sexta-feira, 30 de novembro de 2007

NA AMPLITUDE SEM NOME

Uma voz que se edita na eternidade, num lugar que ninguém descreve, no reino das vozes onde te perdes, descrendo o vazio que amplia lentamente. Vazios existem muitos, sim tantos, imensos. Pouco disso não serve para nada, apenas aborrecer... Não sei daquela voz que tomava todas as verdades primeiras. Tu ficas na amplitude sem nome... nada parece o mesmo que aqueles dias descreviam, apenas me perdi no caminho e segui sem rumo, por distâncias que não podes considerar. Ficas apenas na amplitude dos teus pensamentos, onde me perco sem te ver. Não consigo chegar ai, nem sei o porquê destas coisas, estas que se vão tomando assim, lentamente, sem que entendas nada do absoluto. Na amplitude sem nome escrevo outros nomes, alguns deixo-os seguir, lentamente, se que tudo isso sirva para alguma coisa. Por onde andas? Será que estas? Não sei não... vamos estando. Um dia o tempo tomará em sia sua realidade perdida, tal como neste momento estou, este estado temporário de querer tudo e nada quer. Para que serve tudo isso? Já percebi acerca das inutilidades, essas realidades que deixo ficar. Vamos ficando, eu vou e não sei mais por onde optar.


Coimbra, 30 de Novembro de 2007
Samuel, o Ventoso

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

NUM ÚNICO VIVER

Rua dos Nomes, de Samuel Bastos Ventoso, na noite escura esperando pela verdade perdida e esquecida para um único viver... boa noite meu amor!Uma rosa que te ofereço, enquanto espero a tua entrega, o teu beijo que rompe o meu e a verdade que une a eternidade dos corpo num abraço!
Espero-te no cais de todas as promessas enquanto tudo flui pelo rosto do mar, nesta noite... neste momento. Sim, tu, pureza linda de voz meiga, que me pedes um beijo, num fogo mais poderoso a um convite que amplia a minha ansiedade.
Obrigado... vamos tomar a noite e acolhermo-nos nesta verdade que começa agora. Vou pela rua, vou pensando a tua existência, o teu lugar... tudo isso que guardas para mim, nessa vontade mais profunda e forte. Somos e continuaremos a ser a entrega para um único viver... a rosa do mar que dança na noite, a nossa noite plena.

28.11.2007
Samuel, o Ventoso

terça-feira, 27 de novembro de 2007

MANSAMENTE TOMO-ME EM TI

Rua dos Nomes, Samuel, o Ventoso
Dia lindo, cheio de sol, encantos e mil fantasias lá fora ... sabores que se tomam um a um, nesta estrega feliz, neste concerto de sons, nesta promessa de maior luz e porque o teu sorriso é sempre brilhante, aumenta toda a fogueira do bem estar, em hinos de beijos e sonhos de amor ainda mais amplo. Entendo que todo o teu entender é fugaz, que as metades do desejo aumentam lentamente, num projecto mais forte, mais total, mais longo. Sou contigo a eterna promessa dos encantos que desenhaste no meu corpo, desde a noite ao amanhecer, por tudo o que se desvelou enquanto o nosso olhar nos aproximou. Somos assim, totais, rasgando as gotículas de chuva que nos cobrem... mansamente.

27.11.2007
Samuel, o Ventoso

domingo, 25 de novembro de 2007

UM DESENHO DE NATAL

Rua dos Nomes, de Samuel Bastos Ventoso
Depois falamos... será que ele está a chegar? Olha, falta precisamente um mês! Sempre a mesma coisa! Qual o verdadeiro significado e para que serve? Vou pensar...
Entretanto vou fazendo uns desenhos para entreter, matar o tempo, porque não há mais nada para fazer e esta vida assim é um tédio. Hoje não me apetece falar com ninguém... creio que depois passa.

25.11.2007
Samuel, o Ventoso

O RESTO VEM A SEGUIR

Rua dos Nomes, Samuel, o Ventoso

o resto vem a seguir... será que vem mesmo? E o que vem tem algum interesse? Olha que não sei. Sabes, estou um pedaço cansado precido parar por algum tempo ou então seguir por outros caminhos. Tudo isto já não preeche o meu vazio, este que todos os dias vai sendo maior. Agora o que me apetecia era dormir, sim dormir profundamente e esquecer tudo. O resto vem a seguir... isso é que é pior, depois toca o telemóvel e aquelas cenas todas. Que seca! Huff, bem, deixa ir dar mas é uma volta!

25.11.2007
Samuel, o Ventoso

DECLARAÇÃO DE AMOR HOMOSSEXUAL

Rua dos Nomes, Samuel, o Ventoso
ATENÇÃO: Este post é diferente! Sim, diferente porque foi sugestão de alguém que me adicionou na Rua dos Nomes, que fez questão de colaborar! Depois de uma conversa no msn, a pessoa em questão escreveu o texto que se segue, cujos nomes são fictícios. Muito interessante a experiência. Venham mais sugestões. Uauuuu cada vez sou o puto mais maluco da rua…

“Declaro que eu, Joaquim André Barbosa, portador do B.I. solteiro para sempre, residente da Travessa dos amores imperfeitos.
Para este efeito declaro-te a Gonçalo Filipe Oliveira, que não te vou ser fiel para toda a vida. Prometo viver contigo todos os nossos momentos homossexuais como se fossem os últimos. Prometo fazer coisas menos apropriadas, entre nós não vai haver só beijinhos e abraços, vai haver também broches e essas coisas que tu muito gostas.
Contudo enquanto formos namorados, vou tentar ser-te infiel, mas não garanto nada pois pode haver alguns acontecimentos inesperados e eu fique fiel para toda a vida ( o que será um enorme desgosto, pois eu sou bom de mais para ti). Eu sinto-me mal contigo, sinto um ódio por ti que nunca senti por ninguém. Odeio-te do fundo do meu coração. És a pessoa a que o meu pénis pertence ( só para fazer sexo). Por isso declaro-te, Gonçalo Filipe Oliveira, meu prostituto para sempre.

P. S - Enquanto fores meu prostituto tens de tratar das tarefas de casa e da tarefa de satisfazer os meus desejos sexuais todos os dias.”
Assina: Luz dos Dias

25.11.2007
Samuel, o Ventoso

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

ENTRE AS ENTREGAS DO PRAZER

Entra dentro de mim, dissolve-te no meu ser, vai até ao fim, procura comigo o máximo de prazer... toma totalmente o teu orgasmo na minha alma, entra devagar, com subtileza e profunda calma.
Vem, mansamente tomar do meu sabor, pela rua dos nomes, entra com o nome do amor e absorve o total prazer da vida, na fragância excelsa desta flor... a rosa para o teu fulgor.
Tomo-me para ti com a vontade de todas as entregas, mesmo aquelas que pareciam longínquas... essas que agora são totais para a festa do prazer eterno... Cumplicidade entre as entregas do prazer.
A fonte da vida toma-nos diferentes, e nesta entrega de ainda querer mais, procuro incansavelmente por ti, por vezes até parece que não consigo ver absolutamente nada, tendo de traçar uma rosa, uma rosa e escrever um poema, uma prosa... algo diferente, como tudo o que possas pensar! Continuo a pensar em ti, desde hermes até ao deus baco. Deixa-te tocar, envolve-te e sente, sente tudo até ao fim para que tudo em cada tempo seja mais belo, tão belo quanto o propósito de teres encontrado o mel do complemento.
Deixa uma mensagem, entra no lugar sereno, absorve a pureza e faz-te desejar cada vez mais e serei teu... Hoje o dia tem mais cores e tu provavelmete vieste tornar ainda mais belo tudo o que estava tomado pela natureza, porque és a natureza que anseio...

23.11.2007
Samuel, o Ventoso
Ver: GayLuso

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

TALVEZ SEJA ILUTRAÇÃO DO ACASO

Rua dos Nomes, de Samuel, o Ventoso
O toque do teu ser invade a minha essência, tomando-me na plenitude do corpo, nas entranhas de uma doçura implacável, igual ao teu nome, esse que pronuncias ao meu ouvido.
Nada no dia, nada na noite, apenas ilustrações, estas que deixo para ti, porque todas as outras ultrapassaram o prazo de validade. Validades! Tu és a própria validade, o sorriso e o preechimento das coisas que fazem sentido, ainda que os licores enformem tão docemente. Deixo-te as sementes do acaso onde não te encontro e o que encontro nada me pode dizer! Incrível a tua postura, apenas teclas, com uma verdade pouco convincente, tendo em conta o que parece preencher a minha alma... tudo continua na mesma. Talvez seja ilustração do acaso... entre outras formas que aprecias e que se perdem no silêncio e na ausência. Sou doce, tão doce que não poderás conceber assim a minha doçura, entre as ilustrações que se redimem...
Na procura efusiva, parece falta algo e o prazer é como uma bomba de sensações, somente tu encontras em mim aquela que te preenche. Ilustrações... talvez seja a ilustração do acaso.
Agora, ficam pedaços de sensibilidade, encontros de palavras e harmonia do som, entre as lacunas opalinas do silêncio... pelas outras fontes que não sabes expressar, tudo isso fica para outra altura, talvez essa que por tarde em demasia, esgote todo o significado, esse que as cores lhe tinham atribuído.

22.11.2007
Samuel, o Ventoso
Olhando as Ilustrações...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

AMPLITUDE DOS ESPASMOS

Rua dos Nomes, Samuel Bastos Ventoso
Nas escadas inertes senti o adeus desenhar o relento, cheio de versículos bíblicos como se isso ainda me dissesse alguma coisa, não tivesse eu ficado cansado pelo atordoado da hipocrisia da religião de epitáfios, essa para onde me puxaram, naquele tempo de olhos vedados a um sol negro tomado pelo silêncio abrupto que fazia correr da memória o sangue do bem estar! Senti os espasmos, toda a descodificação que me conduziu para outras brumas. O degredo somava-se ao medo pelas formas hirtas da demência, no relento do sangue que nasceu comigo, outro ficou na romaria do esquecimento, entre os lamentos da chuva e da cidade fria. A memória guardou o verbo da morte, a relíquia indizível da frota dos ditos eruditos. Fico-me na rua imaculada, com a saudade das horas, no nome congeminado a apetecido pela resposta guardada. Não ignores o que te poderá vir a ser bastante útil, a noite é apenas passageira e logo depois tomo-te na claridade da semente prolongada, às vezes indefinida… mas nos braços do desejo, outros desejos se somarão. Fico-me por aqui nesta dança e recordo-te entre a greta do mar e a limpidez da amizade sempre doce.

21.11.2007
Samuel, o Ventoso

terça-feira, 20 de novembro de 2007

CONTORNOS DA TARDE FACE AO CAFÉ

Rua dos Nomes, de Samuel, o Ventoso
O tempo mudou um pedaço, surgiram murmúrios de lados que não sei, palavras dos amigos, pensamentos profundos continuaram a fazer de mim um ser estranho, como disseste naquele dia! Café sempre à espera, um escrito por aqui, outro por ai! Convidei um amigo para tomar café, contudo, ao chegar ao local em causa, já lá estava... conversamos, foi bastante agradável. Sim, o espaço também é acolhedor e vou lá imensas vezes, imensas mesmo. No fim desejei pagar o café, ele não quis! Achei estranho... engoli e por já lhe ter pago o café, tive de receber dele o dinheiro do respectivo café! Enfim... fiquei com um nó na garganta e vim para casa todo triste, antes passei por outro espaço, no inutíto de secar a lágrima escondida. Acontece-me com cada uma... agora vou por caminhos sem rumos, talvez fique melhor! Quando me sinto preterido o melhor é deixar de dar a importância suprema a quem não merece. O que fazer? Nada! Tudo se resolverá... e novas situações tomarão em mim preechimentos ajustados, como ler um livro, ver um filme, fazer fotos ou até conversar com outras pessoas. Ando um pedaço desiludido. Ontem foi um dia de bastantes experiências que me levaram a concluir isso... não posso falar mais!
Em breve tenho novidades, continuo a escrever o livro que te havia dito, num destes dias vais encontrá-lo nas bancas, sei que não é nada fácil, mas não é impossível.
Bem, neste momento preciso de gritar... para aliviar a tensão e não é só comer chocolates. Também um repouso nos lençóis não será uma má ideia para esquecer-me dos contornos da tarde face ao café e ingratidão da situação caricata. Enfim... aparece com cada uma...

20.11.2007
Samuel, o Ventoso

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

ANIVERSÁRIO DO SAMUEL

Rua dos Nomes, Samuel Bastos Ventoso, e o dia do seu aniversário eh eh eh eh  estamos em festa... todo o mundo a brindar comigo. O dia tem estado a ser maravilhoso.
Acordei cedo, como de costume um bom banho para colocar as ideias no sítio, tornear-me com espuma pela minha pele macia e sensível. Água abundante, depois tratar de cortar a barbinha e ficar bem lindo. Uma toilet bem adequada, um pouco diferente e a seguir uma música para me fazer sentir bem. O dia está a começar, apesar da chuva que começou a fazer-se sentir lá fora. Não faz mal, os programas não irão deixar de se cumprir, apesar de preferir estar deitado na cama. Cá vou eu eh eh eh hoje é o Dia do meu aniversário.

Sem palavras. Um dia em cheio, todo passado em Lisboa, no Oriente, visual novo, longa metragem e cuidado nem vos passa pela cabeça. Claro que recebi prendas, roupas, livros e até o almoço me foi oferecido. Bom... bom é pouco, estava muito bom mesmo e a companhia também foi excelente. Adorei. Foi assim almoçar fora e o resto ainda está para vir... hui...
A noite está cheia de mistérios e ficar em casa não faz nada o meu jeito. Sim, sabes que hoje não escrevi praticamente nada, contudo penso que o dia tem sido muito bom mesmo. Ando completamente incontactável, pelo menos não pareço uma barata tonta a atender os telemóveis. Os meus amigos têm muitas formas de me contactar e de estar comigo e aqueles que já não faziam e que só agora o fizeram, somente para fazer número, pois, também não vejo nisso muito valor. De qualquer modo, todos estão no meu pensamento. Beijinhos muitos, muitos mesmo e desejo-vos o dobro de tudo o que me desejarem. Faz favor de ficar bem... beijinhos!

19.11.2007
Samuel o Ventoso

domingo, 18 de novembro de 2007

CAMINHOS A PERCORRER

Rua dos Nomes de Samuel, o Ventoso
Uma rua enorme, imensas verdades, locais a decifrar e imensos caminho a percorrer. Um Domingo em cheio, sempre a abrir, depósito do carro cheio e andei de terra em terra, de rua em rua, de lugar em lugar! Adoro fazer estes percursos por terras de Portugal! claro, as imensas fotografias não faltaram, foi mesmo até a bateria acabar. Amei.
Não ficarão alguns sitios para trás? Bem, certamente outros dias virão. Peniche estava mesmo bonito. Amei! E agora? Outros atalhos... Não sei por onde começar e a casa parece-me ter lá alguém! Vamos? Ah ah ah ha ... Nada de ficar assustado, nem nisso pensar, eu apenas estou a descansar um pedaço para ganhar mais energias para que assim amanhã possa fazer uma visita como deve ser à Capital. Amanhã é outro dia mais interessante e cheio de novidades. Provavelmente não estarei para ninguém, muito menos em casa. Boa? Falamos depois. Vá beijinhos e nada de parvoices, porque quem tem as parvoíces todas sou eu. Caminhos a percorrer e envolvimento no que for mais belo... para um dia especial, como é o de amanhã, o resto nem se escreve, porque nem vale a pena. Tudo em forma mesmo. Agora vou comer um chocolate e de boca doce, dormir. Adeus e fica bem, na paz dos anjos.

18.11.2007
Samuel, o Ventoso

sábado, 17 de novembro de 2007

A FORÇA DO PROLONGAMENTO

Rua dos Nomes, de Samuel Bastos Ventoso
Essas doçuras da noite tocaram o meu corpo aprimorado dos teus sabores... essas mãos tomaram a verdade que tinha para ti, com a força do prolongamento que me fez adormecer sem limites, enquanto a água corria pelas entranhas do prazer! Suave e doce foi sempre o meu corpo para ti, mesmo quando as estrelas cintilazam e a lua nos iluminava. Uma vontade acende sempre outra vontade... as nossas vontades derramam a nossa eternidade na rua e em todos os lugares onde os nossos olhares se trocaram. A força do prolongamento conduz-nos, agora apenas tenho de esperar um pouco para hora certa, contudo ainda vou comer aquele chocolate que me ofertaste no dia em que dormiste comigo. Lembras? Os outros dois ficaram no meu bolso e disseste que a sua doçura seria para te lembrar e se a saudade me tomasse, comia o outro e depois, poderia ligar para ti! Olha, vou ligar-te daqui a diz minutos, entretanto tomo o meu banho de espuma quente, com cristais... voltarás para o meu cristal com a força do prolongamento.

17.11.2007
Samuel, o Ventoso

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

MOMENTOS EXUBERANTES DA TARDE

Rua dos Nomes, de Samuel,o Ventoso
Pulsam momentos únicos que escrevem um lugar e tu continuas a ser bem-vindo ao meu canto de momentos perfeitos, exuberantes pelo toque que somente ecoa no infinito da entrega! No meu canto encantas e deixas o encantamento, a força que enforma toda a possível entrega... desenhei a tua fronte que ficou perdida dentro da minha, tomamo-nos assim na perfeita deluição da sensibilidade, esta para a qual não tenho um nome próprio para a caracterizar, apenas senti que a perfeição não podia ter outro lugar senão aqui, na totalidade do que te disponibilizei pela sua unicidade e arremesso de desejo comum. Considero-te eternidade por minutos e todos os minutos somaram razões ao viver... viver que é viver simplesmente pelas formas enquadradas no templário da vontade, esta que sempre se acente.
Momentos exuberantes da tarde, talvez sem nome ou com todos os nomes, esses que pensas, esses que fazem dentro de ti o prazer da existência. Salpicam assim toque perfeitos de uma melodia que sabe envolvernos, que aproxima, que funde e a sua dissipação é no sono estendendo-se pelo sonho que abençoa a entrega do respouso.

15.11.2007
Samuel, o Ventoso

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

ARTICULAÇÕES DE CEREJA

Rua dos Nomes de Samuel Bastos Ventoso Abrem-se as fissuras e surge a clivagem perfeita, entre os semblantes da memória do silêncio, guarnecendo a fronteira do nada, por uma passagem, talvez entre tantas outras passagens, essas todas que evocam formas de te mostrares.
Hoje senti mais frio do que o habitual que nestes dias tem acontecido. Um dia praticamente todo fora, sempre a andar, a divertir apesar de ter falado com o pai.
Andei nas compras, frutas não faltaram, bananas e cerejas cristalizadas. Sim, cerejas, porque a cereja é das frutas que mais gosto. Já te tinha dito isso. Os telefonemas cairam com alguma frequência e como sempre a simpatia é um dos meus toques para quem comigo tem modos que prezo. Iluminações de circunstância. Hoje foram momentos dedicados à reflexão, apesar da música seleccionada e um silêncio maior parece que dissolveu a minha consciência de metal, um forte clarão que veio do lado do sol que me pareceu ausente no momento em que foi necessário.
Blogues e mais blogues e as surpresas também não faltaram... interessante observar determinados comportamentos. Colecções!
A minha inclinação celular foi votada aos pormenores do registo das mandibulas do imprevisto. Essas formas de consolidação articulam os nossos procedimentos, os enlevos da demência que o teu olhar foi capaz de construir.
Meditação profunda... cores da saudade na minha entrega por um desejo maior, esse que ficou por falar. A propósito, hoje não estive para muitos paleios na Net, nem ao msn passei, simplesmente não me apeteceu. Ah, mas as mensagens que me enviaram hoje para o telemóvel, essas foram exemplares, cada uma mais linda do que a outra. Que colecção. A todos o meu muito obrigado e bem-hajam. Adorei... amanhã temos mais, são articulações de cereja bem vermelha.

14.11.2007
Samuel, o Ventoso

terça-feira, 13 de novembro de 2007

POR LUGARES MÚLTIPLOS

Rua dos Nomes Samuel Bastos Ventoso  - Por lugares múltiplos
O teu silêncio é a tua presença em mim… sustenta a eternidade! No teu silêncio desenho o contorno da melancolia, essa que unifica as rochas da morte. Os excedentes são ritmos descompassados, alguns ficam perto do sol, nas memórias recatadas da união… enquanto o futuro se ocupa de construir um outro silêncio, mais moderno do que todos os ofertórios da claridade negra.
Não dizes nada e a serventia ocorre pelos lugares da ferida… morres lentamente, na expressão sem forma, num inconsistente orgasmo líquido, inscrito na gaveta do quarto minguante.
Todas essas cores ascendem no montante da noite, com sorrisos timbrados e endereçados a um ritual de esferas múltiplas, onde nos encontramos, depois das palavras se reconciliarem no seu aposento. Eu e tu construímos a grande viagem da vida, ainda que por vezes, em lugares onde me sinto perdido.

13.11.2007
Samuel,o Ventoso

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

SONÂNCIAS E OLHAR COLORIDO

Rua dos Nomes, Samuel, o Ventoso
O nome que deste ao meu corpo perdeu-se no sangue do espírito, no beijo das memórias atrasadas e na centelha inaugurada de todo o resto. Perdi a vontade de ter a vontade, apenas tenho o meu lugar e os sulcos da morte que farejo numa alucinação sem nome. Todas as sinapses construíram o mundo do adeus, neste abismo amnésico de sensações sem sorte! Sabes que a minha mão guardou o teu calor, apenas fiquei impaciente a esse agoiro, a essa correria, a cavalaria da pesada! Deixo-te nos restos da minha alucinação antiga, entre as horas da romaria silenciosa.
Dispo o nome deste grande vácuo nas sombras que me acariciam com o selo anti-matéria, na jangada de todos os pontos movediços… tu escreves a possibilidade na tentativa de me conduzir, sem que tal condução esteja disponível! O verbo admite a primeira fase, as outras demoram a amadurecer e os gestos são remansos impróprios de uma saudade que já não existe, as sonâncias alteram o seu rumo do meu olhar e os coloridos instalaram-se docemente na minha alma, com outros nomes, na rua que se deixou fotografar, ante o pó e a escuridão.
Uma nova varanda, onde te sirvo os meus devaneios, alguns descontinuados, mas com a delicadeza de sempre, porque para ti ainda continuo a ser o desejo concedido dos momentos insaciáveis. As brumas tecem o nosso envolvimento glorioso, a lógica das manhãs temporãs, enquanto o relógio adormece. Quero mais experiências todas essas juntam o momento escolhido. Escolhemo-nos então…

12.11.2007
Samuel, o Ventoso

domingo, 11 de novembro de 2007

PELAS TERRAS DO OESTE

Rua dos Nomes, de Samuel Bastos VentosoO dia acordou, melhor acordei com algum sono e para deitar tudo fora, o meu banho, o meu café e depois... pensar, pensar e onde será o destino? Isso seria mais difícil... melhor é ir sem destino! Rio Maior, Leiria... Fátima, Porto, bem tudo isto me passou pela cabeça. Pego no carro e depósito cheio de combustível e agora é só andar. Tomado por alguma ansiedade, algo estranho que nem sei explicar, essa coisa que por vezes me assalta, parecia ser urgente encontrar o equilíbrio, a paz, esse algo mais do que o nome de paz. Nem sei o que era. Apenas sei que não me sentia bem... as estradas todas abertas para mim. Começa o andamento e ai vou eu. Vvvrrruuummmm
Primeira paragem, Benedita, entretanto falo com um amigo, conversa em dia e claro, já mais calmo. Dou umas voltas, fotografia por aqui, por ali, um café e distrair, como sempre. Feitas as visitas... arranco, música no ar, cantando, como normalmente acontece e a música é sempre diversificada, uma vez que me vão sempre oferecendo cd's. Os meus amigos têm sempre bom gosto. A eles o meu obrigado. Tu que ontem me ofereceste aquele cd, obrigado mesmo. Por essas estradas, quase sem destino. Um pouco mais adiante, chego a Alcobaça. Estaciono o carro, dou umas voltas, uma vez mais outras sessões de fotografia se repetem até acabar a bateria do telemóvel, sim, porque normalmente e como sou amador na fotografia, apenas uso o telemóvel para o efeito. Dar umas voltas e almoço por ali, nada de especial, meia dose de bacalhau à braz, uma água, pãozinho e é só saborear. Belo paladar... depois uma salada de fruta e por fim, um cafézito. Pagar a conta e mais um passeio. formidável! Entretanto, os meus amigos mandaram imensas mensagens escritas, cada uma mais interessante do que a outra e convites para cafés não faltaram. Bem, e agora qual aceitar primeiro? Isso foi mais complicado. No entanto, também foi bom. Muito bom. Podemos tomar mais café eh eh eh excelente.
Bem, o tempo passou num instante, incrível como passou. A viagem continuou, desta, até Caldas da Rainha. Linda terra, cidade bem interessante. Dar umas voltas, tomar café nas Galerias e fantástico, conversar com pessoa que estavam cheias de saudades minhas. Sorrisos e mais sorrisos. Muito bom mesmo. Chega o dia a fim... mais telefonemas para atender. Música no carro, mini-discoteca. Eh eh eh eh
E agora, sempre a agrir e a cantar, saltitar dentro do carro, parecia que estava a dançar e foi assim, um dia bem passado pelas terras do Oeste.

11.11.2007
Samuel, o Ventoso
Ver: Caldas da Rainha

sábado, 10 de novembro de 2007

NOTAS SOLTAS E ATREVIDAS


Notas soltas e atrevidas são formas de te dizer o quanto és capaz de ser e de tudo aquilo que não tens sido ou o que podes vir a ser! Nunca sabes o que podes ser ou o que chegar a ser... a tarde embelezou o meu olhar, tomou-me e conduziu-me para os lençóis, onde lanço a minha nudez, estendo a minha vontade... esperando pela tua! A nossa vontade não é a de mais ninguém, porque apenas nos diz respeito. Preciso descer a preciana, colocar a luz com menos intensidade e colocar aquela música de fundo, colocar o filme a rodar e sentir o sono tomar conta de mim. Sabe tão bem...!
Perco-me sempre nos teus movimentos atrevidos, na doçura das tuas mãos e nas massagens que tomam a tela do pensamento, enquanto abro a janela dos meus desejos arrumados, para que assim possam entrar outros e interferir com os meus. Vamos a isso? Disposição para tal? Porque não? Tomo-me assim nas notas soltas e atrevidas! Fica a mensagem no bilhete que tens no bolso do teu olhar... abre, olha, lê e actua com toda a tua perícia e envolve-te também na eficácia das notas que se tomam e constrói comigo não o meu lugar nem o teu, mas o nosso lugar. Aceitas o pedido para o concerto logo pela tarde adentro? Espero-te na fila da frente, estou todo de preto, como por norma me visto. Agora tomo o meu lugar... até mais.

10.11.2007
Samuel, o Ventoso

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

VERDADE SEM NOME

Hoje bebi do sereno os teus sabores, por recortes da manhã, somados aos nomes da verdade primeira, neste acordar de compromisso, depois da chávena de café, como se todos os andamentos preenchessem o meu compasso, ou todas as outra entregas fossem mais do que pulsares do coração vermelho.
A história tornou-se quase perfeita depois do desejo transcrito, condicionado pelas escapatórias mentais, essas que embaciavam os espelhos do pó inventado, como se o sexo orientasse o tempo secreto. Aqui, no olhar que se esgota, ante os pormenores do frigorífico, tomo a recarga para mais um dia e avanço assim para o mundo do saber, esse amor que sempre me tomou… as minhas opções e os preenchimentos começam a ter nova configuração, pautando-se por pormenores que guardo, para te contar na altura apropriada, apesar de muitas vezes não a encontrar.
Nos meus papéis deixo as anotações, algumas quase ridículas, para não falar das outras que já conheces e a vocação consiste em voltar sempre à terra da verdade, ao seio das mariposas esquecidas que flutuam pelos flancos do desejo tresmalhado. Esse que é mesmo inviolável.
A minha loucura começa sempre quando acordo, depois de colocar a música e começar a cantar na casa de banho, enquanto a espuma toma todas as vertentes e contornos do meu corpo, com o doce que somente tu sabes avaliar... até as mais escondidas entranhas… essas entregam-me ao prazer sem nome, a um rodopio de silêncio absoluto.

09.11.2007
Samuel, o Ventoso

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

PROPÓSITOS DA NOITE ACOLHEDORA

Propósitos da noite acolhedora, do Samuel Bastos Ventoso
Não sei qual é o interesse, nem consigo compreender agora essa tua dedicação! Gostava sim de perceber porque bateu por mim o teu coração... Gostava! Tanto que gosto que nunca vou ter para mim... é assim, na rua, corre o movimento, surge o vento e o sol injecta nova cor ao jardim.
Na noite, nesta noite de sons, dos sentidos abertos, desfolhando a última melodia com que brindei todos os propósitos, esses que tracei, esses que te dediquei e os outros que não falei... esses foram os mais importantes. Falo deles assim que puder, assim que reúna as condições essenciais, essas mesmo adequadas à situação louvosa. Louvoso é este momento nesta noite de um ar místico aqui no meu quarto, com novidades, cores, livros e tanto mais que nem poderei mencionar... noite com os seus propósitos, noite acolhedora, a minha noite, a noite do desejo repartido.

07.11.2007
Samuel, o Ventoso

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

DA MARGEM A OUTRA MARGEM

Rua dos Nomes, de Samuel Bastos Ventoso
Não sei o que posso dizer-te depois de nada dizer,
As tuas posturas são posturas que as desenha o vento
Fico na paralisia dos contrastes de ausência…
Sinto apenas uma força que movimenta o peito
Os silvos da palidez da estrada recortada
Como se essa verdade fosse alguma vez verdade.

É inútil recomeçar o que não possui mais sentido,
Olhar e ver que tudo é mentira ainda que diga não!
Fico apenas a observar porque a ferida está ali…
Apenas me valho da escrita para dar sentido
Dar sentido aos princípios sem validade,
Apenas deixei que a fonte do destino mudasse.

Sou da margem, os meus olhos secaram…
A dor tomou um lugar em mim: solidão!
Desapareci dos teus encantos sem que o fosse
A chama ficou oculta e será vedada…
Sou essa pétala ferida, fria, esquecida
Sou da margem, a margem enorme da vida.

05.11.2007
Samuel, o Ventoso

sábado, 3 de novembro de 2007

NO SEGREDO DO SAGRADO

Rua dos Nomes, de Samuel, o Ventoso
Junto ao rio, tomo-me nos salgueiros, saboreando a tua eternidade, o ácido do prazer, esse néctar que os deuses lançaram como pureza perdida da imensidão. Isso que nunca ninguém saberá postular face a todos os contornos, a todas as entregas do romance da tarde, pendendo para a noite acolhedora.
Contigo encontro o meu copo, esse que um dia ficou perdido e no descoberto lançou a festa da existência, dissolvendo-se no olhar perdido. Somos na impressão digital do nosso segredo sagrado, por movimentos lilases entre a forma oblíqua da esperança.
Tenho ainda na memória a glória que se dissolve, essa que me conseguiste imprimir, essa que me fez sentir feliz, essa que imprimiu o limiar de todos os sentidos, ainda que por só um instante. Todos os instantes acolheram no segredo sagrado a marca daquilo que nos continua a unir... sempre.

03.11.2007
Samuel, o Ventoso