quarta-feira, 30 de agosto de 2006

ARREFECIMENTO TOTAL

Nem me ligaste... foste embora! Com a tua frieza, com o desprezo mascarado e vi que tudo era mentira. Inventaste desculpas, uma a seguir a outra. Eu apático, aqui, sem conseguir reagir, deixei-me perder e estou no silêncio, neste silêncio aterrador dos nomes.
Arrefeci, sim arrefeci, fiquei sem forças, sem mais vontade para lutar por gente complicada, gente que me faz gastar as energias. O vazio hoje ficou mais profundo e o meu corpo pede cama para esquecer a vida. Sinto-me só, muito só... todos foram embora, todos se ausentaram.

Samuel, o Ventoso - 30.08.2006 - 23:16h

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

DA PLENITUDE SEM NOME

Tudo me parece parado... apenas o calor começa, lentamente como se alguma coisa viesse resolver.
O silêncio absorve outro silêncio e parece que nada mais sei fazer do que estar aqui. Profundamente deleito-me no indizível, porque para fora nada mais tenho a dizer, o que disse não serviu para nada e os contornos de situação foram imensos. Cansei-me! Apenas fiquei sem mais força para a caminhada, porque gastei todas as minhas energias em situações vazias, fúteis, completamente inúteis. Fiquei só e abandonado, num mundo onde todas as palavras já não dizem nada. Desapareceram os nomes, veio o vento e destruiu todo o meu ser... agora, apenas sou um vazio pairante, aquilo que queiras pensar.
O meu desejo é o repouso, ainda que tivesse solicitado ajuda, maioritariamente fui colocado de lado, não esteja eu a fazer-me de vítima, mas a realidade é esta! Nunca entenderás este meu escrito, alguma vez o irás ler, não fará algum sentido. Continuo a duvidar, a não acreditar em nada, apenas a desejar o silêncio total, porque a tristeza toumou-me em toda a sua plenitude.

Samuel, o Ventoso - 11.08.2006 - 08:04h

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

DISSE-TE TODAS AS COISAS

Disse-te todas as coisas... não consegui dizer nada. Nada mesmo! É mesmo, infelizmente. Perdi... fiquei só, somente só, com a minha dor, com a minha tristeza, com este corpo para a terra consumir na sua plenitude. Tudo me parece desaparecer e aquela alegria de outrora já não existe, eu apenas me enganei. Melhor, todo o tempo enganaste-me e a ilusão foi mais forte do que tudo o que tivera pensado até então. A minha rua está deserta, foram-se os amigos... tudo se foi!!! Quero chorar, como se o choro ainda servisse de algum consolo.
Estou indeciso, mais do que nunca, mais do que tudo o que possas pensar, do que tudo o que se possa mover...! Não sei mais de mim, esta insatisfação destrói-me e nem consigo mais pronunciar uma palavra ou dirigir-me à tua fronte. Perdi o apetite, a vontade da vida e todos os dias são iguais, exactamente a mesma coisa.
Disse-te todas as coisas e a minha alma está morta de tristeza a ponto que irá ficar apática para todo o sempre. E nesse sempre nunca mais terás a minha presença, apenas memórias fragmentadas. O que resta de mim são fragmentos...

Samuel, o Ventoso - 10.08.2006 - 22:46h