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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

PALAVRAS DE SITUAÇÃO

Quantas palavras? Quantas pessoas? Quantos amigos ficaram na rua? Tantos... o que existe? Por onde andas? Morreste? Quem és afinal?
Rua dos nomes, tem albergado tantos nomes, tantas vedetas... uns diziam-se amigos, outros foram amigos de faz de conta. Sem dúvida. Amigos por interesse, gente que se pensasse bem, confesso que desaparecia imediatamente. Eu estou aqui para te dizer que fiquei desiludido contigo, confesso que não esperava. Grande facada! A vida dá muitas voltas... em seu devido tempo tens o que mereces. Eu estou bem e vou continuar... são palavras de situação.
Queres assim? Esse jogo sujo? Também o vou fazer... sei que algo vai acontecer, sei mesmo. Acontecerá, sem dúvida alguma.
Agora podes desistir de tudo, desiste porque não vale a pena insistires. Nada mesmo.

16.09.2013
Samuel Bastos Ventoso

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

VAZIO CADA VEZ MAIOR

Noite de Dezembro e lá fora cai frio, as situações tomam um gesto diferente! Fico só, só eu sei o que sinto.
Acabei de ligar mesmo agora para uma pessoa que considero amiga e não me atendeu. Não me atendeu, repito. Sabes como fiquei? Triste, sim, porque tenho sentimentos como tu. Hoje conversei com um outra pessoa amiga, soube que ela estava bem e que finalmente encontrou uma pessoa que a preenche. Fiquei contente, mesmo, sério. Perguntou como eu estava, contei e disse-lhe que não tenho ninguém. Sabes o que sinto? Um vazio, sim, um vazio cada vez maior que já não o consigo controlar nem dizer a ninguém acerca daquilo que esse mesmo vazio provoca. Mas, sei que vai passar em breve.
Estou triste e interrogo-me sobre a minha condição de ser, de disponibilidade para ti. Será que sou um anormal nesta rua? Será que sou horrível entre os horríveis? Baixa auto-estima?! Talvez sim ou não! Mas estou um pouco cansado da caminhada. O que posso fazer? Deixo que o tempo passe e depois logo se vê!
O tempo vai passar certamente... a vida continua. Amanhã será melhor... ando à deriva dentro dos meus pensamentos.
Falo-te de tantas coisas, outras escrevo e sinto que este blog já foi mais interessante, sim, já foi, o tempo em que a inspiração era uma cosntante, porque existiam fortes motivos para tal... essa pessoa que me inspirava não está mais aqui, não sei mais dela, foi embora, entrou noutra montra, procurou outra rua ou simplesmente perdeu tudo. As pessoas por vezes perdem tudo o que construiram... Pergunto pelos meus amigos? Não sei deles. Pouco importa! Quantos não sentirão o que sinto agora? Não gosto do Natal apesar de ser Natal... detesto esta quadra. Deixa estar, tudo passará daqui a algum tempo, tudo mesmo, até mesmo a forma que tens para mim, o modo como me olhar e em dia não programado, surgirão as surpresas...

15.12.2009
Samuel Bastos Ventoso

segunda-feira, 4 de maio de 2009

DESABAFOS NA SOLIDÃO DA RUA

O tempo passou, foi passando, foi com o mesmo ritmo de sempre. Parei, fui sem destino, criei alguns blogues, outros apaguei, pensei em eliminar este, mas ainda não o fiz. Achei que tudo isto era ridículo, desde a vida e a morte. Senti algo muito estranho, coloquei tudo em causa... várias pessoas faleceram! Pensei no amor e só senti tristeza, talvez por não ter namorado, talvez por não ter ninguém na minha vida quando julguei que alguém pudesse gostar mesmo de mim. Julguei! Continuo a julgar que tudo é mentira.
Foram imensas as mensagens, as palavras. Foram imensos os desabafos, as caminhadas e o vazio continua. Foram... tentei dizer algo, tentei fazer tudo e nada fiz e o que fiz não sei se foi rentável. O que senti? Não sei se o deva dizer aqui... senti apenas tristeza. Fiquei só no meio da rua, senti-me somente só, como se fosse o único anormal no meio disto tudo. Senti as lágrimas a correr, numa forma clandestina, quase bizarra. Mas senti! Senti a vontade de destruir tudo como revolta de todo o meu sentir...
Pensei que tinha um amor, pensei que tinha encontrado a pessoa que tanto gostei. Pensei. Apenas me enganei. Sabes o que encotnrei? Vazio. Muito vazio. Senti vontade de não mais dizer nada a quem quer que fosse... voltei a insistir, voltei, continuei a voltar e só dor. Sabes o que senti? Vazio ainda maior do que o inicial. Dor, imensa dor... nunca pensei sentir isto. Confesso. Nunca. Pergunto se acaso não tenho o direito em ser feliz? E agora que tenho aparentemente do ponto de vista material aquilo de que gosto. Fui sincero, expus-me, talvez demais.
É triste pensar que se tem alguém a quem muito se estima, a quem se é capaz de dar tudo e só se recebe patadas dessa mesma pessoa... bofetadas sem mão, tempestades de ingratidão. Sabes o que sinto? Revolta entre todos os nomes e possibilidades de pensar o amor. Andei sem rumo, andei perdido entre todas as ruas e avenidas, num desespero completo. Fiquei só e continuo só. Será que vou continuar só? Iludi-me, apenas, confesso que não me devia ter iludido. Confesso que senti uma vondade de chorar, de destruir tudo. Confesso. Mas sabes como estou? Triste. Isso, somente triste. Não sei quando isto vai passar. É triste sentirmo-nos usados, rejeitados. Este espaço tem a sua colaboração, outros blogues foram eliminados. Eu fui eliminado, fui bloqueado no msn, como se tivesse feito algum mal terrível. Sabes como estou? Nem tenho palavras. Sabes o que deixo? Agora, deixo desabafos, nada mais. Espero que passe. Podia vingar-me, podia sim, mas não o vou fazer, porque se o fizesse seria negar tudo aquilo que um dia senti. Deixa andar, quem sabe alguém me possa dar força e quando menos esperar encontrar uma pessoa que possa preencher a minha rua, com todos os nomes lindos e a rua possa voltar a ficar linda. Será?

estou a solicitar SOS - mail e msn: ruadosnomes@hotmail.com

Samuel Bastos Ventoso
04.05.2009

domingo, 5 de agosto de 2007

PERDIDO NA NOITE

Precisava de ti, deste-me com os pés, respondeste friamente, como se de algo indesejável me tratasse… comecei a sentir-me a mais! Confesso!... Liguei-te, não me atendeste o telemóvel, mandei-te mensagem… nada disseste. Um corte, mais outro corte… certamente se fossem assim para ti, gostava de ver. Concluo, ainda que possa concluir mal, que não gostas de mim, que queres distância, que não mais interesso. Pensamento negativo... um pedaço. Senti-me e sinto-me rejeitado. Gosto das pessoas erradas, dos que por amigos penso ter, amigos errados, esses que não são meus amigos, apenas conhecidos. Engoli fortemente tal atitude e tão violentamente foi o embate que fiquei aterrorizado mais uma vez. Desculpa o desabafo, é o que sinto, ainda que sinta mal tudo isto. A minha sensibilidade mata-me... tem-me vindo a destruir e ainda não aprendi.Perdido na noite, sem sentido, no vazio que se amplia... sinto-me só, mais só do que tudo o que se possa pensar! Já nem penso... apenas escrevo para esquecer tudo isto que neste momento estou a sentir. Amanhã é outro dia, o dia que não posso definir, o dia que não estarei como me sinto agora.
É necessário atear um pouco mais o fogo do interior, aquele que possa dar sentido à minha vida, aquele que possa ser real em amor, que não esteja perdido e que ainda possibilite dar mais um passo, sem uma lágrima, sem dor.
Entendo esses estados oscilantes, as palavras que circulam, outras que chegam de modo que as não entenda e muito menos percebo o que desejo perceber. O meu grito é surdo, a minha súplica não faz mais sentido e se a morte me tomasse no decurso do sono era boa a minha paz eterna. Era boa...
Não peço nada, não quero nada, apenas deixo um pedaço de mim para ninguém, apenas não quero mais gostar de ninguém... apenas quero o silêncio e esquecer que a realidade é mesmo assim. Cansado de tanta dor, desejo silenciar, poder apagar, envolver-me de vazio, de apatia, indiferença e matar todos os meus sentimentos por quem quer que seja.
É esta a realidade que está dentro de mim, o meu sentimento, não encontro mais amizade, muito menos domino este sentimento. Sinto-me assim, não quero magoar, mas não sei do fim, sinto vontade de chorar, vontade de nunca mais voltar. Vontade por tudo e por nada... fica o meu ser mudo e continuo a caminhada sem com ninguém de que goste poder desabafar. Agora confesso o que sinto...
Nada quero!
Sinto-me a mais…
Sinto-me indesejado
Gostar dos outros é mau
Se gosto, sinto-me mal.
O que sinto não posso dizer,
É perturbação, cansaço
Vazio que dilata!
Dor que corrói profundamente
O desprezo mata
As más vontades abundam
Amigos… é mentira…
Desabafar não convém!
É terrível amar alguém
Ser indiferente é saudável
Morra o meu ser mil vezes
E que me transforme no teu vazio
Nessa frieza que oprime
Possuída de indiferença.

03.04.2006 – 23:10h

terça-feira, 31 de julho de 2007

UMA LUZ PARA SEMPRE

Na vida, há situações imprevisíveis e inevitáveis, por isso preciso de sabedoria para as suportar, compreender e superar. Aos poucos vou evoluindo, crescendo, aprendendo... sou um amante empreendedor, dou-te liberdade porque te amo e caminho na brisa dos sons da noite com um novo objectivo.
Muitas vezes sofremos inutilmente isto porque o pensamento antecipatório rouba a qualidade de vida... quantas vezes não procedi assim? Quantas? As situações ainda não tinham acontecido já eu estava a sofrer sem que as coisas fossem o que estava a pensar. Viver em função dos problemas do passado não ajuda a nada, muito menos serve para alguma coisa estar a remoer s erros.
Confesso que a emoção é mais difícil de controlar do que o pensamento, uma vez que esta não possui qualquer tipo de raciocínio...em função das emoções pode estragar-se uma amizade, um namoro, ou qualquer outro tipo de relacionamento.
A pior das coisas é ser-se prisioneiro dos sentimentos, eles são os verdadeiros obstáculos em muitas das situações... é necessário juntar um pedaço de racionalização. Tenho um amigo que me tem ajudado imenso a ver as coisas de outro modo, foi uma pessoa que caiu do céu! A sua lucidez, a sua inteligência e a capacidade de fazer-me pensar têm contribuído muito para ver outras realidades que estavam escondidas. Obrigado, P. Ainda tenho muito a aprender... e o autor da minha história sou eu; preciso de ver outros ângulos, certas vertentes estão mal trabalhadas. A memória não pode ser apagada assim sem mais nem menos. Estás na minha memória, agora vou percorrer as trajectórias do meu ser, aquietar os meus pensamentos e apaziguar a minha emoção. Tenho aqui os meus momentos particulares e acendo uma luz para sempre!Vou ler um pouco, também escrever e ouvir música.

11.04.2006 - 21:13h

AS TARALHOQUICES DO PECADO

Das leituras feitas na net vejo que “o Pecado sempre foi um termo principalmente usado dentro de um contexto religioso, e hoje descreve qualquer desobediência à vontade de Deus; em especial, qualquer desconsideração deliberada das Leis reveladas. No hebraico e no grego comum, as formas verbais (em hebr. hhatá; em gr. hamartáno) significam "errar", no sentido de errar ou não atingir um alvo, ideal ou padrão. Em latim, o termo é vertido por peccátu.” In http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus
A propósito do mesmo e do que ultimamente tem sido notícia badalada, preciso lançar cá para fora um pedaço do que me vai na alma! Vivo nos recantos internéticos e por este meio tenho evoluído bastante, uso diversos meus de comunicação para não ficar alheio do mundo e das suas circunstâncias, bem como a televisão e os jornais. É bom sabermos o que se passa nos quatro quadrantes do mundo. Acaso não evoluíssemos, ninguém estava aqui a dizer o quer que seja. Bem hajam os meios de comunicação e nem transportes existiria, muito menos se tinha chegado à lua. Certamente muita gente morria por doenças, uma vez que não se podia evoluir pelo conhecimento. Seria pecado desbravar o desconhecido e os vírus tinham-nos por completo. Só pelo conhecimento evoluímos e não pela fé que apenas condiciona, bloqueia e mata em determinadas circunstâncias. Condicionar é crime porque não permite evoluir, bloqueia, atrofia, inibe, e ofusca a realidade das coisas, destrói o processo científico. Ora imagine-se um cientista (médico cirurgião) tomado pelas tretas do pecado, coitado do doente, morria mas duas mãos.
As tretas do pecado estão na ordem do dia! Chega de proibições… também é pecado proibir. Ai os pecados virtuais!… e outras tretas mais, isso é para quem os considera, porque pecado não existe, é apenas uma invenção para controlar o “Zé-povinho”. Pergunto se dar em maluco não é pecado? E não é pecado fabricar listagens de pecados para aplicar aos outros? He he! Que se dane toda essa treta que não contribui para nada. Em nada ajuda, é um empecilho para uma vida normal… chega de frustrações.
O Senhor das escrituras activa-se pelas mãos dos homens frustrados que desejam dominar os outros impondo princípios forjados, fazendo disso ditadura ou lei para cumprir. Sinceramente isso não tem mais lugar nos dias de hoje e o amor apregoado é uma pura mentira e contradição. Inventa-se um pecado para tudo, para que assim se possa controlar as massas e conseguir o que se pretende, invocando para isso a máscara de Deus ou por Deus, sem que isso tenha alguma coisa a ver com a situação em causa. Estamos em evolução e sejamos esclarecidos e não abotoados mentalmente, pensamos pela nossa própria cabeça e não sejamos uns palermas a acatar tudo sem reflectir nada, aceitando as coisas de ânimo leve. Afinal onde nos querem levar? Impuro é não querer pensar, é querer fechar-se num círculo dogmático e retrógrada, proveniente de gente recalcada. Desonra é ser ignorante, é não querer ver a vida como ela é, é enclausurar-se em princípios fundamentalistas e abotoados, obrigando os outros a estar na mesma sintonia, como se isso assim é que fosse. A religião anda sempre a armar as suas e atar os outros, claro… o dinheiro comanda a vida!Não preciso de listas catalogadas de pecados, nada disso. Pecado ou não pecado, não me torna mais ou menos feliz e se é pecado pensar assim, pelo menos posso dizer que estou na minha área de conhecimento… filosofamos! Pela ordem do pecado afunda-se mais a mente, como se os outros tivessem de decidir da minha vida, do que penso ou sinto, de quem gosto ou deva de gostar, de com quem vou para a cama ou não deva ir.
A Bíblia vai beber a tradições de um tempo e esse tempo já passou, vivemos em outro tempo, evoluímos e no tempo de Jesus Cristo nem televisão existia, muito menos a Internet, claro, dos telemóveis não se fala. Jamais se pode viver amarrado aos obscurantismos desfavorecidos. Ou só se evolui para o que convém a tais senhores? Na sexualidade também se evoluiu e o desejo sexual é comum a todos os homens, não representa pecado algum, o envolvimento entre as pessoas é de comum agrado, por acordo, sabendo os mesmos do que vos faz sentir bem. Não se venha com histórias, tentar tapar os olhos e recalcar situações. Ainda existe quem acredite no pai natal ou nas histórias da criação… claro para não falar nas bruxas.
Tudo o que é, acontece nesta vida e só se tem oportunidade de experimentar as coisas enquanto se está aqui, do resto nada se sabe, apenas são teorias, normas, pedaços de éticas descontextualizadas numa época.Fazem-se os princípios para que depois se seja escravo dos mesmos… e isso não é pecado? Melhor, o que é que não é pecado? O próprio pecado! Logo não existe pecado, o resto é uma taralhoquice pegada. O tempo da ditadura, da inquisição, do nazismo já acabou, não podemos esquecer que já não vivemos no tempo da outra senhora. Já foi… agora repense-se e veja-se o estado de tontice em que se vivia! Respeite-se as pessoas, viva-se a humanidade e não com valores retrógradas. Não têm nada que nos impor, se não gosta de net, tv, jornais, pois que não veja, está em seu pleno direito… não generalize.
Na ordem de ideias de tal fonte, tudo o que estimula o intelecto ou alarga conhecimentos deve ser visto como pecado, como obstáculo à fé; logo, penso eu, cometem aqui o maior pecado, (para vós) o que é contraditório com um espírito iluminado. Apologia da burrice parece que se pretende num tempo destes! E os conceitos de homofobia onde ficam? Não é pecado? Descriminação e tanto mais? Pois é… as listas estão em actualização.
Nesta ordem de ideias, “bem-aventurados os ignorantes e os que se concentram mais nas Sagradas Escrituras do que no estudo do mundo que os rodeia...”. Eu certamente não desejo fazer parte de tais mundos de ignorância… tenho de escolher qual é de todos o melhor pecado, esse que me possa dar mais prazer, fazendo-me sentir bem. Esteja-se bem, então!...

14.04.2006 – 14:08h

ESPAÇO DE DESABAFOS

Hoje estou pensativo, aliás, venho pensativo desde o fim-de-semana. As atitudes e os gestos escrevem-se... tento-os fazer, ainda que não me sirvam para nada e a reprodução de tais situações seja redutora, banal, mesmo trivial. Alguém possa dizer até que é caricato. Escrevo porque preciso de o fazer, não para agradar ou desagradar a quem quer que seja, muito menos para mostrar, para que alguém leia, ou ainda para me evidenciar. Nada disso, escrevo para dar sentido à minha vida, para me sentir em vida... para matar a minha dor quando mais nada, nem ninguém o pode fazer. Sei porque o faço.
Neste cantinho muito meu, com o meu estado de alma, por vezes em baixo, e de olhos em lágrimas, ainda que secos, desiludido das caminhadas, das amarguras e corroído pelas friezas de quem me consegue colocar em estados mais doentios, atribuindo-me nomes, dizendo o que não serve, ou simplesmente apertando-me o coração com atitudes menos próprias. Espaço de desabafos! Desabafos que não o preciso fazer cara a cara de quem quer que seja, porque não adianta, não funciona. Fico encarcerado na minha tristeza esperando que o tempo a destrua. Tudo o que faço, faço-o não esperando nada em troca, uma vez que nada mereço… vi isso em bastantes gestos vindos de várias pessoas de quem muito estimava, penso que apenas me enganei. As férias da Páscoa puderam-me comprovar isso.
Confesso que não quero magoar ninguém, muito menos as pessoas de quem gosto e se me sinto magoado, o melhor que tenho a fazer é afastar-me, colocar-me ao lado e simplesmente neste acto de escrita libertar tudo o que vai dentro de mim e as coisas prosseguirão no decorrer dos dias. O tempo será o melhor remédio! Que se pode fazer quando se quer uma pessoa, quando essa mesma acaba de morrer? Entenda-se morrer em múltiplos sentidos! Continuar-me a enganar? Quero o que não me dão…
Neste momento em que escrevo, sinto um vazio profundo, uma dor que me toma, uma tristeza que se abateu... (azar o meu)! Sei porque o sinto, sei porque estou assim... simplesmente porque me sinto impotente para determinadas coisas e nada posso fazer para isso mesmo. Tudo o que construí, simplesmente porque gostei, caiu por terra, azar o meu em ter gostado, gosto sempre das coisas e das pessoas que não devo. O problema todo começa no gostar daquilo que se pode gostar. Amarga quando se é preterido, quando se é rejeitado, desprezado e em especial de quem se gosta! Começa-se a sentir algo desconfortável quando alguém a quem estimamos começa a ter atitudes estranhas, como desculpas, incumprimento de palavras e outras tantas situações. Não sou assim tão tolo para que não perceba as coisas, percebo-as logo, posso é ficar tomado pela esperança que em bom tempo as coisas se alterem. Mas, porque me sinto cansado de lutar e sem frutos, rendo-me e quem perceber as coisas e se quiser, faça alguma coisa, se não quiser… paciência, beba o seu orgulho e seja feliz assim.
Hoje apetecia-me estar com alguém, falar tudo o que sinto, o que me vai na alma, dar um abraço e fazer algo que agrade a alguém… quem sabe, o dia ainda agora começou, mas apenas devo ceder o terreno lentamente, e nada esperar. Certas respostas não as esqueço e isso deixaram-me triste, amargurado. Apenas tenho de descontrair, caminhar, certamente um dia será tarde para tudo, especialmente para aquilo que tanto se amava, que tanto se desejava… mas não fui eu que tomei atitudes de ingratidão.

18.04.2006 – 08:14h