penso que é necessário perceber qual é o nosso próprio nível de evolução! Evolui-se não por patamares rígidos mas num plano lento onde algumas lições podem levar vidas a ser interiorizadas. Para que saibas, os únicos limites da nossa evolução são aqueles que nós mesmos nos impomos e depois somos escravos disso. Certo? Cada pessoa possui o seu próprio ritmo de evolução, alguns ainda vivem na idade da pedra e outros mergulhados no preconceito, dai a necessidade de fazer despertar alguém que está adormecido. Já acordaste? Os prazeres dos sentidos não são para jogar fora… bom trabalho porque a energia é a minha potência.

01.07.2006 – 12:40h

quarta-feira, 11 de julho de 2007

ORATÓRIA DO VENTO

O teu gosto é secreto, define a profundidade quando nada mais te ser dizer. Trilogia do âmago, da expressão sem horas, uma vez que a única hora que existe, é esta, a que te escrevo, o resto são blocos de silêncio, tornados gelo. O prelúdio é uma sinfonia enorme, rouba-nos o coração, por vezes de uma forma violenta, esquecendo todos os contextos possíveis. Não sei mais quem és, apenas esqueci a tua existência, ainda que momentaneamente. Tornei-me ausente, apenas escrevo um poema para te condecorar. Não sei se mereces alguma coisa que seja digna de ter em conta… a tua leviandade corrompeu a boa imagem que tinha de ti. Não sei mais o que tenho de ti, resta apenas um sinal na face, as oratórias do surpreendente, do vento. Eis-me a caminho do outro modo, dos vários romances sem romance.

28.07.2006 – 16:29h

sexta-feira, 6 de julho de 2007

DISSIDENTE MOMENTO

Bêbado da alma por te pensar…
Cambaleio na rua deserta,
Pela sombra que o sol aperta
Minha áurea incerta a chorar.

Ruas da conspiração fingida
As palavras que escreves agora
Mágoa em projecção sentida
Que bebeste nos dias de outrora.

Danças nessa anestesia…
Por um acreditar sem sentido
Dizes-me por essa selvajaria
Que sou vago, acidente ocorrido.

Que seja eu enfim, um dissidente
Transporto a luz do teu ser…
Neste desassossego, somente
Foi por ti, restos de curto viver.

05.08.2006 – 16:22h

quinta-feira, 21 de junho de 2007

DENTRO DE TI ENCONTRO

Nos sabores de todos os nomes que guardas dentro de ti encontro a tua beleza, ainda que estranha, ainda que de forma diferente, mas tem a ver comigo. De rosto molhado, pelos sabores estranhos, grito aos princípios de poder encontrar o que parece perdido neste reino desencantado. Envio-te as minhas palavras, os pedaços do meu coração para que os possas conjugar, por uma saudade sem remédio, onde nada me interessa, a não ser amar. Entenderás um dia os mananciais do amor, das formas e dos contornos que fazem de ti um ser diferente e a diferença só tu a poderás dar. Tudo o que é belo toda o olhar, molha-me o rosto tomado pela sensualidade, pelos sorrisos e pela tristeza que não podes avaliar. É doce, mnuito doce tudo o que sinto por ti, tudo o que faz parte do indizível e a esperança vai descendo em harmonia pelas ruas e pelas paisagens. Mesmo perdido, o fogo do meu amor acende outro lume. Espero-te lá, na rua dos nomes. Nesta força desmedida, penso-te com todas as minhas forças, com todo o meu ser e sei muito mais do que possas pensar, apenas fica o beijo profundo e meloso de um dia que nunca mais se esquecerá. Tudo é belo quando surge de ti e por ti é traçado. Quantas palavras não são atiradas ao vento, por ruas, entre nomes percorridos, onde me sinto perdido, nesta cidade do amor... sem amor.

27.12.2005 - 14:15h